"O poeta Adenildo Lima fala dos seus três livros publicados, comenta sobre a recepção honrosa da Presidenta Dilma Rousseff, ao ser atenciosa com ele, como escritor e com a literatura brasileira, ao receber o livro A parteira. Fala também sobre a carta que ela, a Presidenta, lhe enviou como forma de agradecimento, ao receber o seu livro. E faz comentários sobre alguns projetos futuros.".
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
A poesia e a máquina do tempo
"O poema A poesia e a máquina do tempo é de autoria de Adenildo Lima e Márcio Ahimsa, do livro Lobisomem pós-moderno, publicado em 2012, pela Editora da Gente.
O poema foi declamado no dia 21 de outubro de 2015, por Adenildo Lima, na palestra: O processo da escrita - experiências e relatos sobre a criação literária, proferida por Adenildo na Universidade Anhanguera, Osasco, SP.".
Fonte: YOUTUBE
FÁTRIA, ÁFRICA BRASIL
A apresentação aconteceu no dia 02 de fevereiro de 2013, na Casa das Rosas, organizado pelo Sarau A Plenos Pulmões.".
Fonte: YOUTUBE
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Capa do meu terceiro livro A parteira
Trecho do prefácio:
"Esta é uma poesia de vozes e tradições misturadas, que proporcionarão experiências diferentes a cada leitura. Mas imagino que todas passem pela análise da sociedade brasileira por um viés de crítica diante da situação de orfandade em que se encontram milhares de brasileiros. A cada verso, o leitor é chamado a reparar a condição do outro, viver a experiência do outro, e, assim, reavaliar sua visão do mundo e suas atitudes para transformá-lo. (...)
A parteira é um poema de narrativas, de protagonistas que se alternam e se ligam por uma linha tênue, apenas um pequeno veio de água correndo que, no meu entendimento, é a vida. São vidas que estão por um fio, porque as histórias se passam na secura da nossa terra, onde tudo é escasso. Até o amor – um bem que, na caracterização dos personagens, parece nascer com as mulheres e que os homens ainda estão procurando".
Isabel de Andrade Moliterno - Mestra e doutora em Letras pela Universidade de São Paulo (USP).
Sinopse:
"A parteira, a meu ver, é o grito social mais urgente, depois de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto; e Poema Sujo, de Ferreira Gullar, que li até hoje.
É uma narrativa artisticamente trabalhada! Modestamente eu sei reconhecer o valor de uma obra literária. Este poema é de uma riqueza inigualável! Em todos os aspectos, parece que nasceu do jeito que se lê, não me parece ter um desleixo, um excesso."
Dias Miranda
Escritor e dramaturgo
Sinopse:
"A parteira, a meu ver, é o grito social mais urgente, depois de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto; e Poema Sujo, de Ferreira Gullar, que li até hoje.
É uma narrativa artisticamente trabalhada! Modestamente eu sei reconhecer o valor de uma obra literária. Este poema é de uma riqueza inigualável! Em todos os aspectos, parece que nasceu do jeito que se lê, não me parece ter um desleixo, um excesso."
Dias Miranda
Escritor e dramaturgo
domingo, 10 de janeiro de 2016
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
domingo, 20 de dezembro de 2015
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Lançamento do livro O MUNDO DE VINÍCIUS
O lançamento aconteceu no dia 12 de dezembro de 2015, na Livraria da Vila, Rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena, São Paulo/SP.
Mais fotos no link abaixo:
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Convite para o lançamento do livro - O mundo de Vinícius
SINOPSE DO LIVRO:
"O livro 'O mundo de Vinícius' é um canto à humanidade. Imaginem: uma criança descobre que a água doce em breve pode acabar, e que diversas espécies de seres vivos estão sendo ameaçadas de extinção.
O poeta Adenildo Lima, em um poema narrativo composto por 1600 versos — ou um romance em versos — como alguns preferem chamá-lo, conta a história de Vinícius, uma criança que acredita e sabe que o futuro da humanidade e a existência da vida aqui na Terra dependem de cada um.
Este livro torna-se leitura necessária para todos nós, como um meio de conscientização para preservar o meio ambiente, tornando-o um lugar sustentável para todos os seres vivos.
A escolha é nossa, a responsabilidade é universal..."
Capa
Informações do livro:
Autor: Adenildo Lima
Capa e Ilustrações: João Paulo de Melo
Editora: editora da gente
ISBN: 978-85-67186-01-6
Páginas: 132
Tamanho: 16cm x 23cm
Valor: R$ 30,00
Mais informações:
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Apresentação no Mestrado, na Universidade Anhanguera de São Paulo
Apresentação no VII Encontro de Pós-Graduação e Pesquisa Adolescência e Conflitualidade, na Universidade Anhanguera de São Paulo, Campus Marte, no dia 06 de novembro de 2015, com tema sobre Socioeducação e Mediação de Conflitos no Ambiente Escolar.
domingo, 1 de novembro de 2015
O processo da escrita: experiências e relatos sobre a criação literária
A palestra foi proferida no dia 21 de outubro de 2015, na Universidade Anhanguera, Osasco, SP.
Mais fotos, acessem
sábado, 24 de outubro de 2015
O mundo de Vinícius: Lançamento em dezembro
No dia 12 de dezembro, num sábado, às 3h, rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena, na Livraria da Vila.
O livro narra a história de uma criança que diante do caos que o planeta Terra vem passando: o descaso com a vida, a água doce correndo o risco de acabar, o ser humano se maquinizando cada vez mais... Vinícius resolve construir um novo mundo e, para isso, precisa da conscientização de cada um de nós.
Em breve mais informações sobre o lançamento e sobre o livro
Acessem:
Facebook do livro:
O mundo de Vinícius
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Entre Linhas Entrevista: Escritor Adenildo Lima
Abaixo segue uma entrevista - na íntegra - que concedi ao blog Entre Linhas:
"No blog, entrevistamos o escritor Adenildo Lima, autor de A
Parteira, que em breve terá uma resenha publicada aqui. Abaixo uma deliciosa
entrevista onde podemos aprender com suas sábias palavras e pensamentos,
acompanhe:
1.
De onde surgiu a motivação para ser escritor e
se alguém o influenciou?
Não me lembro de ter sido
influenciado por outra pessoa para iniciar meus escritos, mesmo tendo plena
consciência que sempre somos influenciados por alguma coisa ou pessoa e, em
especial, as experiências vividas no dia a dia.
Acredito que na minha infância o que me despertou ao gosto pela leitura
foi ouvir meu pai lendo a bíblia e ensinando-me a lê-la, e minha mãe declamando
alguns poemas populares, desses que passam de geração em geração, e um primo
meu que quando passava por lá, onde eu morava, contava histórias. E isso, penso
eu, aguçou em mim a busca pelo sabor das palavras. Por outro lado, é importante
ressaltar que tive a minha infância e adolescência num sítio, no município de
Colônia Leopoldina, uma pequena cidade no estado de Alagoas, para chegar a uma
escola precisava andar de uma a duas horas a pé. Ou seja, os primeiros contatos
que eu tive com a leitura foram ao observar o raiar do sol pela manhã, ouvir o
cantar dos pássaros ao amanhecer de cada dia e sentir o cheiro de terra
adentrando minhas narinas, trazendo-me cheiro de vida, essência poética para o
meu existir. Já aqui em São Paulo, quando cheguei em 1998, fiquei perplexo com
o contraste vivenciado por mim: a correria, o barulho dos carros, muito
diferente do canto dos pássaros lá no Nordeste. Mas, hoje, estou completamente
habituado na cidade grande, sem perder a minha história, a minha narrativa, a
essência de tudo o que me faz ser o que sou atualmente.
2.
Por que você gosta de escrever?
Escrever é o que me faz viver.
Não me vejo sem escrever. Acredito que a minha vida não teria graça se hoje eu
não estivesse saboreando o sabor de cada palavra, vivendo a experiência de cada
personagem. Às vezes eu penso que se não existisse a arte, a vida seria um vão
sem essência, sem sabor, sem cor; neutra.
3.
Quais são os livros/autores/personagens
favoritos e porquê?
São muitos. Só este ano já li 18
(dezoito livros), e só se passaram quatro meses de 2015. Mas vou aproveitar a
oportunidade para falar do livro que acabo de concluir a leitura: Diário de
Bitita, de Carolina Maria de Jesus. Diário de Bitita é um livro que em cada
linha discorre um pouco de vida, de morte, de amor, de dor, ao descrever a vida
da própria autora, em tom poético. Ela escreve com maestria, mostra um Brasil
dos primeiros 50 (cinquenta) anos do século 20, diante de todos os seus
percalços e sonhos, na esperança, no olhar de um povo alegre e sofredor. Diário
de Bitita torna-se leitura necessária para quem deseja conhecer um pouco mais
desse nosso país chamado Brasil, e para quem gosta de apreciar a boa
literatura. E, por outro lado, para quem deseja conhecer um pouco mais da face
humana refletida em vários reflexos, multifacetada.
4.
Quais e quantos livros lançados e como se deu a
carreira?
Até o momento tenho três livros
publicados. Comecei em 2009 com o livro: “O copo e a água”, literatura
infantil. E estou trabalhando para publicar a 2ª edição, este ano. Depois veio
em 2012 o livro de poemas: “Lobisomem pós-moderno”, em parceria com o poeta
Márcio Ahimsa, com cinquenta e poucos poemas de minha autoria e cinquenta e
poucos poemas de autoria dele. E só um poema é em coautoria. E no final de 2013
publiquei “A parteira”, que é um poema narrativo composto por um pouco mais de
1500 (mil e quinhentos) versos. Em 2014 ficou com o 2º lugar no Prêmio Poetizar
o Mundo com Livros.
5.
Você utiliza algum material como referência para
escrever, ou é pura e simplesmente inspiração momentânea?
Sinceramente, não acredito que
“inspiração momentânea” possa transformar alguém em escritor. Acredito que todo
o escritor precisa ler e ler e reler tudo o que ele puder e estiver ao seu
alcance. Escrever, ao meu ponto de vista, é um processo contínuo, que exige
paciência, dedicação, amadurecimento e coragem. Sim, coragem, escrever também é
um ato de coragem. Escrever é inventar novos mundos, pessoas... é desnudar-se
em cada obra concluída.
6.
O que você mais gosta nas próprias histórias e
se o seu gênero literário encontra dificuldades no mercado?
Acredito que dificuldades sempre
vamos encontrar. E isso não é ruim. Ajuda o artista a amadurecer mais. O que eu
mais gosto no que escrevo é quando recebo o retorno de algum leitor, de alguma
leitora, é o maior prêmio.
7.
De qual forma, ser escritor afetou a sua vida e
quando a escrita virou profissão?
É sempre uma felicidade muito
grande, a cada momento que concluo algum trabalho literário. E no ofício de
escrever vou ser sempre amador. Quando a escrita vira profissão muitas vezes o
escritor deixa de escrever por si, perde a essência. E é importante dizer que
desejo muito poder viver dos meus escritos, mas que isso não seja uma profissão.
Na vida de escritor quero ser como uma criança que brinca, que encontra sentido
nas coisas mais simples, que nós adultos, não conseguimos observar no dia a
dia.
8.
Uma dica valiosa para novos escritores seria?
Ler e ler e ler e depois reler.
Depois escreva, reescreva, escreva e não se canse de escrever. Mostre para as
pessoas, mas esteja apto e maduro para ouvir críticas, comentários. E tenha
muito cuidado com os elogios.
9.
No seu entender, qual o papel do leitor para um
escritor?
Sem leitor não pode existir escritor.
10.
Como você enxerga a explosão dos livros digitais
e se isso compromete os impressos?
Os livros digitais são
bem-vindos. Tudo ganha seu espaço e não tira o espaço do outro, é ilusão pensar
que o livro digital vai tirar o espaço do livro impresso. O livro impresso
continua. O livro digital ganhará seus adeptos. E o ganho de tudo isso? Teremos
mais leitores...
#Pra finalizar um espaço onde
você pode deixar o que quiser, o que não foi perguntado, o que gostaria de
responder:
Antes de tudo agradeço pelo
espaço para poder compartilhar um pouco das minhas experiências com a
literatura. Aproveito também para dizer que este ano teremos a publicação da 2ª
edição do livro “O copo e a água”, e a publicação de mais um poema narrativo.
As palavras têm sabor, experimente-as...".
Fonte: Blog Entre Linhas
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Exposição: Aves - por uma estética da natureza
Do dia 10 ao dia 31 de julho de 2015 a exposição "Aves – por uma estética da natureza", de João Paulo de Melo, ficou na Estação Sé do Metrô, pela Linha da Cultura, do Governo do Estado de São Paulo, com o apoio da Editora da Gente.
E a Curadoria do Artista foi realizada por Adenildo Lima.
Cartaz de abertura
Cartaz de divulgação
Mais fotos, acessem: Editora da Gente
terça-feira, 22 de setembro de 2015
Mário de Andrade: reinventando o Brasil (Mestres da Literatura)
"Grande sucesso exibido da TV Escola, a série Mestres da Literatura nos traz a cada programa informações sobre a vida e obra de grandes escritores brasileiros.
Este episódio revela como se deu a formação pessoal e acadêmica de um dos mentores da Semana de Arte Moderna de 1922, o escritor Mário de Andrade. A importância do movimento modernista brasileiro. O clássico Macunaíma, considerado um "espelho-crítica" da formação do homem brasileiro."
domingo, 13 de setembro de 2015
Exposição: Aves - por uma estética da natureza
"Do dia 10 ao dia 30 de junho de 2015 a exposição 'Aves – por uma estética da natureza', de João Paulo de Melo, ficou na Estação de Metrô Vila Madalena, pela Linha da Cultura, do Governo do Estado de São Paulo, com o apoio da Editora da Gente.
E a Curadoria do Artista foi realizada por Adenildo Lima."
Cartaz de abertura
Cartaz de divulgação
Mais fotos, acessem: Editora da Gente
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Ferreira Gullar - Encontro marcado com a arte
"Programa Encontro Marcado com a Arte, exibido pela TV Educativa, gravado em 1996. Nesta entrevista Ferreira Gullar fala sobre sua paixão pelas artes, poesia, infância e exílio. Ferreira Gullar, pseudônimo de José Ribamar Ferreira é um poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta brasileiro e um dos fundadores do neoconcretismo."
Fonte: Encontro marcado com a arte
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Exposição: Aves – por uma estética da natureza
"Do dia 10 ao dia 31 de maio de 2015 a exposição 'Aves – por uma estética da natureza', de João Paulo de Melo, ficou na Estação de Metrô Jardim São Paulo - Ayrton Senna, pela Linha da Cultura, do Governo do Estado de São Paulo, com o apoio da Editora da Gente.
E a Curadoria do Artista foi realizada por Adenildo Lima."
Cartaz de abertura
Cartaz de divulgação
Mais fotos, acessem: Editora da Gente
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
cantoria da noite
quando você não disse nada
foi tudo o que eu queria ouvir:
o teu silêncio, o teu sorriso,
o teu jeito de me olhar
e as palavras guardadas
no silêncio poético
da nossa existência.
quando se ama, meu bem
a vida ganha sentido e tem sentido
para saborear o silêncio
e ouvir a cantoria da noite
foi tudo o que eu queria ouvir:
o teu silêncio, o teu sorriso,
o teu jeito de me olhar
e as palavras guardadas
no silêncio poético
da nossa existência.
quando se ama, meu bem
a vida ganha sentido e tem sentido
para saborear o silêncio
e ouvir a cantoria da noite
Adenildo Lima
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Falando sobre os meus livros e sobre projetos futuros
O poeta Adenildo Lima fala dos seus três livros publicados, comenta sobre a recepção honrosa da Presidenta Dilma Rousseff, ao ser atenciosa com ele, como escritor e com a literatura brasileira, ao receber o livro A parteira. Fala também sobre a carta que ela, a Presidenta, lhe enviou como forma de agradecimento, ao receber o seu livro. E faz comentários sobre alguns projetos futuros.
Fonte: Youtube
sexta-feira, 24 de julho de 2015
Agridoce
Por que falas tanto de amor?
Perguntou a paixão, deverias vivê-lo, disse.
Ah, sim, respondeu o amor, e continuou,
A paixão deixa o amor agridoce.
E é necessário?, perguntou ela.
Sim, disse o amor, e acrescentou,
Sem você o amor fica muito racional.
Adenildo Lima
Perguntou a paixão, deverias vivê-lo, disse.
Ah, sim, respondeu o amor, e continuou,
A paixão deixa o amor agridoce.
E é necessário?, perguntou ela.
Sim, disse o amor, e acrescentou,
Sem você o amor fica muito racional.
Adenildo Lima
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Flor de jasmim
Observo-te flor do campo com essência
De jasmim. Em mim teu cheiro adentra a alma
E acalma o ensejo da luta na existência
De tê-la um dia na fantasia que clama.
A noite cai. Imagino teu olhar no meu.
A tarde entardece. Sinto sua ausência.
Sonhando recrio o que não nasceu,
Mas floresceu o amor como a adolescência.
E o amor é sempre criança que sonha
Nos braços da pessoa amada, desejada;
Que quer carinho. Ah, o amor é como fronha:
Abraça e envolve o ser e a vida sonhada.
Ah! quero a simplicidade dos lírios
E a essência das flores na caminhada.
Adenildo Lima
sábado, 20 de junho de 2015
MATÉRIA NO JORNAL A COMARCA
Compartilhando a matéria que concedi ao jornal "A Comarca", da cidade de Monte Azul Paulista e região, São Paulo, no dia 14 de junho de 2015, na coluna "Sobre Leitura e Literatura".
"Costumo dizer que as histórias fazem o ser humano e o ser humano se faz presente no mundo como história, já que ele, o ser humano, é o único ser vivo capaz de contar e inventar histórias."
Exposição "As Faces das Mulheres", no Reserva Cultural, SP
Algumas fotos da exposição: As Faces das Mulheres, do artista plástico João Paulo de Melo, que foi exposta no início deste ano, 2015, no Reserva Cultural, na Av. Paulista, 900, São Paulo.
A exposição foi composta pelas obras que ilustram os livros 'A parteira', de minha autoria, e 'Varal', de Maria Vilani.
A exposição foi composta pelas obras que ilustram os livros 'A parteira', de minha autoria, e 'Varal', de Maria Vilani.
"A exposição é parte das ilustrações dos livros 'A parteira', de Adenildo Lima, e 'Varal', de Maria Vilani, pintadas em pigmento ou grafite sobre papel canson, do artista plástico João Paulo de Melo.
Em ambos os livros os autores se debruçam sobre a face da existência, retratando a juventude, a velhice, o amor, o tempo, a vida e a morte; ao mesmo tempo em que entrelaçam as multifacetadas tradições que surgem no anseio de um povo que clama por sonhos, amor e se expressam por meio da dor. Em seus versos mostram a imagem de uma sociedade que parece ter urgência para viver".
Para mais informações para saber como foi a exposição e ter acesso a mais fotos, acessem:
Site do Reserva Cultural
Site da Editora da Gente
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Nuvens neblinadas
Há um silêncio no ar nos gritos dos olhares caminhantes. Há uma interrogação no ar nas nuvens neblinadas de questionamentos soltos no vão... da existência. O olhar da menina implora uma flor. O sorriso do rapaz abraça a solidão. E milhares de pessoas saem para se olharem nas faces, já que vivemos em tempos remotos, em tempos de amizades virtuais, em tempos de poucos abraços.
E tudo caminha adiante, parece. Os gritos sem harmonia surgem no infinito do corredor, que pode ser perigoso para um futuro prestes, presente. É necessário e importante que o respaldo concretizado nos objetivos sejam concretos. A menina caminha rua adiante e diante dos seus olhos: uma máquina enorme! Alguns deram-lhe o nome de Máquina da Pós-modernidade.
Quando as perguntas se confundem com as respostas e as respostas se desentendem com as perguntas: o que fazer? O sorriso do rapaz parece ser contemplado com uma lágrima. O mendigo continua no mesmo lugar, isto é, se não foi pisoteado. A mãe também continua contemplando o sonho sonhado nos braços de um lar, já que poucos podem ser considerados lares.
Deselegante abraçar as flores sem apreciar os espinhos. É ruim gostar das flores sem espinhos. A semente precisa ser cuidada com carinho e com responsabilidade. Não sejamos hipócritas, pois não cultivar o crescimento das árvores é ignorar que a sua sombra pode nos acolher. Em algum lugar do mundo os soldados marcham conforme determinam seus superiores. Não sejamos máquinas!
E as máquinas podem manipular as imagens, e as flores podem perder a essência. Sejamos cautelosos, pois vivemos em tempos e momentos de festas, em momentos de uivos e de milhões de perguntas. Importante não são os questionamentos, importante mesmo é saber alcançar as respostas. Porque procurar entender as metáforas é esquecer que vivê-la é mais poético.
Do poema o que ainda me resta é que enquanto milhões não se olham mais na face, a poesia desperta em mim a sensibilidade humana em algum olhar perdido no vão da existência...
E tudo caminha adiante, parece. Os gritos sem harmonia surgem no infinito do corredor, que pode ser perigoso para um futuro prestes, presente. É necessário e importante que o respaldo concretizado nos objetivos sejam concretos. A menina caminha rua adiante e diante dos seus olhos: uma máquina enorme! Alguns deram-lhe o nome de Máquina da Pós-modernidade.
Quando as perguntas se confundem com as respostas e as respostas se desentendem com as perguntas: o que fazer? O sorriso do rapaz parece ser contemplado com uma lágrima. O mendigo continua no mesmo lugar, isto é, se não foi pisoteado. A mãe também continua contemplando o sonho sonhado nos braços de um lar, já que poucos podem ser considerados lares.
Deselegante abraçar as flores sem apreciar os espinhos. É ruim gostar das flores sem espinhos. A semente precisa ser cuidada com carinho e com responsabilidade. Não sejamos hipócritas, pois não cultivar o crescimento das árvores é ignorar que a sua sombra pode nos acolher. Em algum lugar do mundo os soldados marcham conforme determinam seus superiores. Não sejamos máquinas!
E as máquinas podem manipular as imagens, e as flores podem perder a essência. Sejamos cautelosos, pois vivemos em tempos e momentos de festas, em momentos de uivos e de milhões de perguntas. Importante não são os questionamentos, importante mesmo é saber alcançar as respostas. Porque procurar entender as metáforas é esquecer que vivê-la é mais poético.
Do poema o que ainda me resta é que enquanto milhões não se olham mais na face, a poesia desperta em mim a sensibilidade humana em algum olhar perdido no vão da existência...
Adenildo Lima
P.S.: Este texto foi publicado aqui neste blog pela primeira vez no dia 20 de junho de 2013.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
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