quarta-feira, 7 de março de 2012

Lembrete

amigos e amigas que visitam este espaço, desculpa pelos poucos textos que estou publicando ultimamente: estou resolvendo algumas coisas pessoais, mas prometo que toda semana terá texto ou textos publicados... rs... estou em fase final de mestrado, em época de pesquisa...

abs,

adenildo lima.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

flores e pedras

quando se acredita, chega lá. não precisa ganhar o mundo para ser conhecido. se for feito com amor, o próprio mundo o abraçará.

adenildo lima

sábado, 4 de fevereiro de 2012

filosofando de brincadeira 10

é perigoso dizer que está triste: o mercado farmacêutico fica todo feliz!!!!!!!!!!

adenildo lima

filosofando de brincadeira 9

nunca concordei que o cachorro é o melhor amigo do homem. na verdade, é a ausência de um amigo !!!!!!!!!

adenildo lima

filosofando de brincadeira 8

você pode até ignorar que eu existo, mas a minha existência, não!!!!!!!!

adenildo lima

filosofando de brincadeira 7

ser feliz é não saber que a felicidade existe, e procurá-la é deixar de vivê-la!!!!!!!

adenildo lima

filosofando de brincadeira 6

a inutilidade de um é a utilidade de muitos, assim como a dor: enquanto uns choram, outros riem pela sua lágrima derramada!!!!!!

adenildo lima

filosofando de brincadeira 5

sonhar é uma ilusão de uma realidade ausente, e ela, só ela! que ainda nos transmite um pouquinho de felicidade!!!!!

adenildo lima

filosofando de brincadeira 4

a gramática de uma língua é assim como um dicionário!!!

adenildo lima

filosofando de brincadeira 3

amar é um sonho de poucos, viver o amor é de mais poucos ainda!!!

adenildo lima

filosofando de brincadeira 2

o humano não existe, o que existe é o sonho de uma humanidade!!

adenildo lima

filosofando de brincadeira 1

tudo o que fazemos é uma imitação da natureza!

adenildo lima

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Ilê Aiyê e Criolo - Ilê Aiyê | Que Bloco é Esse?


Acesso ao vídeo clipe


http://www.petrobras.com.br/queblocoeesse


Queremos difundir e valorizar a verdadeira história do Carnaval baiano e da nossa cultura. Para mostrar essa energia, a Petrobras reuniu no projeto 'Que Bloco É Esse?' artistas do mundo pop com os tradicionais blocos afro da Bahia, em encontros entre 2 mundos.

O videoclipe da música Ilê Aiyê, que traz juntos pela primeira vez o rapper Criolo e o primeiro bloco afro da Bahia, é uma ode ao Ilê Aiyê, exaltando a Liberdade - bairro com a maior população negra do Brasil - e mostrando um cotidiano valorizado pela simplicidade, auto-estima e respeito.

Vem descobrir junto com a gente que bloco é esse!


Direção: Ricardo Spencer
Produção Musical: Daniel Ganjaman
Realização: New Content

música: Ilê Aiyê (Paulinho Camafeu) | introdução: Criolo

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

labirintos de uma existência

quando a realidade se torna insuportável
(e quem disse que não é?)
a ficção é uma boa saída

adenildo lima

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Augusta

O tempo passa e eu não consigo esquecer aquela noite. Rua movimentada, vários bares e boates. Sorrisos felizes e tristes nos olhares dos transeuntes. E eu ali, sentado numa mesa de bar. Sim, estava sozinho. A solidão não é como algumas pessoas pensam, imaginam, ou vivem; eu gosto dela. Às vezes saio à noite só, justamente por achar melhor do que sair acompanhado. Uma cerveja, um aperitivo, uma música cantada ao vivo, uns casais se beijando, outros discutindo relação familiar, de trabalho..., e eu apenas observando, sem querer, é claro!

A noite era de sexta-feira, a madrugada se aproximava; e eu continuava lá. Já tinha bebido bastante. A moça cantava bem, inclusive cantou uma música que estava sendo bem apreciada pela crítica e pelo público, até lembro o nome: Não existe amor em SP. Pensei comigo mesmo, enquanto ela cantava: é um título bem instigante! Será mesmo que não existe amor nesta cidade?, fiquei me perguntando. É, talvez seja verdade, refleti. Em seguida olhei o relógio. Eram 3h da madrugada. Pedi a conta, levantei e saí. Lá fora sentei na calçada. As pessoas iam e vinham constantemente. Eu apenas observava, sem querer, é claro!

- Boa noite!
- Boa noite! - exclamei meio assustado, ao olhar a moça.
- Sim, boa noite. Por acaso ela está ruim para você, jovem?
- Não - respondi, sem dá muita atenção.

Ela riu e fez menção que ia sentar ao meu lado.

- Posso sentar ao seu lado?, perguntou ela.
- Pode, a rua é pública, respondi.
- Nossa! Você está zangado?, perguntou com um olhar doce e meigo.
- Não, respondi com um sorriso no olhar.

Olhei o relógio, já marcava três e meia. Ela perguntou se eu tinha horário marcado para voltar. Eu disse que estava esperando o horário do funcionamento do metrô. Ela riu. "Por que ri?, perguntei". Ela nada respondeu. Com uns cinco minutos depois falou:

- Você não tem carro?
- E você acha que eu iria dirigir bêbado?
- Nossa! Você é certinho. Vamos entrar para beber mais uma cerveja?
- Eu nem te conheço, falei.
- Prazer, Augusta, apresentou-se ela, toda à vontade.
- Augusta?!, perguntei sem querer acreditar.
- Na verdade é Maria Augusta, mas gosto que me chamem de Augusta.
- Ah, Augusta...

Levantamos e descemos rua abaixo. Entramos num barzinho logo na frente. Estava calmo. Uma jovem cantava com seu violão. Augusta perguntou se eu gostava de música ao vivo. Respondi que sim. Ela riu, dizendo que já tinha percebido. Eu também ri. E brindamos. Parecia que já nos conhecíamos há anos. Ela muito simpática, com seus cabelos longos por cima dos ombros. Media um metro e setenta, talvez. Vestia um vestido quase transparente, deixando as curvas de seu corpo visível e calçava um chinelinho que a deixava bem à vontade.

- Desculpa, mas você faz o quê?, perguntou.
- Pra que saber o que eu faço, Augusta?
- Desculpa.
- Tudo bem, eu trabalho num banco, respondi.
- Deve ser um porre trabalhar em banco, né?
- Depende.
- Como depende?
- Ah, Augusta, tudo depende, né? Nem tudo é bom ou ruim cem por cento. E você faz o quê?
- Sim, concordo. E o seu nome?, perguntou ela, como que querendo sair da minha pergunta.
- Paulo, respondi. E ela entrou noutro assunto inteiramente diferente. Percebi que não queria dizer em que trabalhava.

Entre uma conversa e outra o dia amanheceu. Augusta disse que precisava ir embora. Pedi o contato dela. Ela disse que não iria me passar. Insisti! Ela disse não!Perguntei se ela aceitaria o meu. Respondeu que sim. Passei meu e-mail. Nos abraçamos e, ali, nos separamos. A imagem de Augusta ficou na minha memória. O tempo passa e eu não consigo esquecê-la. Não sei de onde ela veio, para onde ela foi. E em alguns momentos acredito que ela ainda vai me escrever.

adenildo lima

Amor em 4 atos: Ela faz cinema; Meu Único Defeito Foi Não Saber Te Amar; Folhetim; As Vitrines.

Uma série inspirada nas músicas do cantor e compositor Chico Buarque. Abaixo seguem os linques:






adenildo lima

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

domingo, 15 de janeiro de 2012

Despedida drástica

O que você me falou tão pouco me trouxe importância. As suas palavras foram folhas soltas ao ar, sem nada para me dizer. A mim só resta respeitar. Sei que você é mesquinha. Veste aquele vestido vermelho querendo passar a imagem de uma princesa. Você não passa de uma criança mimada, sendo a filhinha do papai, crescida sem nenhuma identidade própria. O que você é? Saiba: tenho nojo até dos beijos que te dei, dos abraços que nos abraçamos e dos momentos em que desperdicei para conversar com você.

E aqui deixo as minhas felicitações pelo seu sepultamento: entre mim e você, senhorita K, não existirá mais nada!

Cordialmente,
Lucas Andrade.

adenildo lima

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Brasil : dois negros assassinados para cada branco, revela Mapa da Violência

"O Mapa da Violência revelou que cerca de 1,1 milhão de brasileiros foram assassinados nos últimos 30 anos (de 1980 a 2010) no país, em um processo de disseminação da violência no qual cidades do interior já ditam o ritmo de crescimento dessas taxas".

As taxas de homicídio no Brasil no ano de 2010 foram em média duas vezes maiores para vítimas de cor negra em comparação aos homicídios contra brancos. O número consta do Mapa da Violência 2012 divulgado no dia 14 de dezembro em São Paulo pelo Instituto Sangari, que considerou estatísticas dos ministérios da Saúde e da Justiça e se valeu, por exemplo, de documentos como certidões de óbito e boletins de ocorrência.

Além da diferença estatística de assassinatos, a pesquisa mostra ainda que as taxas vêm reduzindo em relação a brancos, nos últimos dez anos, enquanto que, para negros, elas têm crescido.

Na média nacional, em 2002, o mapa aponta uma taxa de 20,6 assassinatos de brancos, a cada 100 mil habitantes, e de 30 para negros. Em 2010, esse índice cai para 15 homicídios de vítimas brancas, mas sobe para 35,9 entre as pessoas negras.

O mapa, que teve divulgada sua 12ª edição desde 1998, fez um levantamento dos homicídios dos últimos 30 anos (1980 a 2010), com detalhamento das taxas de assassinato na década passada.

Conforme a pesquisa, Paraná, Rondônia e Mato Grosso encabeçam a lista de homicídios brancos, respectivamente com as taxas de 39, 25,6 e 20,9 assassinatos por 100 mil habitantes. Já o Nordeste se destaca nas taxas de homicídio contra negros: Alagoas e Paraíba apresentam uma escalada desde 2002 para, em 2010, apresenta-las proporcionalmente 20 vezes maior ao das vítimas brancas. Em AL, a taxa é de 84,9; na PB, 58,8.

Para o coordenador da pesquisa e diretor de pesquisas do instituto Sangari, o sociólogo Julio Waiselfisz, os números revelam também aspectos econômicos.

“Morte de brancos é menos visível na mídia, mas seu menor número pode ser atrelado à privatização do sistema de segurança --quem pode pagar, acaba usufruindo”, disse.

Estados como Pernambuco, Distrito Federal e Sergipe também são mostrados como aqueles em que os homicídios contra negros são mais altos. Para os pesquisadores, o dado é “preocupante”, ainda mais considerada tendência de alta.

Confira a publicação na íntegra na Biblioteca do Portal ANDI.

Mais de um milhão de assassinatos
O Mapa da Violência revelou que cerca de 1,1 milhão de brasileiros foram assassinados nos últimos 30 anos (de 1980 a 2010) no país, em um processo de disseminação da violência no qual cidades do interior já ditam o ritmo de crescimento dessas taxas. Com o aumento da população nesse período, a taxa de homicídios, que na década de 80 era de 11,7 em cada grupo de 100 mil habitantes, passou para 26,2 em 2010 --um aumento de 124%.

"É como se uma cidade inteira tivesse sido atingida por uma bomba atômica", disse o coordenador da pesquisa.

Conforme o mapa, o forte processo de interiorização dos homicídios foi observado a partir do momento em que as taxas passaram a sofrer redução em capitais e regiões metropolitanas, na década passada, mas aumento de ritmo em cidades de interior.

Em 1995, por exemplo, enquanto nas capitais a taxa era de 40,1 homicídios em 100 mil habitantes e, no interior, de 11,7, em 2010 a taxa quase duplica no interior (22,1) e cai nas capitais (33,6).

"Em menos de uma década, se esse ritmo seguir, o interior deverá ultrapassar os grandes centros urbanos", disse Waiselfisz. Em coletiva na USP (Universidade de São Paulo), ele afirmou que os trabalhos foram feitos a partir de informações fornecidas ou disponibilizadas na internet pelos ministérios da Saúde e da Justiça, como certidões de óbito e boletins de ocorrência. O Estado em que os índices de homicídios são mais altos, de acordo com o mapa, é Alagoas, seguido por Espírito Santo, Pará, Pernambuco e Amapá.

O estudo aponta ainda que os 17 Estados que apresentavam as menores taxas de homicídio na virada do século tiveram aumentos significativos nesses índices, enquanto em sete outros Estados as taxas caíram. No ano 2000, os sete maiores tinham uma taxa conjunta de 45,6 homicídios em 100 mil habitantes, e os 17 menores, 15,4.

Homicídios no Brasil superam conflitos armados
O número de quase 1,1 milhão de brasileiros assassinados ao longo de três décadas é muito superior, por exemplo, aos 45 mil mortos em 36 anos de guerra civil na Colômbia e praticamente o dobro dos 550 mil assassinatos da guerra civil em Angola.

Os dados foram compilados no mapa, para efeito de comparação, e listam ainda conflitos armados como a luta pela independência do Timor Leste --na qual, em 26 anos, 100 mil foram mortos --e a disputa territorial-religiosa entre Israel e Palestina, na qual, em 53 anos (1947-2000), 125 mil foram assassinados.

"Considerando que não temos conflitos étnicos, políticos ou religiosos no Brasil, podemos dizer que se mata muito mais gente aqui do que em outros conflitos armados no mundo", reforçou o coordenador do mapa.

Capitais mais violentas
Pelo ranking das capitais, metade das que apresentaram as taxas de homicídios mais altas de 2000 a 2010 estão no Nordeste. A lista é puxada por Maceió (AL), com 109,9 homicídios por 100 mil habitantes, e que era a oitava em 2000. João Pessoa (PB), com 80,3, pulou da 13ª colocação para a segunda colocação (80,3).

Ainda entre as dez capitais, Recife (PE), com 57,9, é a quarta com mais assassinatos era o primeiro lugar na lista de 2000. São Luís (MA) é a quinta colocada, com 56,1, Salvador (BA) a sétima, com 55,5 (era a 25ª há 10 anos) e Belém (PA), com 54,5, é a oitava --era a 21ª em 2000.

Completam o grupo Curitiba (PR), sexta colocada, com 55,9, Vitória (ES), a terceira, com 67,1, Porto Velho (RO), em nono com 49,7, e Macapá (AP), décima colocada 49 homicídios a cada 100 mil habitantes.

Estados
No ranking por Estados, Alagoas aparece como o mais violento, com taxa de 66,8 homicídios por 100 mil habitantes. Na sequência vêm Espírito Santo (50,1), Pará (45,9), Pernambuco (38,8), Amapá (38,7), Paraíba (38,6), Bahia (37,7), Rondônia (34,6), Paraná (34,4) e Distrito Federal (34,2).

As unidades com as menores taxas, de acordo com o mapa, são Santa Catarina (12,9), Piauí (13,7) e São Paulo, que, com 13,9 homicídios por 100 mil habitantes, tiveram queda de 67% no índice em comparação a 2000.

(Fonte: UOL Notícias, em São Paulo).

sábado, 7 de janeiro de 2012

Arte

A música é a maior das artes
E a poesia é a mãe de todas...

adenildo lima

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Tua pele

Sim. Você pode até não acreditar, mas é verdade: toda esta paixão, este sentimento que sinto por ti, é por causa de sua pele. Ela me deixa fora de mim. Adoro acariciá-la com a ponta da língua, adoro beijá-la, senti-la adentrando minhas narinas com seu cheiro. Ela é suave, é doce, é salgada, é forte. Ah, teu corpo nu abraçado ao meu, cada segundo vale mais do que uma vida; para quem não sabe vivê-la. E quando nos beijamos, e quando nos amamos, e quando unimos nossos corpos em apenas um; hum, sua pele encostada e grudando em mim, faz-me mais eu. Sinto teus lábios, a pele dos teus lábios, mordo, carinhosamente, teu queixo, abraço-te, amo-te!

Tua pele é sagrada e me guarda os mais belos mistérios...

adenildo lima

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Joyce Jonathan

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se lhe falta o desejo, sonhe!!!
se lhe falta o sonho, deseje!!!
e se lhe faltarem os dois:

AME!!!

adenildo lima

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2012

Mais um ano se passou, mas um ano chega: comemorações por todas as partes do mundo. Que todos façam o seu ano melhor!

FELICIDADES PARA TODOS NÓS!!!!!!!!!!

adenildo lima

sábado, 24 de dezembro de 2011

É natal...

Para muitos é apenas uma festa onde o comércio desfruta bastante. Sim, inclusive para mim significa isso. Não apenas isso: significa também um momento onde famílias se abraçam, lembranças se fazem presentes, amores se encontram e se reencontram; significa um momento de paz.

Os anos passam, as amizades parecem que vão se substituindo por outras; não que elas deixem de existir, mas a distância, os casamentos, as viagens... parece que tudo isso faz esquecer um pouco os contatos. Os abraços se abraçam noutros braços, os carinhos se fazem presentes noutros carinhos... E a vida continua, afinal o amor é um bicho ambulante andante no silêncio barulhento chamado viver.

Feliz natal para todos!!!

adenildo lima

sábado, 17 de dezembro de 2011

é preciso amar

é preciso amar
as prostituas
os idosos
as crianças

é preciso amar
os esquecidos
os oprimidos
os sem-moradias

é preciso amar
a mulher que passa
a mulher que fica
o humano que chora
a criança que ri

é preciso amar
sem limites
sem medidas
sem interesses

é preciso amar apenas
pois a pena de quem ama
é simplesmente amar

adenildo lima

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

não se encontram respostas para a vida nos livros de filosofia e muito menos nos livros de poesia; poesia e filosofia ajudam a complicá-la, ou, vivê-la apenas. e viver é algo inteiramente íntimo...
amar o esquecido é nunca esquecer que amou um dia

adenildo lima

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A ditadura intelectual

A universidade é uma excelente cela especial para os "ditos" intelectuais de plantão, sentados por detrás de suas mesas, ditando as regras, não permitindo que nenhum estudante possa pensar, exigindo que seja segundo fulano: sempre! sempre! sempre! E os carcereiros, representados nas imagens dos ditos doutores, que insistem em dizer que são professores, ditam as regras, e as ditas duras regras ditadas; são os duros ditados que todos que entram lá têm que seguir, ao contrário, sairão da academia por incapacidade intelectual, assim como o poeta Carlos Drummond de Andrade que foi expulso da escola pelo professor, assim como Foucault que foi rejeitado várias vezes pela academia, assim como Einstein, e tantos outros.

adenildo lima

criolo - freguês da meia-noite - clip

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o solitarismo do amor

é possível amar, afinal, só depende de você. amar é algo solitário, cabem aos amantes amar sem esperar recompensa. amar por amar já é a maior recompensa que pode esperar quem ama.

adenildo lima

sábado, 10 de dezembro de 2011

10 de dezembro

no dia 10 de dezembro nasceu adenildo lima e ainda continua nascendo em cada improviso ou verso que inventa...

adenildo lima

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

lembranças de uma vida

uma casa velha, abandonada, no meio de um deserto pode ser apenas uma casa velha. mas uma casa velha onde guarda lembranças vividas, não pode ser apenas uma casa velha.

adenildo lima

as coisas

as coisas são simplesmente coisas e têm o valor que damos a elas, ou, que elas recebem.

adenildo lima

as faces do amor

quantas faces tem o amor? perguntou o entardecer. o amor tem a face que tem o teu amor. respondeu o silêncio da madrugada.

adenildo lima.

a marca da lágrima

quanto vale uma lágrima? perguntou a menina passante. uma lágrima pode valer uma vida. respondeu o menino pensante. e assim passou a menina, e passou o menino, só não passou a marca da lágrima escrita naquele poema.

adenildo lima

domingo, 4 de dezembro de 2011

a vida é uma longa estrada...

a vida é uma longa estrada. o acordar, o deitar, o dormir, o acordar novamente. um passeio qualquer, numa estrada qualquer, e não com pessoas quaisquer. a vida respira um ar novo, e afasta os fantasmas das estradas noturnas, mesmo que seja em pleno sol de meio-dia. a vida passa lentamente, é preciso observar cada detalhe, pois um ano pode ir em um segundo, e um segundo pode valer uma vida, e a vida é o que vivemos. até hoje ainda lembro o sabor dos lábios da menina, o olhar dela, o carinho dela, o jeito dela, e a estrada continua no mesmo lugar, o que mudou foi o meu jeito de caminhar. não mudou tanto assim, mas passei a observar com mais carinho os espinhos, os buracos e os fantasmas. e a menia passou a ser uma metáfora poética nos meus versos improvisados, já a vida é um relapso nos olhares perdidos dos encontrados nos olhares mais sensíveis vistos em algum lugar de um lugar qualquer que nunca é um qualquer lugar.

a vida é uma longa estrada. caminhar é uma maneira de suportar a angústia tão angustiante mas que aliviada nos sonhos de cada um. e sonhar é uma maneira de aliviar a dor, uma forma de manter-se vivo, um jeito de fazer mudanças...

e a vida é uma longa estrada numa estrada que não seja qualquer.

adenildo lima

terça-feira, 29 de novembro de 2011

la intimidad y la emoción

era uma tarde fria.uma tarde daqueles dias em que a gente fica com vontade de deitar no sofá e ouvir uma música, para lembrar dos momentos passados; quer sejam bons ou ruins. e eu lembrei. mas não estava deitado no sofá e muito menos na cama. estava sentado na calçada. lembro que o meu olhar estava cabisbaixo, sentia-me meio piongo, algo forte me movia, e eu não sabia o quê. uma criança, sozinha, vem em minha direção, rindo, brincando, toda feliz. e me olha, e me encara, ali, parada diante de mim. os meus olhos continuam olhando para baixo, como se eu não estivesse vendo-a. "moço, você tá triste?!", perguntou ela. levantei o olhar em sua direção. "moço, parece que você tá emocionado", enfatizou ela. nada respondi. "moço, você tá chorando?". "Sim, estou", respondi. ela sorriu e foi embora. lá na frente, bem na frente, parou, olhou para trás, ficou uns dois minutos me observando. e voltou. "moço, qual o seu nome?", "meu nome?!", perguntei meio assustado. "sim, seu nome", disse ela. "ou você não tem nome?", "tenho", disse sem querer dar continuidade. "foi sua namorada que te deixou?", insistiu ela nas perguntas. "não, estou apenas emocionado", respondi com carinho. "Emocionado?!", falou ela com cara de espanto. e eu ri. ela também. e parece que naquele momento nem eu nem ela sabíamos definir o que é emoção.

adenildo lima

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

beijos

gosto do sabor do beijo do teu beijo no meu beijo quando nos beijamos ardentemente oh teu cheiro vindo do teu corpo rolando naquele cobertor vermelho fazendo-me te abraçar e enlaçar nossos beijos nos ensejos de um novo amanhecer

adenildo lima

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

estar apaixonado

é tão bom estar apaixonado, lembro de você a cada momento e você se faz presente em mim, a distância já nem existe mais, a solidão faz parte para aumentar o desejo de estar ao seu lado olhando dentro dos seus olhos e abraçando seu corpo. estar apaixonado é viver conforme determina a paixão.

adenildo lima

Queen - LOVE OF MY LIFE - Rock in Rio 85

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domingo, 20 de novembro de 2011

acorde

acorde
o acorde do piano
começa a despertar
as crianças
levante
o levante do som
desperta os sonhos
chame
a chama sonora invade o lar
onde mora a harmonia
o som é suave
e voa como ave
acorde
que cada nota do piano
chama o seu nome

adenildo lima

falando de amor...

minha jovem menina, a cada dia que se passa sinto mais vontade de estar ao seu lado. por várias vezes tento roubar do tempo um tempo para ficarmos a sós. tudo é tão corrido. às vezes acho que você sente vontade de ficar ao meu lado, e ao mesmo tempo algo desvia. sinto que existe um muro entre nós. talvez seja a sua profissão, tão angustiante, mesmo você gostando dela. confesso que me sinto um pouco assustado. por que barreiras para o amor? o que eu mais quero neste breve tempo em que nos conhecemos é poder desfrutar de bons momentos. sinto vontade de abraçar teu corpo, beijar teus lábios e sentir o pulsar do teu coração. não consigo entender, te cumprimento com um beijo, mas você é fria, tento te abraçar com mais carinho, você parece ausente. até parece em alguns momentos que a sua sensibilidade, que chamo de humano, está desaparecendo. mas você é meiga é doce; por detrás do seu olhar demonstras isso. às vezes tenho dúvidas se as minhas palavras têm algum significado para você. eu sou isso que teus olhos enxergam em mim, mas não sei o que eles veem. sei que gostas de mim, e eu também, mas onde e aonde podemos chegar, tenha certeza: depende mais de você.

adenildo lima

CRIOLO - 4 da manhã


Auditório do Ibirapuera ao lado do pianista Lula Alencar, no projeto Na Mira da Música Brasileira. A concepção ficou por conta de Myriam Taubkin e Gabriel Fontes Paiva, direção musical de Myriam Taubkin e direção cênica por Gabriel Fontes Paiva. Confira abaixo a introspectiva 4 da Manhã, com Criolo no vocal e Lula Alencar no piano.

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

sonho de amanhecer

estou com o estômago doendo e com a cabeça insistindo em não aceitar tantas desordens. o corpo pede paz, a alma procura se acalmar e uma criança chora. as normas paradigmáticas já não me interessam mais, quero o sorriso aberto e feliz de uma criança, sem compromisso, sem obrigação de estar feliz ou triste.

quero mesmo é amar sem precisar de ser impedido pelas normas...

adenildo lima

terça-feira, 15 de novembro de 2011

paula

ainda lembro de você, e juro que não quero, mas não consigo. você se faz presente a cada momento. sinto falta dos beijos e dos abraços e dos nossos corpos entrelaçados; era tão bom, tudo era muito bom. seu cheiro, seu sorriso, seu olhar, nossas histórias estão guardadas aqui para sempre, talvez.

paula, o dia passa, as horas; tudo passa e só o amor permanece em nós. lembro de você dizendo que voltaria depois da festa, e nunca mais voltou. a rua do outro lado de lá continua na minha triste lembrança, éramos tão felizes. a vida é uma surpresa, né, paula? ela surge e de repente termina numa hora qualquer.

lembro de você, paula, e juro que não queria, as lembranças me fazem sofrer, mas é gostoso lembrar de você, as lembranças são sempre boas, ruim mesmo é saber que não voltas mais.

adenildo lima

chico buarque presta homenagem a criolo

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Paradise - coldplay - lançamento do cd ao vivo em Madrid

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Toque de recolher

Na noite em que rolou o cine-debate com “Cortina de Fumaça”, terminado os trabalhos e ao sairmos da Casa de Cultura Palhaço Carequinha, tivemos uma experiência que deixou a todos os presentes bastante perplexos e incomodados.

Nesta noite de sexta-feira era dia de ensaio de uma escola de samba, que costuma ensaiar ali na praça onde se localiza a Casa de Cultura, onde estavam presentes e se divertindo centenas e centenas de adolescentes. A diversão era a marca deste encontro, em que não visualizamos desavenças até o momento em que os agentes da polícia militar resolveram se manifestar impondo o “toque de recolher”.

Embora tal prática seja inconstitucional, e diferentemente de outras localidades, não está definida legalmente – ainda que inconstitucional – os milicianos que estavam no local desde o início da festa, por volta das 23hs, logo após cessar o batuque da bateria, iniciaram uma ação para a desocupação do local, no sentido de limpar a praça dos “indesejáveis” adolescentes que somente estavam ali para se divertir.

Ressaltamos que o distrito do Grajaú é o mais populoso da cidade de São Paulo, contando com uma população de mais de meio milhão de habitantes, sendo que a única Casa de Cultura da região é esta onde foi realizado o cine-debate na última sexta-feira, motivo pelo qual a praça em frente tornou-se um ponto de encontro dos adolescentes e jovens da região.

Em conversa com os moradores da localidade, revelou-se que se trata de uma prática comum a polícia militar, após determinado horário, realizar operação para a expulsão da galera que fica ali na praça, sendo que houve relatos de que já houve situações em que os policiais se utilizaram da força física e bombas de gás lacrimogêneo (alcunhadas de bombas “de efeito moral”) para forçar a saída dos adolescentes.

Neste dia percebemos que não foi necessária a utilização de tais aparatos, pois a operação foi realizada utilizando-se “apenas” da força intimidatória das fardas e armas militares, além dos comandos de voz bradados aos grupos de adolescentes de “sai daqui agora que eu to mandando”, “se vocês não saírem chamaremos o choque e atacaremos bombas”.

Todas as pessoas do grupo que acabara de sair do debate ficou bastante impressionada com a movimentação ocorrida, ao perceber que os adolescentes se deslocavam como gados rumo à retirada da praça pública.

Neste momento membros da equipe do CEDECA Interlagos se dispuseram a conversar com o comandante da operação para entender o porquê da ordem de retirada, e o comandante, com armas em punho, afirmou que o que estava fazendo estava direcionado ao “bem dos próprios adolescentes”, à garantia da “ordem e da incolumidade pública”, e que estaria, segundo seu entendimento, amparado constitucionalmente para a realização daquela operação.

Enquanto a equipe do CEDECA, do coletivo DAR, do Imargem e do CEDHP, estavam conversando com o comandante, a praça foi aos poucos se esvaziando por completo, e os adolescentes se deslocando na tentativa de acharem um outro local onde pudessem permanecer e se divertir.

Relatamos aqui esta experiência no sentido de se dar transparência à forma como que o Estado de São Paulo vem “cuidando” de seus adolescentes, especialmente aqueles com morada nas periferias da capital, o que nos dá provas concretas de que o “toque de recolher” vem se disseminando ampla e indiscriminadamente na sociedade.

Como calar é sinônimo de consentir, viemos aqui nos manifestar para que não fiquemos inertes diante de tamanha violação do direito de ir e vir das pessoas, dentre as quais se incluem os adolescentes, que independentemente de estarem na periferia ou na região central da cidade, têm o mesmo direito de se divertirem e de se sentirem livre para isso.

Por fim, deixamos aqui aos interessados, a matéria produzida pelo Coletivo DAR sobre o ocorrido, que traça uma comparação dentre a cena de “toque de Recolher” ocorrida no dia do cine-debate no Grajaú e a cena ocorrida com os alunos da USP e os policiais militares de plantão na Universidade, esta, diferentemente da primeira, televisionada amplamente pelos meios de comunicação de massa.

Por CEDECA Interlagos: http://cedecainterlagos.wordpress.com/

Confiram no link abaixo da USP ao Grajaú

http://coletivodar.org/2011/10/da-usp-ao-grajau-o-fascismo-em-dois-atos/

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

grade of instrucion

- professora, por que na universidade tem que explicar tudo?
- porque a academia é diferente.
- ah, entendi, são desprovidos de inteligência?
- o quê!!?


adenildo lima

adolescer

- mãe, o meu sonho é ser adulta.
- pra que, filha?
- ah, deve ser tão bom.
- quem disse isso?
- adulto faz um monte de coisas.
- faz nada, filha, e ser adulto é caminhar para a morte, permaneça criança.
- nossa, mãe!

adenildo lima

diálogo distorcido

- meu amor, tu sabes que eu te amo.
- você confirma que eu sei?
- sim, eu sei que você sabe que te amo.
- será?
- você tem dúvida?
- sei lá, às vezes você é tão agressiva comigo.
- não é que eu seja agressiva, é que fico triste com sua ausência.
- não é apenas isso, na verdade você gosta de confusão.
- eu?!!! não é verdade, eu gosto de discutir o nosso relacionamento.
- hum, hum...
- nossa, você tá insensível hoje.
- desculpa, é que a cada dia você tá mais chata.

adenildo lima

educare

- mãe, a professora riscou toda a minha redação.
- por que, filha?
- ela disse que não entendeu.
- ah, isso é bom, quer dizer que você é mais inteligente do que ela.

adenildo lima

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Palestras: Respeitando as diversidades, eliminamos a violência


















































































Este ano proferi quase vinte palestras em Escolas da Rede Estadual de São Paulo, como voluntário. O esforço foi grande, muitas dificuldades... Mas valeu a pena, e como valeu! Essas palestras tiveram como tema principal "Conflitos no ambiente escolar". Trabalhei em cima de dois títulos: "A importância do diálogo para resolução de conflitos no ambiente escolar" e "Respeitando as diversidades, eliminamos a violência". Tratei da importância do diálogo; fiz uma breve apresentação do Estatuto da Criança e do Adolescente, ECA; um resumo do bullying no Brasil e no mundo; enfatizei a importância do professor mediador, como um meio para resolução de conflitos no ambiente escolar, através do diálogo etc..

Meu muito obrigado a todos que colaboram para a realização deste projeto!!!

adenildo lima