sábado, 31 de janeiro de 2015

De Vries

Não. É claro e evidente que não sei seu nome. Lembro seu olhar doce e aconchegante aos meus olhos. Onde você mora também não sei. Existir é um longo caminho que fazemos a cada segundo vivido. Você foi especial. Você é especial. Talvez seu nome seja Ana, seja Gabriela, mas prefiro chamá-la assim: De Vries. Nem sei se este nome existe, mas a partir de agora passa a existir, porque você existe assim como uma lembrança boa para mim. Talvez tudo o que vivemos tenha sido um sonho. Talvez neste momento estejas em Paris, em Londres, em São Paulo ou Amsterdam, ou em Lisboa talvez. Não sei. Sei que em algum lugar neste exato momento você se encontra.

Sim, quando as pessoas que encontramos no dia a dia são especiais elas passam a fazer parte de nossa existência, passam a ser parte integrante de nós. Viver é um palco, De Vries, e no palco da vida, nem todos conseguem os aplausos. É importante eu ressaltar que não gosto de adjetivar as pessoas - mas você é bela e encantadora -, no olhar carrega um sorriso capaz de transmitir felicidade para quem te olha. Sim, eu me sinto feliz por ter te encontrado um dia. Se foi por acaso não sei. Sei que o acaso da vida é um caso que complementa a nossa história, a nossa narrativa, a nossa existência.

Ainda ouço a sua voz com aquele sotaque estrangeiro. Lembro que por alguns minutos eu ficava te olhando, te observando, deslumbrado com seu jeito de falar. Ah, eu gostaria de saber o seu nome.

De Vries deve ser apenas um nome. O importante mesmo é que você tão bela e encantadora permanece aqui em cada poesia que vivo no dia a dia...

Adenildo Lima

Nenhum comentário: