Por que falas tanto de amor?
Perguntou a paixão, deverias vivê-lo, disse.
Ah, sim, respondeu o amor, e continuou,
A paixão deixa o amor agridoce.
E é necessário?, perguntou ela.
Sim, disse o amor, e acrescentou,
Sem você o amor fica muito racional.
Adenildo Lima
sexta-feira, 24 de julho de 2015
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Flor de jasmim
Observo-te flor do campo com essência
De jasmim. Em mim teu cheiro adentra a alma
E acalma o ensejo da luta na existência
De tê-la um dia na fantasia que clama.
A noite cai. Imagino teu olhar no meu.
A tarde entardece. Sinto sua ausência.
Sonhando recrio o que não nasceu,
Mas floresceu o amor como a adolescência.
E o amor é sempre criança que sonha
Nos braços da pessoa amada, desejada;
Que quer carinho. Ah, o amor é como fronha:
Abraça e envolve o ser e a vida sonhada.
Ah! quero a simplicidade dos lírios
E a essência das flores na caminhada.
Adenildo Lima
sábado, 20 de junho de 2015
MATÉRIA NO JORNAL A COMARCA
Compartilhando a matéria que concedi ao jornal "A Comarca", da cidade de Monte Azul Paulista e região, São Paulo, no dia 14 de junho de 2015, na coluna "Sobre Leitura e Literatura".
"Costumo dizer que as histórias fazem o ser humano e o ser humano se faz presente no mundo como história, já que ele, o ser humano, é o único ser vivo capaz de contar e inventar histórias."
Exposição "As Faces das Mulheres", no Reserva Cultural, SP
Algumas fotos da exposição: As Faces das Mulheres, do artista plástico João Paulo de Melo, que foi exposta no início deste ano, 2015, no Reserva Cultural, na Av. Paulista, 900, São Paulo.
A exposição foi composta pelas obras que ilustram os livros 'A parteira', de minha autoria, e 'Varal', de Maria Vilani.
A exposição foi composta pelas obras que ilustram os livros 'A parteira', de minha autoria, e 'Varal', de Maria Vilani.
"A exposição é parte das ilustrações dos livros 'A parteira', de Adenildo Lima, e 'Varal', de Maria Vilani, pintadas em pigmento ou grafite sobre papel canson, do artista plástico João Paulo de Melo.
Em ambos os livros os autores se debruçam sobre a face da existência, retratando a juventude, a velhice, o amor, o tempo, a vida e a morte; ao mesmo tempo em que entrelaçam as multifacetadas tradições que surgem no anseio de um povo que clama por sonhos, amor e se expressam por meio da dor. Em seus versos mostram a imagem de uma sociedade que parece ter urgência para viver".
Para mais informações para saber como foi a exposição e ter acesso a mais fotos, acessem:
Site do Reserva Cultural
Site da Editora da Gente
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Nuvens neblinadas
Há um silêncio no ar nos gritos dos olhares caminhantes. Há uma interrogação no ar nas nuvens neblinadas de questionamentos soltos no vão... da existência. O olhar da menina implora uma flor. O sorriso do rapaz abraça a solidão. E milhares de pessoas saem para se olharem nas faces, já que vivemos em tempos remotos, em tempos de amizades virtuais, em tempos de poucos abraços.
E tudo caminha adiante, parece. Os gritos sem harmonia surgem no infinito do corredor, que pode ser perigoso para um futuro prestes, presente. É necessário e importante que o respaldo concretizado nos objetivos sejam concretos. A menina caminha rua adiante e diante dos seus olhos: uma máquina enorme! Alguns deram-lhe o nome de Máquina da Pós-modernidade.
Quando as perguntas se confundem com as respostas e as respostas se desentendem com as perguntas: o que fazer? O sorriso do rapaz parece ser contemplado com uma lágrima. O mendigo continua no mesmo lugar, isto é, se não foi pisoteado. A mãe também continua contemplando o sonho sonhado nos braços de um lar, já que poucos podem ser considerados lares.
Deselegante abraçar as flores sem apreciar os espinhos. É ruim gostar das flores sem espinhos. A semente precisa ser cuidada com carinho e com responsabilidade. Não sejamos hipócritas, pois não cultivar o crescimento das árvores é ignorar que a sua sombra pode nos acolher. Em algum lugar do mundo os soldados marcham conforme determinam seus superiores. Não sejamos máquinas!
E as máquinas podem manipular as imagens, e as flores podem perder a essência. Sejamos cautelosos, pois vivemos em tempos e momentos de festas, em momentos de uivos e de milhões de perguntas. Importante não são os questionamentos, importante mesmo é saber alcançar as respostas. Porque procurar entender as metáforas é esquecer que vivê-la é mais poético.
Do poema o que ainda me resta é que enquanto milhões não se olham mais na face, a poesia desperta em mim a sensibilidade humana em algum olhar perdido no vão da existência...
E tudo caminha adiante, parece. Os gritos sem harmonia surgem no infinito do corredor, que pode ser perigoso para um futuro prestes, presente. É necessário e importante que o respaldo concretizado nos objetivos sejam concretos. A menina caminha rua adiante e diante dos seus olhos: uma máquina enorme! Alguns deram-lhe o nome de Máquina da Pós-modernidade.
Quando as perguntas se confundem com as respostas e as respostas se desentendem com as perguntas: o que fazer? O sorriso do rapaz parece ser contemplado com uma lágrima. O mendigo continua no mesmo lugar, isto é, se não foi pisoteado. A mãe também continua contemplando o sonho sonhado nos braços de um lar, já que poucos podem ser considerados lares.
Deselegante abraçar as flores sem apreciar os espinhos. É ruim gostar das flores sem espinhos. A semente precisa ser cuidada com carinho e com responsabilidade. Não sejamos hipócritas, pois não cultivar o crescimento das árvores é ignorar que a sua sombra pode nos acolher. Em algum lugar do mundo os soldados marcham conforme determinam seus superiores. Não sejamos máquinas!
E as máquinas podem manipular as imagens, e as flores podem perder a essência. Sejamos cautelosos, pois vivemos em tempos e momentos de festas, em momentos de uivos e de milhões de perguntas. Importante não são os questionamentos, importante mesmo é saber alcançar as respostas. Porque procurar entender as metáforas é esquecer que vivê-la é mais poético.
Do poema o que ainda me resta é que enquanto milhões não se olham mais na face, a poesia desperta em mim a sensibilidade humana em algum olhar perdido no vão da existência...
Adenildo Lima
P.S.: Este texto foi publicado aqui neste blog pela primeira vez no dia 20 de junho de 2013.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
quinta-feira, 30 de abril de 2015
ENTREVISTA QUE CONCEDI PARA O BLOG ENTRE LINHAS
Confira a entrevista que concedi para o blog: Entre Linhas
"No blog, entrevistamos o escritor Adenildo Lima, autor de A Parteira, que em breve terá uma resenha publicada aqui. Abaixo uma deliciosa entrevista onde podemos aprender com suas sábias palavras e pensamentos, acompanhe":
LINK PARA A ENTREVISTA:
http://thieresduarte.blogspot.com.br/2015/04/entre-linhas-entrevista-escritor.html
"No blog, entrevistamos o escritor Adenildo Lima, autor de A Parteira, que em breve terá uma resenha publicada aqui. Abaixo uma deliciosa entrevista onde podemos aprender com suas sábias palavras e pensamentos, acompanhe":
LINK PARA A ENTREVISTA:
http://thieresduarte.blogspot.com.br/2015/04/entre-linhas-entrevista-escritor.html
"Escrever é o que me faz
viver. Não me vejo sem escrever. Acredito que a minha vida não teria graça se
hoje eu não estivesse saboreando o sabor de cada palavra, vivendo a experiência
de cada personagem. Às vezes eu penso que se não existisse a arte, a vida seria
um vão sem essência, sem sabor, sem cor; neutra", Adenildo Lima.
sábado, 21 de março de 2015
Exposição As faces das mulheres - no Reserva Cultural
A exposição é composta pelas obras que ilustram os livros 'A parteira', de Adenildo Lima, e 'Varal', de Maria Vilani.
http://www.reservacultural.com.br/?p=1411
http://editoradagente.com.br/eventos.html
sexta-feira, 13 de março de 2015
Exposição no Reserva Cultural
A exposição é composta pelas obras que ilustram os livros 'A parteira', de Adenildo Lima, e 'Varal', de Maria Vilani.
"A exposição é parte das ilustrações dos livros 'A parteira', de Adenildo Lima, e 'Varal', de Maria Vilani, pintadas em pigmento ou grafite sobre papel canson, do artista plástico João Paulo de Melo.
Em ambos os livros os autores se debruçam sobre a face da existência, retratando a juventude, a velhice, o amor, o tempo, a vida e a morte; ao mesmo tempo em que entrelaçam as multifacetadas tradições que surgem no anseio de um povo que clama por sonhos, amor e se expressam por meio da dor. Em seus versos mostram a imagem de uma sociedade que parece ter urgência para viver".
Adenildo Lima
segunda-feira, 9 de março de 2015
Eu falando sobre os meus livros
"O poeta Adenildo Lima fala dos seus três livros publicados, comenta sobre a recepção honrosa da Presidenta Dilma Rousseff, ao ser atenciosa com ele, como escritor e com a literatura brasileira, ao receber o livro A parteira. Fala também sobre a carta que ela, a Presidenta, lhe enviou como forma de agradecimento, ao receber o seu livro. E faz comentários sobre alguns projetos futuros".
https://www.youtube.com/watch?v=XK00VlQ0O-s
Adenildo Lima
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Relembrando alguns momentos
I. Confiram a notícia que saiu no jornal Alagoas 24 horas:
Link: Escritor alagoano lança livro em São Paulo
___________________________________________________________
II. Confiram o prêmio que o livro 'A parteira' ganhou o 2º lugar em 2014:
Link: Concurso poetizar o mundo com livros
___________________________________________________________
III. Leiam a resenha crítica sobre o livro 'A parteira' no Homo Literatus, considerado um dos maiores sites literários do Brasil:
Link: A parteira, do poeta Adenildo Lima, por Márcio Ahimsa
___________________________________________________________
IV. Vejam a reportagem na Plataforma do Letramento:

Link: A produção literária para além dos eixos convencionais
___________________________________________________________
V. Vejam algumas fotos minhas em palestras, eventos, entre outros momentos:
VI. Vejam mais informações sobre os eventos realizados desde 2012: www.editoradagente.com.br
Link: Escritor alagoano lança livro em São Paulo
___________________________________________________________
II. Confiram o prêmio que o livro 'A parteira' ganhou o 2º lugar em 2014:
Link: Concurso poetizar o mundo com livros
___________________________________________________________
Link: A parteira, do poeta Adenildo Lima, por Márcio Ahimsa
___________________________________________________________
IV. Vejam a reportagem na Plataforma do Letramento:

Link: A produção literária para além dos eixos convencionais
___________________________________________________________
Palestra: A arte, a cultura e o artista no século 21, Grajaú, SP, 2014.
Inauguração de uma Biblioteca, no Grajaú, SP, 2014.
Sarau Poético, Fábrica de Cultura, SP, 2014.
Lançamento do livro A parteira, Livraria Martins Fontes Paulista, SP, 2013.
Pré-lançamento do livro A parteira, Grajaú, SP, 2013.
__________________________________________________________VI. Vejam mais informações sobre os eventos realizados desde 2012: www.editoradagente.com.br
Os meus três títulos publicados até agora
Página atualizada em 2019
Acessem a página oficial do livro: A PARTEIRA
A parteira, 2013
Acessem a página oficial do livro: LOBISOMEM PÓS-MODERNO
Lobisomem pós-moderno, 2012
![]() |
| O copo e a água, 2017 |
Acessem a página oficial do livro: O COPO E A ÁGUA
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
A literatura, a venda do livro e a leitura no Brasil em 2014
Somando-se os totais de vendas dos dez livros mais vendidos no Brasil no passado ano de 2014, teremos o total de 2 911 011 (dois milhões e novecentos e onze mil e onze unidades), número esse ainda insignificante, se considerarmos o nosso contingente potencial de leitura.
Mas, imagina isso: a literatura brasileira não comparece na lista desse ranking e os nossos escritores estão ‘quase’ ausentes, ‘salvos’ pelas presenças de uma mineirinha de 23 anos, Isabela Freitas (Livro: Não se apegue, não!), fenômeno de vendas logo no seu primeiro livro (espécie de auto-ajuda juvenil), e, pasmem mais uma vez: pela participação do pastor Edir Macedo, com o seu livro “O Planeta”, secundados pelo psicoterapeuta paulista Augusto Cury, com o livro “Ansiedade: Como Enfrentar o Mal do Século”.
Outra coisa impressionante (ainda me impressiono com isso), é a triste constatação de que o pastor Edir Macedo, com o livro “O Planeta”, lidera a lista com 752.973 exemplares vendidos, seguido pelo norte-americano John Green, o qual conquistou as três seguintes posições nessa lista:
2º. Lugar, com o livro “A culpa é das estrelas” (Intrínseca): 639.502 exemplares vendidos; 5º. Lugar, com o livro “Quem é Você, Alasca?” (WMF Martins Fontes): 161.954 exemplares; 7º. Lugar, com o livro “Cidades de Papel” (Intrínseca): 143.404 exemplares vendidos.
Com esse desempenho, John Green foi o escritor que mais vendeu livros no Brasil no ano de 2014, ou seja: vendeu 944.860 (novecentos e quarenta e quatro mil e oitocentos e sessenta exemplares).
Dessa maneira, a lista dos 10 livros mais vendidos no Brasil em 2014 é complementada com os seguintes autores e livros: 3º. Lugar: Livro “Ansiedade: Como Enfrentar o Mal do Século” (Saraiva), de Augusto Cury;
346.543 exemplares vendidos; 4º. Lugar: Livro “Destrua Este Diário (Intrínseca), de Keri Smith; 332940 exemplares; 6º. Lugar: Livro “Se eu Ficar (Novo Conceito), de Gayle Forman; 158.189 exemplares; 8º. Lugar:
Livro “Não se Apega, Não (Intrínseca), de Isabela Freitas; 130.054 exemplares vendidos; 9º. Lugar: Livro “O Pequeno Príncipe (Agir), de Antoine Saint-Exupéry; 123.576 exemplares; 10º. Lugar: Livro “A Menina que Roubava Livros (Intrínseca), de Markus Zusak; 121.876 exemplares.
*
Francisco Alves da Costa Sobrinho é escritor, editor e produtor cultural, em Natal/RN.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Para um minuto de reflexão
Enquanto no planeta Terra existir pena de morte. Nós, ditos humanos, não podemos dizer que somos tão pensantes assim.
Adenildo Lima
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Antonio Carlos Secchin
O Histórias de Acadêmicos Um formalista na transgressão apresenta a trajetória de Antonio Carlos Secchin, poeta e ensaísta que ingressou na Academia Brasileira de Letras em 2004
Publicado pela primeira vez na internet em 06/08/2012
https://www.youtube.com/watch?v=UfYzcxmIQxA
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
FELIZ 2015
Deixo aqui os meus agradecimentos pelo carinho de todas as pessoas comigo neste ano de 2014. O reconhecimento e o carinho (sempre) das pessoas com o meu trabalho artístico e cultural.
2014 foi um ano muito gratificante...
Costumo dizer que a vida é um diálogo que construímos no dia a dia. Que o diálogo possa fruir mais e mais em 2015. Desejo enormemente um feliz 2015 para todos: Vamos amar mais, vamos sorrir mais, vamos transformar todos os momentos (sempre) em um momento de paz e amor.
Até 2015... E é já...
.... FELIZ 2015 para todos nós ...
Adenildo Lima
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
É natal
É natal. Vamos cantar uma canção, harmonizar com festejos cada momento vivido este ano. É natal. E deixo aqui as minhas felicitações para todas as pessoas que em 2014 fizeram com que a minha existência fosse mais poética e humana.
FELIZ NATAL PARA TODOS NÓS...
Adenildo Lima
FELIZ NATAL PARA TODOS NÓS...
Adenildo Lima
sábado, 13 de dezembro de 2014
Infância
A minha infância não é apenas um pouco de mim
Como dizem
A minha infância é o resultado do que hoje
Eu sou
Adenildo Lima
Como dizem
A minha infância é o resultado do que hoje
Eu sou
Adenildo Lima
Severino
Qual o seu nome?, perguntou Severino.
Diante de sua pergunta o olhar da jovem parou por um instante. Olhou fixamente para Severino. Não queria responder? Sentiu vergonha de falar o nome? Não se sabe. Por que sentiria? Não existe nome feio. Somos nós que criamos uma narrativa de vida capaz de fazer com que o nome seja exposto e visível na face, no olhar. E o conceito de beleza é relativo.
As pessoas se tornam belas conforme sua essência, sua história. Não posso acreditar que aquela jovem sentia vergonha do próprio nome. Ter vergonha do nome é envergonhar-se de si mesmo. Os preconceitos caricaturados na sociedade não podem ser a base para o Eu de cada indivíduo.
Severino olhou intensamente para ela. Tudo isso ocorreu em questão de segundos. Segundos esses que falaram muito para ele. Sim, é claro, Severino é uma pessoa estudada, sensível à existência capaz de perceber as sensações sentimentais do outro em uma simples olhadela.
Será que ela não vai falar seu nome?, ficou se perguntando Severino. O que pode levar alguém a acanhar-se de si mesmo? Tantas perguntas ficaram rondando a cabeça dele.
E, com uma rapidez na pronúncia, como se não quisesse que Severino entendesse, disse:
Severina. E o seu?
Adenildo Lima
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
5ª Carreata Sul-Poética: Um olhar para a poesia
Aconteceu
no dia 07 de dezembro de 2014, em um domingo de sol, na zona Sul de São Paulo,
no Grajaú, a 5ª Carreata Sul-Poética, idealizada pelo Centro de Arte e Promoção Social, CAPS, com realização dos coletivos do Grajaú. A carreata contou,
também, com a presença do ilustre artista Gero Camilo, com a apresentação da
peça “A procissão”.
A
Carreata saiu pelas ruas do bairro do Grajaú, no extremo sul da cidade de São
Paulo, e atravessou a balsa com destino à Ilha do Bororé. Antes de atravessar a
balsa, as pessoas desceram rua afora declamando poesia e tirando fotos. Todos
em uma extrema comemoração à essência poética.
Quando
um grupo de pessoas se harmoniza para celebrar a arte, faz-se parecer nos
olhares dos transeuntes um silêncio de contemplação à vida. Viver é poder
sentir em cada sorriso a essência dos versos em louvor a existência. É de se
admirar e de se respeitar esses seres humanos que dedicam um pouco do seu tempo
para esses momentos.
Maria
Vilani é um Ser ilustre, todos que a conhece, sabem a mulher incrível
que ela é. Vilani corre, entrega-se de corpo e alma à arte, à cultura, carregando em si um
objetivo: fazer com que as pessoas sejam um pouco mais humanas, pois eu
acredito, sinceramente, que a arte humaniza um pouco mais a humanidade.
Foi
lindo de se vê a apresentação da peça A
procissão. Gero Camilo é um dos maiores artistas que temos no Brasil, com
uma capacidade de interpretação merecedora de aplausos a todos os momentos. E é
importante ressaltar que o palco foi montado em cima da grama, com pouquíssimos
recursos para a montagem do cenário dramatúrgico. Mas, por outro lado, o artista
é, realmente, um grande artista que dispensa comentários, dialoga com o público
com uma facilidade movida pela essência poética transmitida através de sua fala
capaz de fazer rir e emocionar crianças, jovens e adultos.
A
5ª Carreata Sul-Poética contou com diversas outras apresentações, além das
citadas neste texto. Deixo aqui o meu mais sincero respeito e admiração por
todos que realizaram esse evento. Em especial a Maria Vilani, para mim umas das
maiores poetas que temos entre nós. E, ao ativar a sociedade, ela mostra com
maestria o seu lado de Ativista Cultural.
A 1ª Carreata aconteceu em 1991. Maria Vilani, fundadora do Centro de Arte e Promoção Social, é a idealizadora da Carreata Sul-Poética, que tem como principal objetivo promover o encontro dos artistas da região e disseminar a Arte.
Que
as pessoas em Ser e Essência sejam e tenham um pouco mais de poesia...
Sempre...
Adenildo Lima
Fonte das fotos:
A segunda foto foi retirada da página:
As demais foram retiradas da página:
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Palestra: A arte, a cultura e o artista no século 21
Palestra proferida ao convite do Centro de Arte e Promoção Social do Grajaú, CAPS, no dia 22 de novembro de 2014, das 18h às 20h, na Casa de Cultura Palhaço Carequinha, Grajaú, SP.
Adenildo Lima
Mais fotos:
Adenildo Lima
terça-feira, 18 de novembro de 2014
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
sábado, 1 de novembro de 2014
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
O meu livro A parteira fica com o 2º lugar no 7º Concurso Internacional Poetizar o Mundo com Livros
"Agradecemos aos poetas participantes - o nível dos trabalhos foi muito bom, por isso foi demorada a seleção.
Membros da Comissão julgadora:
Andréia Motta
Jocelino Freitas
Isabel Furini
Vanice Ferreira
NOTA MÁXIMA: 40
A solidão de Caronte: 36 pontos
A Parteira: 34,12
Bebendo Beatles e silêncios: 34
Histórias de enfermagem: 33,10
GANHADORES:
1º Lugar: A solidão de Caronte - Homero Gomes (Curitiba)
2º Lugar: A Parteira - Adenildo Lima
3º Lugar: Bebendo Beatles e Silêncios (George Harrison e eu num bar de Shangri-La).
Menção Honrosa: Histórias de enfermagem no Universo de Cordel - de Onã Silva".
Fonte: http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-31--177-20141023
Adenildo Lima
Membros da Comissão julgadora:
Andréia Motta
Jocelino Freitas
Isabel Furini
Vanice Ferreira
NOTA MÁXIMA: 40
A solidão de Caronte: 36 pontos
A Parteira: 34,12
Bebendo Beatles e silêncios: 34
Histórias de enfermagem: 33,10
GANHADORES:
1º Lugar: A solidão de Caronte - Homero Gomes (Curitiba)
2º Lugar: A Parteira - Adenildo Lima
3º Lugar: Bebendo Beatles e Silêncios (George Harrison e eu num bar de Shangri-La).
Menção Honrosa: Histórias de enfermagem no Universo de Cordel - de Onã Silva".
Fonte: http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-31--177-20141023
Adenildo Lima
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Palestra: A Importância da Contação de Histórias na Educação Infantil
Esta palestra foi proferida no dia 16 de outubro de 2014, na Universidade Anhanguera, Campo Limpo, São Paulo, para os estudantes do curso de Pedagogia, no período noturno.
Adenildo Lima
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Espelho d'água
Nenhum sentimento pode estar acima do sentimento de amor, de paz, de harmonia, de respeito. Todos os sentimentos deveriam, sim, não se pautarem no sentimento do ódio. O ódio é um sentimento que corrói primeiro a si, depois ao outro. Sentir é a ação de uma afirmação ou negação: boa ou ruim. Sinceramente, não vejo humanismo em um ser declarado humano, atropelando, desrespeitando, agredindo; quer sejam com palavras ou atos. Amar é antes de tudo amar-se, respeitando sempre aos seus semelhantes.
Adenildo Lima
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Coração Valente
Ser
valente é ter, antes de tudo, amor
Pra
lutar contra a fome e a desigualdade
Transformando-a
em sonho e prosperidade
Aliviar,
no semblante de uma mãe, a dor.
A
valência do viver é ser vencedor
A
conquista visível é a realidade
A
fome corrói o sonho e a felicidade
Com
estudo, pode-se ser doutor.
Dar
continuidade é ser inteligente
Continuar
combatendo a fome: é ruim?
Dar
continuidade é seguir adiante:
Investindo
mais na educação e na saúde
Ser
coração valente é ser gente
Como
a gente. Reeleger Dilma é virtude!
Adenildo Lima
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Dia dos professores e professoras
São Paulo, 15 de outubro de 2014.
Prezadas e prezados professores e professoras,
expresso aqui nesta carta o respeito e a admiração que tenho por cada um de vocês. Sei que para ser professor precisa ser forte, aliás, precisa muito mais: precisa acreditar, precisa ter amor pela própria vida, muito além dos obstáculos encontrados no decorrer do ofício da função.
Ser professor é, em algumas situações, plantar flores no concreto e colher essência, que chamo de conhecimento. Quando se ensina, aprende-se, e quando se aprende é importante que se compartilhe. O conhecimento existe para ser compartilhado sempre e sempre. O saber sem ser transmitido é tão importante quanto uma pedra que não se move.
Não considero conhecimento aquilo que é guardado para si.
Lembro da primeira professora que eu tive. Eu era apenas uma criança. Lembro também que eu andava por média de uma hora e meia para ir e uma hora e meia para voltar, lá no interior do estado de Alagoas. Subia ladeira e descia ladeira, quer fosse debaixo de chuva ou de sol. Mas, por outro lado, quando eu chegava lá Maria de Lourdes, a professora, estava nos esperando, e tantas vezes ela pegou em minha mão para me ensinar a escrever, e com todo o carinho.
Talvez seja por isso que até hoje eu acredito seriamente que o estudo é um dos melhores caminhos que pode nos levar ao sabor da existência.
Com o meu pai aprendi o sabor das palavras. E com a minha mãe saboreei a poesia nas múltiplas faces das palavras adentrando os meus ouvidos quando criança.
Importante não é simplesmente colher o fruto. Nunca esqueçam que se não plantarmos a semente, nem esperança é possível ter para colher os frutos um dia.
Fica aqui o meu mais sincero respeito por todas e por todos professores e professoras.
Adenildo Lima
Prezadas e prezados professores e professoras,
expresso aqui nesta carta o respeito e a admiração que tenho por cada um de vocês. Sei que para ser professor precisa ser forte, aliás, precisa muito mais: precisa acreditar, precisa ter amor pela própria vida, muito além dos obstáculos encontrados no decorrer do ofício da função.
Ser professor é, em algumas situações, plantar flores no concreto e colher essência, que chamo de conhecimento. Quando se ensina, aprende-se, e quando se aprende é importante que se compartilhe. O conhecimento existe para ser compartilhado sempre e sempre. O saber sem ser transmitido é tão importante quanto uma pedra que não se move.
Não considero conhecimento aquilo que é guardado para si.
Lembro da primeira professora que eu tive. Eu era apenas uma criança. Lembro também que eu andava por média de uma hora e meia para ir e uma hora e meia para voltar, lá no interior do estado de Alagoas. Subia ladeira e descia ladeira, quer fosse debaixo de chuva ou de sol. Mas, por outro lado, quando eu chegava lá Maria de Lourdes, a professora, estava nos esperando, e tantas vezes ela pegou em minha mão para me ensinar a escrever, e com todo o carinho.
Talvez seja por isso que até hoje eu acredito seriamente que o estudo é um dos melhores caminhos que pode nos levar ao sabor da existência.
Com o meu pai aprendi o sabor das palavras. E com a minha mãe saboreei a poesia nas múltiplas faces das palavras adentrando os meus ouvidos quando criança.
Importante não é simplesmente colher o fruto. Nunca esqueçam que se não plantarmos a semente, nem esperança é possível ter para colher os frutos um dia.
Fica aqui o meu mais sincero respeito por todas e por todos professores e professoras.
Adenildo Lima
domingo, 12 de outubro de 2014
O Ser Criança
Ser Criança é o desejo maior de todo Ser Humano. E Ser Humano é nunca perder a essência do Ser Criança. Um dia podemos até esquecer o nome das flores, mas nunca devemos esquecer e desaprender de apreciar a essência delas.
Adenildo Lima
Adenildo Lima
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Palestra: A Arte, a Cultura e o Artista no Século 21
A palestra foi proferida no dia 27 de setembro de 2014, no Ateliê Daki e Expressão Cultural Periférica (ECP), no Grajaú, São Paulo, SP.
Mais fotos, acessem:
A ARTE, A CULTURA E O ARTISTA NO SÉCULO 21
Mais fotos, acessem:
A ARTE, A CULTURA E O ARTISTA NO SÉCULO 21
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Palestra: A literatura infantil dentro da brinquedoteca
A palestra foi proferida no dia 18 de setembro, na Universidade Anhanguera, Campo Limpo, SP, para os estudantes do curso de Pedagogia, no período da manhã.
Mais fotos, acessem:
Adenildo Lima
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
A parteira, onde comprar?
LIVRARIA MARTINS FONTES PAULISTA - entrega na sua casa
http://www.martinsfontespaulista.com.br/parteira-a-458679.aspx/p
LIVRARIA CULTURA - entrega na sua casa
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=42196386&sid=187101701162943618265046
RESERVA CULTURAL - AV. PAULISTA - LIVRARIA LIMA BARRETO
http://www.reservacultural.com.br/livraria.asp?id=7
Adenildo Lima
http://www.martinsfontespaulista.com.br/parteira-a-458679.aspx/p
LIVRARIA CULTURA - entrega na sua casa
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=42196386&sid=187101701162943618265046
RESERVA CULTURAL - AV. PAULISTA - LIVRARIA LIMA BARRETO
http://www.reservacultural.com.br/livraria.asp?id=7
Adenildo Lima
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
FOTOGRAFIA
Fotografia: Composição: Adenildo Lima e Diego Muñoz:
Acessem o link abaixo e ouçam:
FOTOGRAFIA: Composição - Adenildo Lima e Diego Muñoz
Adenildo Lima
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FOTOGRAFIA: Composição - Adenildo Lima e Diego Muñoz
Adenildo Lima
sábado, 23 de agosto de 2014
I FESTIVAL DE POESIA DE SÃO PAULO
O meu poema FÁTRIA, ÁFRICA BRASIL está participando do I Festival de Poesia de São Paulo. Confiram:
http://correspondenciapoetica.com.br/festival-de-poesias/96-fatria-africa-brasil.html
Comentem, curtam, compartilhem. Conto com vocês...
Adenildo Lima
http://correspondenciapoetica.com.br/festival-de-poesias/96-fatria-africa-brasil.html
Comentem, curtam, compartilhem. Conto com vocês...
Adenildo Lima
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Folhas de relva
O importante da vida é amar, disso não tenho dúvida. Se eu amo Lílian? É claro que sim! Lembro cada segundo que estivemos juntos. Na primeira vez que nos encontramos, ela chegou acompanhada com duas amigas. Olhou para mim e disse: Prazer, Lílian. Igualmente, respondi. De relance ela me olhou com toda atenção e perguntou: O que você estava lendo? Um poema, falei. De quem? Walt Whitman, disse.
Seguimos caminho, foi possível perceber que ela não conhecia esse poeta. Sentiu vontade de perguntar, mas teve vergonha, acredito. Lílian tinha no olhar o acalento e um sorriso doce que me acolheram. Era sensual. E a beleza mais bela de uma mulher é ela saber ser sensual; é ela ser sensual. A sensualidade feminina transmitida através de sua linguagem corporal é um poema solto da página de um livro sendo levado pelo bailar do vento.
Entre uma conversa e outra, perguntou: Em que você acredita? No amor, falei. Ficou calada. Sem amor, Lílian, a vida não tem gosto, não tem sabor, o importante da vida é amar. Ela riu. E no seu riso tinha a felicidade transmitida através do encanto formado em sua face.
Sim, como posso esquecer Lílian?
Tudo foi tão maravilhoso entre nós. Depois do primeiro encontro nos encontramos mais umas cinco vezes. Recordo cada segundo, cada momento. Tenho guardado em mim a noite que dormimos juntos. O primeiro beijo transladado como se nossos corpos estivessem flutuando. Sim, o importante da vida é amar, disso não tenho dúvidas.
Sei que alguns falam que durou pouco tempo. Mas o que é o tempo? Quando se ama um segundo é a eternidade mais visível que podemos enxergar.
Sim, eu continuo amando Lílian, não importa o que aconteceu. Não importa se já não estamos mais juntos. O importante é que nos amamos enquanto estivemos juntos. O que importa é que aproveitamos cada sorriso, cada olhar. O que importa é que permitimos que além dos nossos corpos, as nossas almas se abraçassem e se amassem intensamente.
Percebe-se que se ama quando dois olhares se abraçam no silêncio mais íntimo da existência.
Adenildo Lima
Seguimos caminho, foi possível perceber que ela não conhecia esse poeta. Sentiu vontade de perguntar, mas teve vergonha, acredito. Lílian tinha no olhar o acalento e um sorriso doce que me acolheram. Era sensual. E a beleza mais bela de uma mulher é ela saber ser sensual; é ela ser sensual. A sensualidade feminina transmitida através de sua linguagem corporal é um poema solto da página de um livro sendo levado pelo bailar do vento.
Entre uma conversa e outra, perguntou: Em que você acredita? No amor, falei. Ficou calada. Sem amor, Lílian, a vida não tem gosto, não tem sabor, o importante da vida é amar. Ela riu. E no seu riso tinha a felicidade transmitida através do encanto formado em sua face.
Sim, como posso esquecer Lílian?
Tudo foi tão maravilhoso entre nós. Depois do primeiro encontro nos encontramos mais umas cinco vezes. Recordo cada segundo, cada momento. Tenho guardado em mim a noite que dormimos juntos. O primeiro beijo transladado como se nossos corpos estivessem flutuando. Sim, o importante da vida é amar, disso não tenho dúvidas.
Sei que alguns falam que durou pouco tempo. Mas o que é o tempo? Quando se ama um segundo é a eternidade mais visível que podemos enxergar.
Sim, eu continuo amando Lílian, não importa o que aconteceu. Não importa se já não estamos mais juntos. O importante é que nos amamos enquanto estivemos juntos. O que importa é que aproveitamos cada sorriso, cada olhar. O que importa é que permitimos que além dos nossos corpos, as nossas almas se abraçassem e se amassem intensamente.
Percebe-se que se ama quando dois olhares se abraçam no silêncio mais íntimo da existência.
Adenildo Lima
domingo, 17 de agosto de 2014
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Perguntas de criança
Natália era apenas uma criança e ainda era muito nova para entender as decisões tomadas por muitos que detém o poder. Mas ela perguntava e, em muitos momentos, nem os ditos mais sábios sabiam responder.
Por que odiar se podemos amar?
Por que a guerra se todos desejam a paz?
Por que a inveja se juntos podemos fazer bem mais?
Por que a arrogância se apenas um olhar carinhoso transmite tanta felicidade?
Natália era apenas uma criança perguntando aos adultos. Por que nós adultos esquecemos ou desaprendemos a sabedoria do ser criança?
Adenildo Lima
Por que odiar se podemos amar?
Por que a guerra se todos desejam a paz?
Por que a inveja se juntos podemos fazer bem mais?
Por que a arrogância se apenas um olhar carinhoso transmite tanta felicidade?
Natália era apenas uma criança perguntando aos adultos. Por que nós adultos esquecemos ou desaprendemos a sabedoria do ser criança?
Adenildo Lima
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