domingo, 7 de fevereiro de 2016

As ruas de Parri

Pelas ruas de Parri caminha Lunita: um violão nas costas e uma voz no peito. Ela sonha em acalmar os corações de pedra e acalentar os apaixonados. A rua parece deserta, nenhuma alma sobrevivente se faz presente pelas ruas de Parri, só Lunita.

Lunita senta na calçada, improvisa uma canção qualquer. Só um cachorro aparece e fica olhando para ela como se estivesse ouvindo sua canção. E quem disse que ele não estava ouvindo-a? Ele parece sozinho, assim, como Lunita. As ruas de Parri são realmente solitárias. Um prédio até parece ser apenas um prédio. E não devia ser, lá tem tantas almas, ou deveria ter.

Lunita levanta, põe o violão nas costas e continua caminhando, já que as ruas de Parri são, sem sombra de dúvidas, solitárias.

Adenildo Lima

P.S.: Este texto foi publicado aqui neste blog no dia 7 de outubro de 2011

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