quinta-feira, 12 de setembro de 2013

por quê, bruna?

você caminha. seus passos são fortes e adentram os meus ouvidos. pergunto: por quê, bruna? não tenho respostas. continua caminhando, pisando a terra como se estivesse vingando ou se vingando de alguma coisa. te olho. recusas o meu olhar. te chamo, e pelo nome. faz que não me ouve. por quê, bruna?

o tempo parece correr contra a mim. vejo que restam poucos minutos. bruna corre, e corre, e corre, e corre. parece cansar. uma melodia acaricia meus ouvidos. ela parece ouvir o canto dos pássaros. e eu fico me perguntando: por quê, bruna?

as respostas parecem não entenderem as perguntas. a comunicação não se faz. bruna parece observar o tempo, através de um pensar diacrônico, e diz em seu silêncio: a vida passa muito rápido. procura forças nas pernas. o cérebro parece não querer colaborar. uma lágrima cai acariciando sua face fanada. por quê, bruna?

a vida parece uma bailarina num palco por detrás das máscaras. mas viver é diferente, bruna. falo, e ela parece não ouvir, como sempre. o palco, bruna, é apenas o palco, já a vida... e bruna se esforça para correr. seus pés estão calejados. e o amor... parece que se foi. por quê, bruna?

 bruna... bruna... diante do espelho é tão difícil encontrar as respostas...

por quê, bruna?

adenildo lima
  

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