sábado, 7 de maio de 2016

Conversas com Toshiro: uma narrativa musical

No dia 5 de maio tive o prazer de assistir a um espetáculo musical de uma excelente qualidade artística: Conversas com Toshiro, do cantor, compositor e instrumentista Rodrigo Campos, acompanhado por Juçara Marçal, Na Ozzetti, Marcelo Cabral, Thiago França e Curumin, na Sala Itaú Cultural, SP.


O espetáculo Conversas com Toshiro faz menção ao álbum mais recente de Rodrigo Campos, que tem como temática o Japão; na verdade, não diria o Japão apenas, mas o ser humano de uma forma universal. Sim, universal, já que a arte é universal e não tem e nem pode ter fronteiras para ela. E isso o artista Rodrigo Campos trabalha com maestria na sua narrativa musical.

A Sala Itaú Cultural estava lotada. Os artistas, respeitosamente, adentram o palco e com plena dedicação ao público e à arte começam o Show. O público, no primeiro momento, fica abismado. E foi possível perceber a emoção no olhar de algumas pessoas: admiradas, sentindo-se contempladas com o espetáculo.

No palco a harmonia é percebível. Todos os seis artistas que compõem o espetáculo têm destaque igual. Sim, todos têm um papel fundamental que não se diferencia um do outro. Fica claro e visível para a plateia que o objetivo principal é que a arte apareça, seja o verdadeiro destaque, numa narrativa que se entrelaça por meio das letras de Rodrigo Campos, transportando o público a um cenário repleto de histórias.


E o público durante todo o Show ficou em êxtase, no término de cada canção aplaudia o espetáculo. E vamos ser sinceros, são poucos artistas que têm o privilégio de serem ovacionados pela plateia no final do espetáculo; ao contrário, Conversas com Toshiro foi aplaudido ao término de cada canção, como mencionei anteriormente, ou seja, o reconhecimento do público é a melhor resposta para todo artista que se dedica à arte e, ao meu ponto de vista, um reconhecimento digno por parte da plateia, pois o Show foi realmente encantador e emocionante.

E, por outro lado, é viável dizer que Rodrigo Campos surge na cena musical com maturidade, desde o seu primeiro álbum São Mateus não é um lugar assim tão longe, lançado em 2009, foi possível perceber que ele tinha e tem muito a oferecer. Com letras contundentes, com narrativas, que às vezes nos remetem à cronologia de uma São Paulo que não para, dava-se início com aquele álbum de estreia, um artista que, com certeza, lançaria em seguida o segundo álbum merecedor, de qualquer pessoa que preza a arte, de elogios à altura. 

E foi o que aconteceu, com o seu segundo álbum Bahia Fantástica, lançado em 2012, o artista em si, ou seja, Rodrigo Campos, mostrou claramente que tem familiaridade com o mundo da música, que tem amor ao que faz; ao procurar sempre fazer o melhor, pois a sonoridade de sua música é prazerosa aos ouvidos, e suas letras nos levam a cenários, como se estivéssemos dentro de um filme, sendo protagonistas; afinal, a vida precisa ser reinventada a cada segundo que vivemos, e a arte nessa invenção e reinvenção passa a ser a essência da nossa existência, transformando-nos um pouco mais em seres humanos.


Portanto, apreciadoras e apreciadores da boa arte, fica a dica para quem ainda não teve a oportunidade de assistir ao espetáculo Conversas com Toshiro...

Adenildo Lima

Observação: As três fotos foram retiradas da página do facebook do Itaú Cultural

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