Mais fotos, acessem: II SALÃO DO LIVRO POLÍTICO
terça-feira, 7 de junho de 2016
II SALÃO DO LIVRO POLÍTICO NO CENTRO CULTURAL SP
A minha participação no II Salão do Livro Político, ao lado de Maria Vilani e Ronaldo Matos, foi no dia 02 de junho de 2016.
terça-feira, 31 de maio de 2016
2º SALÃO DO LIVRO POLÍTICO
Na próxima quinta, dia 2 de junho, participo do 2º Salão do Livro Político, no Centro Cultural São Paulo, na rua Vergueiro, nº 1000, das 14h às 16h.
Confiram no link abaixo a programação completa:
2º Salão do Livro Político
II SALÃO DO LIVRO POLÍTICO
Confiram no link abaixo a programação completa:
2º Salão do Livro Político
sexta-feira, 27 de maio de 2016
De Colônia para o mundo: as letras de Adenildo Lima
Confiram abaixo uma matéria no site: Conexão Colônia
"Escritor, poeta, professor universitário e palestrante; estas são algumas das ocupações de mais um leopoldinense de destaque: Adenildo Lima
"Escritor, poeta, professor universitário e palestrante; estas são algumas das ocupações de mais um leopoldinense de destaque: Adenildo Lima
A história não para. Quando ouvimos o hino cívico de nossa cidade exaltando seus filhos “doutores, poetas, escritores” corremos o risco de cair no engano de achar que é só de passado que a letra fala. Na verdade, podemos nos orgulhar de outros tantos talentos contemporâneos que fazem jus à nossa tradição cultural: é o caso do escritor Adenildo Lima."
Matéria completa, acessem:
sábado, 21 de maio de 2016
II SALÃO DO LIVRO POLÍTICO
No dia 2 de junho, das 14h às 16h estarei presente, e participando, do II SALÃO DO LIVRO POLÍTICO no Centro Cultural São Paulo.
Confiram os nomes das pessoas que confirmaram suas presenças...
Acessem o link abaixo:
quarta-feira, 18 de maio de 2016
sábado, 7 de maio de 2016
Conversas com Toshiro: uma narrativa musical
No dia 5 de maio tive o prazer de assistir a
um espetáculo musical de uma excelente qualidade artística: Conversas com
Toshiro, do cantor, compositor e instrumentista Rodrigo Campos, acompanhado por
Juçara Marçal, Na Ozzetti, Marcelo Cabral, Thiago França e Curumin, na Sala
Itaú Cultural, SP.
O espetáculo Conversas com Toshiro faz menção ao álbum
mais recente de Rodrigo Campos, que tem como temática o Japão; na verdade, não
diria o Japão apenas, mas o ser humano de uma forma universal. Sim, universal,
já que a arte é universal e não tem e nem pode ter fronteiras para ela. E isso
o artista Rodrigo Campos trabalha com maestria na sua narrativa musical.
A Sala Itaú Cultural estava lotada. Os
artistas, respeitosamente, adentram o palco e com plena dedicação ao público e
à arte começam o Show. O público, no primeiro momento, fica abismado. E foi
possível perceber a emoção no olhar de algumas pessoas: admiradas, sentindo-se
contempladas com o espetáculo.
No palco a harmonia é percebível. Todos os
seis artistas que compõem o espetáculo têm destaque igual. Sim, todos têm um
papel fundamental que não se diferencia um do outro. Fica claro e visível para
a plateia que o objetivo principal é que a arte apareça, seja o verdadeiro
destaque, numa narrativa que se entrelaça por meio das letras de Rodrigo
Campos, transportando o público a um cenário repleto de histórias.
E o público durante todo o Show ficou em êxtase,
no término de cada canção aplaudia o espetáculo. E vamos ser sinceros, são
poucos artistas que têm o privilégio de serem ovacionados pela plateia no final
do espetáculo; ao contrário, Conversas com Toshiro foi aplaudido ao término de
cada canção, como mencionei anteriormente, ou seja, o reconhecimento do público
é a melhor resposta para todo artista que se dedica à arte e, ao meu ponto de
vista, um reconhecimento digno por parte da plateia, pois o Show foi realmente
encantador e emocionante.
E, por outro lado, é viável dizer que Rodrigo
Campos surge na cena musical com maturidade, desde o seu primeiro álbum São Mateus não é um lugar assim tão longe, lançado
em 2009, foi possível perceber que ele tinha e tem muito a oferecer. Com letras
contundentes, com narrativas, que às vezes nos remetem à cronologia de uma São
Paulo que não para, dava-se início com aquele álbum de estreia, um artista que,
com certeza, lançaria em seguida o segundo álbum merecedor, de qualquer pessoa
que preza a arte, de elogios à altura.
E foi o que aconteceu, com o seu segundo álbum
Bahia Fantástica, lançado em 2012, o
artista em si, ou seja, Rodrigo Campos, mostrou claramente que tem
familiaridade com o mundo da música, que tem amor ao que faz; ao procurar sempre
fazer o melhor, pois a sonoridade de sua música é prazerosa aos ouvidos, e suas
letras nos levam a cenários, como se estivéssemos dentro de um filme, sendo
protagonistas; afinal, a vida precisa ser reinventada a cada segundo que
vivemos, e a arte nessa invenção e reinvenção passa a ser a essência da nossa existência,
transformando-nos um pouco mais em seres humanos.
Portanto, apreciadoras e apreciadores da boa
arte, fica a dica para quem ainda não teve a oportunidade de assistir ao espetáculo
Conversas com Toshiro.
Adenildo Lima
Observação: As três fotos foram retiradas da página do facebook do Itaú Cultural
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Bate-papo e sessão de autógrafo
O evento aconteceu no dia 16 de abril de 2016 na livraria da Editora FiloCzar, em São Paulo, zona Sul, com lançamento do livro "O mundo de Vinícius", bate-papo e sessão de autógrafos.
Mais fotos: No meu face
Mais fotos: No meu face
domingo, 1 de maio de 2016
Lançamento no sarau Comvida
O evento aconteceu no dia 12 de abril de 2016 no SASF II, Instituto Anchieta, Grajaú, São Paulo, com sarau, lançamento do livro "O mundo de Vinícius", e sessão de autógrafos.
Mais fotos: Álbum completo com todas as fotos no meu face
domingo, 17 de abril de 2016
CARTA ABERTA AO POVO BRASILEIRO
São
Paulo, 17 de abril de 2016
Prezadas
e prezados brasileiros e brasileiras,
Hoje
é um grande dia. Sim, sem sombra de dúvida, hoje é um grande dia. O Brasil
corre o grande risco de retroceder. Afinal, a história do nosso país foi
construída com a invasão do dito senhor todo poderoso em cima dos menos
favorecidos. A terra, hoje, conhecida como Brasil passou por mais de 300 (trezentos)
anos sendo colônia. E se era colônia, o povo não era permitido a pensar como
uma nação. Passamos mais de 400 (quatrocentos) anos sem ter uma universidade,
porque estudar era visto como um direito apenas da elite.
Prezadas
e prezados brasileiros e brasileiras, essa mesma elite continua com esse
pensamento: o de sempre deter o poder, e por isso não aceita o avanço que o
menos favorecido alcançou agora no século 21; e eu sou um deles, ou seja, um
menos favorecido que alcançou três diplomas: um de Mestre, um de Especialista e
um de Graduado. Sim, três diplomas, e um deles é, inclusive, de nível
internacional. E também tenho quatro livros publicados.
O
que acontece no Congresso Nacional é a luta para poder deter o poder e fazer
retroceder a nação. Não há dúvida para o conhecimento e entendimento de
qualquer pessoa que tenha o mínimo de interpretação do ocorrido no momento
atual, que é um GOLPE. E, antes de tudo, é vergonhoso: é um réu que está à
frente do processo de impedimento da governabilidade da Presidenta, abruptamente;
e o pior: a Suprema Corte, mesmo diante de tantas provas contra o presidente da
Câmara dos Deputados, não fez nada para impedir que ele continuasse na presidência
do Congresso Nacional.
Não,
não podemos aceitar que a Democracia Brasileira seja agredida, interrompida,
levando ao risco de uma guerra civil no país.
Não,
não podemos permitir que as pessoas que carregam em si o sentimento ditatorial possam
retroceder o Brasil a uma das épocas mais sangrentas da nossa história.
Não,
não podemos permitir que a liberdade de poder sonhar seja interrompida.
Avante...
vamos ocupar as ruas. Vamos lutar pela nossa democracia...
Adenildo Lima
Escritor, poeta, professor universitário e palestrante
sexta-feira, 15 de abril de 2016
sábado, 19 de março de 2016
Reajo sim, a favor da DEMOCRACIA...
A Democracia é o bem maior para poder lutar pelos direitos humanos. Reajo sim, a favor da Democracia. O Brasil do Século 21 não é o mesmo dos quinhentos anos governado pela elite brasileira.
Tenho plena consciência que se o governo do século 21 fosse o mesmo que governou o Brasil durante os quinhentos anos, hoje eu não teria um DIPLOMA DE MESTRE, NÃO TERIA UMA ESPECIALIZAÇÃO DE NÍVEL INTERNACIONAL.
Reajo sim, a favor da DEMOCRACIA, porque eu conheço a dor e o amor em suas múltiplas faces interfaceadas que chamo de existência.
Lutaremos sim, para não permitir que o Brasil sofra mais um golpe, dentre tantos que o menos favorecido já sofreu nos quinhentos anos de história brasileira.
Adenildo Lima
sábado, 5 de março de 2016
Ofendidos e humilhados
Existe um jardim no olhar de cada
ofendido e humilhado. As flores têm espinhos e essência. E quando um jardim é
acossado por um vendaval, as flores e os espinhos se universalizam, ganham os
bosques, as mesas de bares, as ruas, as praças públicas e adentram o mundo.
Difícil não é tirar os espinhos
das flores, difícil mesmo é afetar sua essência. E outra, amigo leitor e amiga
leitora, existe uma criança querendo nascer, existe uma mãe querendo amamentar
o seu filho, existe um ser humano que não pode perder a esperança que pode ser
visto como gente; ser gente.
Mas, por favor, não me digam,
amiga leitora e amigo leitor, que nunca leram este livro. E, por outro lado,
não recordo se o nome é humilhados e ofendidos ou ofendidos e humilhados; tão
pouco importa, porque o que importa mesmo é, no mínimo, termos o direito, a
liberdade de sonhar.
E parece tão pouco poder
sonhar...
E não é, pois, não se pode sonhar
com a barriga vazia, não se pode sonhar se a criança é vítima de aborto no
ventre e depois de nascida. Mas, por favor, amigo leitor e amiga leitora, não
me falem que nunca leram esse livro. Nele, existem príncipes e reis e rainhas e
existem os ofendidos e humilhados.
E todo ofendido e humilhado
carrega dentro de si um grito, um desejo, uma força: por isso, por favor, tirem
os espinhos, mas não mexam com a essência.
E agora, peço mais uma vez: por
favor, não me digam que não falei das flores....
Adenildo Lima
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
domingo, 24 de janeiro de 2016
sábado, 23 de janeiro de 2016
Na Livraria do Reserva Cultural, Av. Paulista, nº 900
A venda na Livraria do Reserva Cultural, Av. Paulista, nº 900. 'O mundo de Vinícius' e 'A parteira' por apenas R$ 30,00, cada um. E o 'Lobisomem pós-moderno' por R$ 25,00. É só comprar...
LINKS DAS LIVRARIAS:
LIVRARIA CULTURA - CATÁLOGO
LIVRARIA MARTINS FONTES PAULISTA
LIVRARIA DA VILA FRADIQUE
LIVRARIA RESERVA CULTURAL
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
A PARTEIRA - RESENHA NO HOMO LITERATUS, POR MÁRCIO AHIMSA
"A parteira é um grito e um silêncio, é essa paradoxal verossimilhança da realidade de um país onde, de um lado é latente a dor escorrendo pelo esconderijo em tom vermelho do nosso agreste e, do outro, é como se fosse uma nódoa no tom de um conto de fadas onde se acredita em fantasias criadas, mas não se crê em verdades cruas."
LINK PARA ACESSAR A RESENHA COMPLETA:
RESENHA D' A PARTEIRA, NO HOMO LITERATUS
Falando sobre o meu trabalho literário
"O poeta Adenildo Lima fala dos seus três livros publicados, comenta sobre a recepção honrosa da Presidenta Dilma Rousseff, ao ser atenciosa com ele, como escritor e com a literatura brasileira, ao receber o livro A parteira. Fala também sobre a carta que ela, a Presidenta, lhe enviou como forma de agradecimento, ao receber o seu livro. E faz comentários sobre alguns projetos futuros.".
A poesia e a máquina do tempo
"O poema A poesia e a máquina do tempo é de autoria de Adenildo Lima e Márcio Ahimsa, do livro Lobisomem pós-moderno, publicado em 2012, pela Editora da Gente.
O poema foi declamado no dia 21 de outubro de 2015, por Adenildo Lima, na palestra: O processo da escrita - experiências e relatos sobre a criação literária, proferida por Adenildo na Universidade Anhanguera, Osasco, SP.".
Fonte: YOUTUBE
FÁTRIA, ÁFRICA BRASIL
A apresentação aconteceu no dia 02 de fevereiro de 2013, na Casa das Rosas, organizado pelo Sarau A Plenos Pulmões.".
Fonte: YOUTUBE
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Capa do meu terceiro livro A parteira
Trecho do prefácio:
"Esta é uma poesia de vozes e tradições misturadas, que proporcionarão experiências diferentes a cada leitura. Mas imagino que todas passem pela análise da sociedade brasileira por um viés de crítica diante da situação de orfandade em que se encontram milhares de brasileiros. A cada verso, o leitor é chamado a reparar a condição do outro, viver a experiência do outro, e, assim, reavaliar sua visão do mundo e suas atitudes para transformá-lo. (...)
A parteira é um poema de narrativas, de protagonistas que se alternam e se ligam por uma linha tênue, apenas um pequeno veio de água correndo que, no meu entendimento, é a vida. São vidas que estão por um fio, porque as histórias se passam na secura da nossa terra, onde tudo é escasso. Até o amor – um bem que, na caracterização dos personagens, parece nascer com as mulheres e que os homens ainda estão procurando".
Isabel de Andrade Moliterno - Mestra e doutora em Letras pela Universidade de São Paulo (USP).
Sinopse:
"A parteira, a meu ver, é o grito social mais urgente, depois de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto; e Poema Sujo, de Ferreira Gullar, que li até hoje.
É uma narrativa artisticamente trabalhada! Modestamente eu sei reconhecer o valor de uma obra literária. Este poema é de uma riqueza inigualável! Em todos os aspectos, parece que nasceu do jeito que se lê, não me parece ter um desleixo, um excesso."
Dias Miranda
Escritor e dramaturgo
Sinopse:
"A parteira, a meu ver, é o grito social mais urgente, depois de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto; e Poema Sujo, de Ferreira Gullar, que li até hoje.
É uma narrativa artisticamente trabalhada! Modestamente eu sei reconhecer o valor de uma obra literária. Este poema é de uma riqueza inigualável! Em todos os aspectos, parece que nasceu do jeito que se lê, não me parece ter um desleixo, um excesso."
Dias Miranda
Escritor e dramaturgo
domingo, 10 de janeiro de 2016
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
domingo, 20 de dezembro de 2015
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Lançamento do livro O MUNDO DE VINÍCIUS
O lançamento aconteceu no dia 12 de dezembro de 2015, na Livraria da Vila, Rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena, São Paulo/SP.
Mais fotos no link abaixo:
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Convite para o lançamento do livro - O mundo de Vinícius
SINOPSE DO LIVRO:
"O livro 'O mundo de Vinícius' é um canto à humanidade. Imaginem: uma criança descobre que a água doce em breve pode acabar, e que diversas espécies de seres vivos estão sendo ameaçadas de extinção.
O poeta Adenildo Lima, em um poema narrativo composto por 1600 versos — ou um romance em versos — como alguns preferem chamá-lo, conta a história de Vinícius, uma criança que acredita e sabe que o futuro da humanidade e a existência da vida aqui na Terra dependem de cada um.
Este livro torna-se leitura necessária para todos nós, como um meio de conscientização para preservar o meio ambiente, tornando-o um lugar sustentável para todos os seres vivos.
A escolha é nossa, a responsabilidade é universal..."
Capa
Informações do livro:
Autor: Adenildo Lima
Capa e Ilustrações: João Paulo de Melo
Editora: editora da gente
ISBN: 978-85-67186-01-6
Páginas: 132
Tamanho: 16cm x 23cm
Valor: R$ 30,00
Mais informações:
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Apresentação no Mestrado, na Universidade Anhanguera de São Paulo
Apresentação no VII Encontro de Pós-Graduação e Pesquisa Adolescência e Conflitualidade, na Universidade Anhanguera de São Paulo, Campus Marte, no dia 06 de novembro de 2015, com tema sobre Socioeducação e Mediação de Conflitos no Ambiente Escolar.
domingo, 1 de novembro de 2015
O processo da escrita: experiências e relatos sobre a criação literária
A palestra foi proferida no dia 21 de outubro de 2015, na Universidade Anhanguera, Osasco, SP.
Mais fotos, acessem
sábado, 24 de outubro de 2015
O mundo de Vinícius: Lançamento em dezembro
No dia 12 de dezembro, num sábado, às 3h, rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena, na Livraria da Vila.
O livro narra a história de uma criança que diante do caos que o planeta Terra vem passando: o descaso com a vida, a água doce correndo o risco de acabar, o ser humano se maquinizando cada vez mais... Vinícius resolve construir um novo mundo e, para isso, precisa da conscientização de cada um de nós.
Em breve mais informações sobre o lançamento e sobre o livro
Acessem:
Facebook do livro:
O mundo de Vinícius
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Entre Linhas Entrevista: Escritor Adenildo Lima
Abaixo segue uma entrevista - na íntegra - que concedi ao blog Entre Linhas:
"No blog, entrevistamos o escritor Adenildo Lima, autor de A
Parteira, que em breve terá uma resenha publicada aqui. Abaixo uma deliciosa
entrevista onde podemos aprender com suas sábias palavras e pensamentos,
acompanhe:
1.
De onde surgiu a motivação para ser escritor e
se alguém o influenciou?
Não me lembro de ter sido
influenciado por outra pessoa para iniciar meus escritos, mesmo tendo plena
consciência que sempre somos influenciados por alguma coisa ou pessoa e, em
especial, as experiências vividas no dia a dia.
Acredito que na minha infância o que me despertou ao gosto pela leitura
foi ouvir meu pai lendo a bíblia e ensinando-me a lê-la, e minha mãe declamando
alguns poemas populares, desses que passam de geração em geração, e um primo
meu que quando passava por lá, onde eu morava, contava histórias. E isso, penso
eu, aguçou em mim a busca pelo sabor das palavras. Por outro lado, é importante
ressaltar que tive a minha infância e adolescência num sítio, no município de
Colônia Leopoldina, uma pequena cidade no estado de Alagoas, para chegar a uma
escola precisava andar de uma a duas horas a pé. Ou seja, os primeiros contatos
que eu tive com a leitura foram ao observar o raiar do sol pela manhã, ouvir o
cantar dos pássaros ao amanhecer de cada dia e sentir o cheiro de terra
adentrando minhas narinas, trazendo-me cheiro de vida, essência poética para o
meu existir. Já aqui em São Paulo, quando cheguei em 1998, fiquei perplexo com
o contraste vivenciado por mim: a correria, o barulho dos carros, muito
diferente do canto dos pássaros lá no Nordeste. Mas, hoje, estou completamente
habituado na cidade grande, sem perder a minha história, a minha narrativa, a
essência de tudo o que me faz ser o que sou atualmente.
2.
Por que você gosta de escrever?
Escrever é o que me faz viver.
Não me vejo sem escrever. Acredito que a minha vida não teria graça se hoje eu
não estivesse saboreando o sabor de cada palavra, vivendo a experiência de cada
personagem. Às vezes eu penso que se não existisse a arte, a vida seria um vão
sem essência, sem sabor, sem cor; neutra.
3.
Quais são os livros/autores/personagens
favoritos e porquê?
São muitos. Só este ano já li 18
(dezoito livros), e só se passaram quatro meses de 2015. Mas vou aproveitar a
oportunidade para falar do livro que acabo de concluir a leitura: Diário de
Bitita, de Carolina Maria de Jesus. Diário de Bitita é um livro que em cada
linha discorre um pouco de vida, de morte, de amor, de dor, ao descrever a vida
da própria autora, em tom poético. Ela escreve com maestria, mostra um Brasil
dos primeiros 50 (cinquenta) anos do século 20, diante de todos os seus
percalços e sonhos, na esperança, no olhar de um povo alegre e sofredor. Diário
de Bitita torna-se leitura necessária para quem deseja conhecer um pouco mais
desse nosso país chamado Brasil, e para quem gosta de apreciar a boa
literatura. E, por outro lado, para quem deseja conhecer um pouco mais da face
humana refletida em vários reflexos, multifacetada.
4.
Quais e quantos livros lançados e como se deu a
carreira?
Até o momento tenho três livros
publicados. Comecei em 2009 com o livro: “O copo e a água”, literatura
infantil. E estou trabalhando para publicar a 2ª edição, este ano. Depois veio
em 2012 o livro de poemas: “Lobisomem pós-moderno”, em parceria com o poeta
Márcio Ahimsa, com cinquenta e poucos poemas de minha autoria e cinquenta e
poucos poemas de autoria dele. E só um poema é em coautoria. E no final de 2013
publiquei “A parteira”, que é um poema narrativo composto por um pouco mais de
1500 (mil e quinhentos) versos. Em 2014 ficou com o 2º lugar no Prêmio Poetizar
o Mundo com Livros.
5.
Você utiliza algum material como referência para
escrever, ou é pura e simplesmente inspiração momentânea?
Sinceramente, não acredito que
“inspiração momentânea” possa transformar alguém em escritor. Acredito que todo
o escritor precisa ler e ler e reler tudo o que ele puder e estiver ao seu
alcance. Escrever, ao meu ponto de vista, é um processo contínuo, que exige
paciência, dedicação, amadurecimento e coragem. Sim, coragem, escrever também é
um ato de coragem. Escrever é inventar novos mundos, pessoas... é desnudar-se
em cada obra concluída.
6.
O que você mais gosta nas próprias histórias e
se o seu gênero literário encontra dificuldades no mercado?
Acredito que dificuldades sempre
vamos encontrar. E isso não é ruim. Ajuda o artista a amadurecer mais. O que eu
mais gosto no que escrevo é quando recebo o retorno de algum leitor, de alguma
leitora, é o maior prêmio.
7.
De qual forma, ser escritor afetou a sua vida e
quando a escrita virou profissão?
É sempre uma felicidade muito
grande, a cada momento que concluo algum trabalho literário. E no ofício de
escrever vou ser sempre amador. Quando a escrita vira profissão muitas vezes o
escritor deixa de escrever por si, perde a essência. E é importante dizer que
desejo muito poder viver dos meus escritos, mas que isso não seja uma profissão.
Na vida de escritor quero ser como uma criança que brinca, que encontra sentido
nas coisas mais simples, que nós adultos, não conseguimos observar no dia a
dia.
8.
Uma dica valiosa para novos escritores seria?
Ler e ler e ler e depois reler.
Depois escreva, reescreva, escreva e não se canse de escrever. Mostre para as
pessoas, mas esteja apto e maduro para ouvir críticas, comentários. E tenha
muito cuidado com os elogios.
9.
No seu entender, qual o papel do leitor para um
escritor?
Sem leitor não pode existir escritor.
10.
Como você enxerga a explosão dos livros digitais
e se isso compromete os impressos?
Os livros digitais são
bem-vindos. Tudo ganha seu espaço e não tira o espaço do outro, é ilusão pensar
que o livro digital vai tirar o espaço do livro impresso. O livro impresso
continua. O livro digital ganhará seus adeptos. E o ganho de tudo isso? Teremos
mais leitores...
#Pra finalizar um espaço onde
você pode deixar o que quiser, o que não foi perguntado, o que gostaria de
responder:
Antes de tudo agradeço pelo
espaço para poder compartilhar um pouco das minhas experiências com a
literatura. Aproveito também para dizer que este ano teremos a publicação da 2ª
edição do livro “O copo e a água”, e a publicação de mais um poema narrativo.
As palavras têm sabor, experimente-as...".
Fonte: Blog Entre Linhas
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