quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

FELIZ 2015





Deixo aqui os meus agradecimentos pelo carinho de todas as pessoas comigo neste ano de 2014. O reconhecimento e o carinho (sempre) das pessoas com o meu trabalho artístico e cultural.

2014 foi um ano muito gratificante...

Costumo dizer que a vida é um diálogo que construímos no dia a dia. Que o diálogo possa fruir mais e mais em 2015. Desejo enormemente um feliz 2015 para todos: Vamos amar mais, vamos sorrir mais, vamos transformar todos os momentos (sempre) em um momento de paz e amor.
Até 2015... E é já...
.... FELIZ 2015 para todos nós ...

Adenildo Lima

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

É natal

É natal. Vamos cantar uma canção, harmonizar com festejos cada momento vivido este ano. É natal. E deixo aqui as minhas felicitações para todas as pessoas que em 2014 fizeram com que a minha existência fosse mais poética e humana.

FELIZ NATAL PARA TODOS NÓS...

Adenildo Lima

sábado, 13 de dezembro de 2014

Infância

A minha infância não é apenas um pouco de mim
Como dizem
A minha infância é o resultado do que hoje
Eu sou

Adenildo Lima

Severino

Qual o seu nome?, perguntou Severino.

Diante de sua pergunta o olhar da jovem parou por um instante. Olhou fixamente para Severino. Não queria responder? Sentiu vergonha de falar o nome? Não se sabe. Por que sentiria? Não existe nome feio. Somos nós que criamos uma narrativa de vida capaz de fazer com que o nome seja exposto e visível na face, no olhar. E o conceito de beleza é relativo.

As pessoas se tornam belas conforme sua essência, sua história. Não posso acreditar que aquela jovem sentia vergonha do próprio nome. Ter vergonha do nome é envergonhar-se de si mesmo. Os preconceitos caricaturados na sociedade não podem ser a base para o Eu de cada indivíduo.

Severino olhou intensamente para ela. Tudo isso ocorreu em questão de segundos. Segundos esses que falaram muito para ele. Sim, é claro, Severino é uma pessoa estudada, sensível à existência capaz de perceber as sensações sentimentais do outro em uma simples olhadela.

Será que ela não vai falar seu nome?, ficou se perguntando Severino. O que pode levar alguém a acanhar-se de si mesmo? Tantas perguntas ficaram rondando a cabeça dele.

E, com uma rapidez na pronúncia, como se não quisesse que Severino entendesse, disse:

Severina. E o seu?

Adenildo Lima

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

5ª Carreata Sul-Poética: Um olhar para a poesia

Aconteceu no dia 07 de dezembro de 2014, em um domingo de sol, na zona Sul de São Paulo, no Grajaú, a 5ª Carreata Sul-Poética, idealizada pelo Centro de Arte e Promoção Social, CAPS, com realização dos coletivos do Grajaú. A carreata contou, também, com a presença do ilustre artista Gero Camilo, com a apresentação da peça “A procissão”.

A Carreata saiu pelas ruas do bairro do Grajaú, no extremo sul da cidade de São Paulo, e atravessou a balsa com destino à Ilha do Bororé. Antes de atravessar a balsa, as pessoas desceram rua afora declamando poesia e tirando fotos. Todos em uma extrema comemoração à essência poética.


Quando um grupo de pessoas se harmoniza para celebrar a arte, faz-se parecer nos olhares dos transeuntes um silêncio de contemplação à vida. Viver é poder sentir em cada sorriso a essência dos versos em louvor a existência. É de se admirar e de se respeitar esses seres humanos que dedicam um pouco do seu tempo para esses momentos.

Maria Vilani é um Ser ilustre, todos que a conhece, sabem a mulher incrível que ela é. Vilani corre, entrega-se de corpo e alma à arte, à cultura, carregando em si um objetivo: fazer com que as pessoas sejam um pouco mais humanas, pois eu acredito, sinceramente, que a arte humaniza um pouco mais a humanidade.


Foi lindo de se vê a apresentação da peça A procissão. Gero Camilo é um dos maiores artistas que temos no Brasil, com uma capacidade de interpretação merecedora de aplausos a todos os momentos. E é importante ressaltar que o palco foi montado em cima da grama, com pouquíssimos recursos para a montagem do cenário dramatúrgico. Mas, por outro lado, o artista é, realmente, um grande artista que dispensa comentários, dialoga com o público com uma facilidade movida pela essência poética transmitida através de sua fala capaz de fazer rir e emocionar crianças, jovens e adultos.


A 5ª Carreata Sul-Poética contou com diversas outras apresentações, além das citadas neste texto. Deixo aqui o meu mais sincero respeito e admiração por todos que realizaram esse evento. Em especial a Maria Vilani, para mim umas das maiores poetas que temos entre nós. E, ao ativar a sociedade, ela mostra com maestria o seu lado de Ativista Cultural.

A 1ª Carreata aconteceu em 1991. Maria Vilani, fundadora do Centro de Arte e Promoção Social, é a idealizadora da Carreata Sul-Poética, que tem como principal objetivo promover o encontro dos artistas da região e disseminar a Arte.

Que as pessoas em Ser e Essência sejam e tenham um pouco mais de poesia... Sempre... 

Adenildo Lima

Fonte das fotos:
A segunda foto foi retirada da página:
As demais foram retiradas da página:

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Palestra: A arte, a cultura e o artista no século 21

Palestra proferida ao convite do Centro de Arte e Promoção Social do Grajaú, CAPS, no dia 22 de novembro de 2014, das 18h às 20h, na Casa de Cultura Palhaço Carequinha, Grajaú, SP.




Mais fotos:


Adenildo Lima

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O meu livro A parteira fica com o 2º lugar no 7º Concurso Internacional Poetizar o Mundo com Livros

"Agradecemos aos poetas participantes - o nível dos trabalhos foi muito bom, por isso foi demorada a seleção. 

Membros da Comissão julgadora: 

Andréia Motta 
Jocelino Freitas 
Isabel Furini 
Vanice Ferreira 

NOTA MÁXIMA: 40 
A solidão de Caronte: 36 pontos 
A Parteira: 34,12 
Bebendo Beatles e silêncios: 34 
Histórias de enfermagem: 33,10 





GANHADORES: 

1º Lugar: A solidão de Caronte - Homero Gomes (Curitiba) 

2º Lugar: A Parteira - Adenildo Lima 

3º Lugar: Bebendo Beatles e Silêncios (George Harrison e eu num bar de Shangri-La). 

Menção Honrosa: Histórias de enfermagem no Universo de Cordel - de Onã Silva".

Fonte: http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-31--177-20141023

Adenildo Lima

 

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Palestra: A Importância da Contação de Histórias na Educação Infantil

Esta palestra foi proferida no dia 16 de outubro de 2014, na Universidade Anhanguera, Campo Limpo, São Paulo, para os estudantes do curso de Pedagogia, no período noturno.




Adenildo Lima

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Espelho d'água

Nenhum sentimento pode estar acima do sentimento de amor, de paz, de harmonia, de respeito. Todos os sentimentos deveriam sim não se pautarem no sentimento do ódio. O ódio é um sentimento que corrói primeiro a si, depois ao outro. Sentir é a ação de uma afirmação ou negação: boa ou ruim. Sinceramente, não vejo humanismo em um ser declarado humano, atropelando, desrespeitando, agredindo. quer sejam com palavras ou atos. Amar é antes de tudo amar-se, respeitando sempre aos seus semelhantes.

Adenildo Lima

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Coração Valente

Ser valente é ter, antes de tudo, amor
Pra lutar contra a fome e a desigualdade
Transformando-a em sonho e prosperidade
Aliviar, no semblante de uma mãe, a dor.

A valência do viver é ser vencedor
A conquista visível é a realidade
A fome corrói o sonho e a felicidade
Com estudo, pode-se ser doutor.

Dar continuidade é ser inteligente
Continuar combatendo a fome: é ruim?
Dar continuidade é seguir adiante:

Investindo mais na educação e na saúde
Ser coração valente é ser gente
Como a gente. Reeleger Dilma é virtude!

Adenildo Lima

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Chico Buarque fala sobre seu voto em Dilma 13

Dilma na TV - Programa 8 (2º turno) - Classe C




quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Dia dos professores e professoras

São Paulo, 15 de outubro de 2014.

Prezadas e prezados professores e professoras,

expresso aqui nesta carta o respeito e a admiração que tenho por cada um de vocês. Sei que para ser professor precisa ser forte, aliás, precisa muito mais: precisa acreditar, precisa ter amor pela própria vida, muito além dos obstáculos encontrados no decorrer do ofício da função.

Ser professor é, em algumas situações, plantar flores no concreto e colher essência, que chamo de conhecimento. Quando se ensina, aprende-se, e quando se aprende é importante que se compartilhe. O conhecimento existe para ser compartilhado sempre e sempre. O saber sem ser transmitido é tão importante quanto uma pedra que não se move.

Não considero conhecimento aquilo que é guardado para si.

Lembro da primeira professora que eu tive. Eu era apenas uma criança. Lembro também que eu andava por média de uma hora e meia para ir e uma hora e meia para voltar, lá no interior do estado de Alagoas. Subia ladeira e descia ladeira, quer fosse debaixo de chuva ou de sol. Mas, por outro lado, quando eu chegava lá Maria de Lourdes, a professora, estava nos esperando, e tantas vezes ela pegou em minha mão para me ensinar a escrever, e com todo o carinho.

Talvez seja por isso que até hoje eu acredito seriamente que o estudo é um dos melhores caminhos que pode nos levar ao sabor da existência.

Com o meu pai aprendi o sabor das palavras. E com a minha mãe saboreei a poesia nas múltiplas faces das palavras adentrando os meus ouvidos quando criança.

Importante não é simplesmente colher o fruto. Nunca esqueçam que se não plantarmos a semente, nem esperança é possível ter para colher os frutos um dia.

Fica aqui o meu mais sincero respeito por todas e por todos professores e professoras.

Adenildo Lima

domingo, 12 de outubro de 2014

Entrevista exclusiva de Lula a Mino Carta

Assista a primeira parte da entrevista exclusiva de Lula, concedida no último dia 10 de outubro. O ex-presidente fala de Dilma, de como o Brasil se libertou do FMI, da ascensão social da população e da disputa de projetos que está em jogo nas eleições 2014. 


Assista a segunda parte da entrevista exclusiva de Lula, concedida no último dia 10 de outubro. Neste bloco o ex-presidente fala de universidades, cotas, Dilma, de como o Brasil se libertou do FMI, da disputa de projetos que está em jogo nas eleições 2014 e do problema das elites com pobres nos aeroportos. 


O Ser Criança

Ser Criança é o desejo maior de todo Ser Humano. E Ser Humano é nunca perder a essência do Ser Criança. Um dia podemos até esquecer o nome das flores, mas nunca devemos esquecer e desaprender de apreciar a essência delas.

Adenildo Lima

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Palestra: A Arte, a Cultura e o Artista no Século 21

A palestra foi proferida no dia 27 de setembro de 2014, no Ateliê Daki e Expressão Cultural Periférica (ECP), no Grajaú, São Paulo, SP.




Mais fotos, acessem:

A ARTE, A CULTURA E O ARTISTA NO SÉCULO 21 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Palestra: A literatura infantil dentro da brinquedoteca

A palestra foi proferida no dia 18 de setembro, na Universidade Anhanguera, Campo Limpo, SP, para os estudantes do curso de Pedagogia, no período da manhã.





Mais fotos, acessem:


Adenildo Lima


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

FOTOGRAFIA

Fotografia: Composição: Adenildo Lima e Diego Muñoz:

Acessem o link abaixo e ouçam:

FOTOGRAFIA: Composição - Adenildo Lima e Diego Muñoz

Adenildo Lima

sábado, 23 de agosto de 2014

I FESTIVAL DE POESIA DE SÃO PAULO

O meu poema FÁTRIA, ÁFRICA BRASIL está participando do I Festival de Poesia de São Paulo. Confiram:

http://correspondenciapoetica.com.br/festival-de-poesias/96-fatria-africa-brasil.html


Comentem, curtam, compartilhem. Conto com vocês...

Adenildo Lima

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Folhas de relva

O importante da vida é amar, disso não tenho dúvida. Se eu amo Lílian? É claro que sim! Lembro cada segundo que estivemos juntos. Na primeira vez que nos encontramos, ela chegou acompanhada com duas amigas. Olhou para mim e disse: Prazer, Lílian. Igualmente, respondi. De relance ela me olhou com toda atenção e  perguntou: O que você estava lendo?  Um poema, falei. De quem? Walt Whitman, disse.

Seguimos caminho, foi possível perceber que ela não conhecia esse poeta. Sentiu vontade de perguntar, mas teve vergonha, acredito. Lílian tinha no olhar o acalento e um sorriso doce que me acolheram. Era sensual. E a beleza mais bela de uma mulher é ela saber ser sensual; é ela ser sensual. A sensualidade feminina transmitida através de sua linguagem corporal é um poema solto da página de um livro sendo levado pelo bailar do vento.

Entre uma conversa e outra, perguntou: Em que você acredita? No amor, falei. Ficou calada. Sem amor, Lílian, a vida não tem gosto, não tem sabor, o importante da vida é amar. Ela riu. E no seu riso tinha a felicidade transmitida através do encanto formado em sua face.

Sim, como posso esquecer Lílian?

Tudo foi tão maravilhoso entre nós. Depois do primeiro encontro nos encontramos mais umas cinco vezes. Recordo cada segundo, cada momento. Tenho guardado em mim a noite que dormimos juntos. O primeiro beijo transladado como se nossos corpos estivessem flutuando. Sim, o importante da vida é amar, disso não tenho dúvidas.

Sei que alguns falam que durou pouco tempo. Mas o que é o tempo? Quando se ama um segundo é a eternidade mais visível que podemos enxergar.

Sim, eu continuo amando Lílian, não importa o que aconteceu. Não importa se já não estamos mais juntos. O importante é que nos amamos enquanto estivemos juntos. O que importa é que aproveitamos cada sorriso, cada olhar. O que importa é que permitimos que além dos nossos corpos, as nossas almas se abraçassem e se amassem intensamente.

Percebe-se que se ama quando dois olhares se abraçam no silêncio mais íntimo da existência.

Adenildo Lima

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Perguntas de criança

Natália era apenas uma criança e ainda era muito nova para entender as decisões tomadas por muitos que detém o poder. Mas ela perguntava e, em muitos momentos, nem os ditos mais sábios sabiam responder.

Por que odiar se podemos amar?

Por que a guerra se todos desejam a paz?

Por que a inveja se juntos podemos fazer bem mais?

Por que a arrogância se apenas um olhar carinhoso transmite tanta felicidade?

Natália era apenas uma criança perguntando aos adultos. Por que nós adultos esquecemos ou desaprendemos a sabedoria do ser criança?

Adenildo Lima

sábado, 9 de agosto de 2014

BATE-PAPO E MEDIAÇÃO DE LEITURA NA INAUGURAÇÃO DA BIBLIOTECA

Inauguração da Biblioteca Comunitária Fé e Alegria, Grajaú, SP





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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Formatura dos estudantes do curso de Letras

Formatura dos estudantes do curso de Letras da Universidade Ibirapuera, Unib, onde leciono.

Eu e Valdirene Ribeiro. 01 de agosto de 2014. Parabéns

quarta-feira, 9 de julho de 2014

O nosso Brasil não pode ser apenas o país do futebol

Não. Não vou falar do país do futebol. Sim, vou falar do Brasil visto no olhar das pessoas, na poesia do sorriso de cada uma. O povo brasileiro é acolhedor. O povo brasileiro é alegre. O povo brasileiro é sofrido. O povo brasileiro sonha, e mesmo depois de quinhentos e poucos anos de existência acredita que pode estar entre os países ditos de primeiro mundo. E já deveríamos estar há séculos – na educação, na arte, na cultura.

O Brasil também é o país do futebol, sim. Tem cinco títulos e hoje se encontra entre os quatro melhores do mundo. Mas, por outro lado, o Brasil precisa deixar de ser o país do futebol apenas. Não é com as pernas que se sobem as escadas. Todo o nosso corpo é movido pelo cérebro, pelo sangue que corre nas veias fazendo bater o coração. Precisamos ficar entre os quatro melhores do mundo na educação. E como já seria maravilhoso!

Vivemos num país que nos últimos anos já tirou da miséria milhões de brasileiros. Que, aos poucos, já conseguiu colocar nas universidades milhões de homens, mulheres e jovens. O Brasil de hoje caminha para ganhar a taça do mundo, ao começar a acreditar que se não investir na educação seremos sempre os últimos. O nosso Brasil está sendo aplaudido no mundo todo pelo espetáculo mundial organizado aqui. O Brasil não pode chorar por ter perdido a semifinal da copa do mundo. E pode, quem disse que não?

O futebol brasileiro é alegre, é espetacular, mas é um jogo. E jogo se ganha e se perde. Observei as lágrimas das crianças, em desespero ao presenciarem a derrota da seleção brasileira. Nós precisamos aplaudir uma criança que chora sim, pois elas estão acreditando e querendo um país vencedor. E nós precisamos falar para essas crianças que todos os países do mundo só venceram mesmo quando acreditaram na educação, na arte, na cultura. E essas crianças sim, precisam saber disso.

Observei também as lágrimas de alguns jogadores, entre eles o David Luiz. É claro que eles queriam dar um pouco de alegria para todos nós brasileiros. Precisamos entender que eles fizeram a parte deles. Fizeram sim! É ruim perder? Depende. Tudo ou quase tudo tem seu lado bom. Eu também assisti a todos os jogos, e torci. Queria que aqueles meninos levantassem a taça. E eles acreditaram que podia. Por outro lado, parece que nós brasileiros queríamos que eles se sentissem na obrigação de ganhar e ganhar como se eles fossem responsáveis por um grito de felicidade em nossas vidas. Muita responsabilidade para os jovens jogadores.

A emoção foi forte, a torcida aplaudiu, cantou o hino. Sentiu-se orgulhosa. David Luiz chorou. Chorou um choro de quem deu tudo o que tinha, tudo o que podia. O técnico Luiz Felipe Scolari trouxe a responsabilidade da derrota para si. Ele sabe que esses jovens que tanto acreditaram que podiam ganhar a copa jogando em casa vão sofrer por muito tempo, a tal pressão.

A sociedade não gosta de quem perde. E isso não é bom. Precisamos aprender a valorizar o ser humano em sua essência humana. Não podemos ficar esperando que a nossa alegria sempre venha do outro ou dos outros. Que tal aprendermos a fazer a leitura de um livro para as nossas crianças? Que tal lermos um pouco de poesia todos os dias?

Precisamos sim, lutar para sermos o país que fique sempre entre os primeiros na educação no mundo. Precisamos sim, aprender a valorizarmos os nossos escritores, os nossos professores, os nossos artistas. Precisamos ler. Precisamos ter o esporte sim, em suas diversas categorias. Precisamos sim, valorizar o esporte nacional.

Mas, aqui entre nós, precisamos urgentemente de educação e um pouco mais de poesia.


Adenildo Lima

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Saudação de bom dia

O dia amanhece, em algum lugar do nosso Planeta alguém ama e é amado. O dia corre lentamente no olhar das pessoas que amam. Amar é ter tempo para saborear o gosto, mesmo que seja amargo ou doce da vida. 

A vida se abraça e se enamora nos braços e abraços transmitidos através dos olhares das pessoas que amam. Quando se ama, um simples olhar é o suficiente para transmitir um pouco de felicidade para a outra pessoa, mesmo que ela seja desconhecida.

O amor escorre pela essência dos olhares apaixonados; pela vida. Viver é tudo o que nos resta, e amar é tudo o que pode fazer valer a pena a nossa existência.


 Amar é ter tempo para saborear o gosto, mesmo que seja amargo ou doce da vida.

adenildo lima

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Ser Humano

o ser humano não deve falar o que pensa. deve pensar para falar. isso torná-o humano.

Adenildo Lima

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Exposição de João Paulo de Melo encanta e emociona

                     
DESCRIÇÃO DA OBRA:
João Paulo de Melo
Sem título, 2014
Óleo sobre tela
70cmX100cm

  
Eu era apenas uma criança no agreste nordestino, lá em Pernambuco, peguei uma lâmina de barbear do meu pai, cortei uma madeira e fiz uma escultura, esse foi o meu primeiro contato com a arte e nem imaginava que hoje pudesse estar recebendo o carinho de tantas pessoas prestigiando o meu trabalho, é emocionante.”, diz o artista.


O artista plástico João Paulo de Melo, natural de Jurema, Pernambuco, domiciliado em São Paulo há um pouco mais de dez anos teve, na abertura de sua exposição Invenção Contemporânea do Ser, no sábado, 7 de junho, na rua Pascal, 1127, Campo Belo, SP, próximo ao aeroporto de Congonhas, o reconhecimento merecido das pessoas que compareceram. Foi possível ver no olhar de cada uma o sentimento de emoção com a beleza retratada pelas mãos do artista em cada tela. E muitas delas disseram que estavam diante de um dos maiores artistas plásticos desse século.


No texto de apresentação o curador da exposição, Ivan Lima, foi claro ao escrever: “Muitos irão dizer que o artista plástico João Paulo de Melo tem influências de Picasso e Salvador Dalí, ou seja, do cubismo e do surrealismo. Também irão dizer que o quadro da mulher que segura uma máscara nas mãos, que está na capa do livro “A parteira”, do poeta Adenildo Lima, faz lembrar Abaporu, de Tarsila do Amaral. Estas coincidências são apenas um ato da nossa memória de buscar algo na história para poder explicar o presente. A verdade é: João Paulo de Melo é um artista de múltiplas facetas”.


Sim, João Paulo de Melo, realmente, é um artista de múltiplas facetas e, além de tudo, um jovem de coragem, pois assim como muitos nordestinos que chegam a São Paulo e passam por diversas dificuldades, não foi diferente com ele, trabalhou de auxiliar de limpeza, porteiro, entre outras funções, até o momento que decidiu largar tudo para se dedicar exclusivamente à arte.


João Paulo de Melo é autodidata e, por outro lado, domina a técnica das artes plásticas com maestria. É, sem sombra de dúvida, merecedor dos aplausos e do reconhecimento que vem recebendo na cidade de São Paulo, inclusive com a literatura, ao ter duas de suas obras nas capas do livro A parteira, supracitada, e Varal, da poeta Maria Vilani.


Ao ser perguntado qual foi o primeiro contato que ele teve com a arte, emocionado diz: “Eu era apenas uma criança no agreste nordestino, lá em Pernambuco, peguei uma lâmina de barbear do meu pai, cortei uma madeira e fiz uma escultura, esse foi o meu primeiro contato com a arte e nem imaginava que hoje pudesse estar recebendo o carinho de tantas pessoas prestigiando o meu trabalho, é emocionante. Espero poder, através da arte, despertar nas pessoas a sensibilidade humana nesta invenção do Ser da obra de arte.”

A exposição fica até o dia 19 de julho, aberto ao público das 11h às 16h, de segunda a sábado, conforme convite:


Mais fotos, acesse: INVENÇÃO CONTEMPORÂNEA DO SER


Adenildo Lima

segunda-feira, 9 de junho de 2014

INVENÇÃO CONTEMPORÂNEA DO SER

A exposição, Invenção Contemporânea do Ser, do artista plástico João Paulo de Melo, ficará até o dia 19 de julho. Aberto para visitação das 11h às 16 h, de segunda a sábado, conforme convite abaixo:

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Exposição: Invenção Contemporânea do Ser

"E, para sentimo-nos parte desse mundo da obra de arte, criado pelo artista plástico João Paulo de Melo, é necessário transcendermos o cotidiano adentrando em cada quadro experimentando o mundo do Ser."

Ivan Lima
Curador

Estão todos convidados...

Adenildo Lima

terça-feira, 27 de maio de 2014

Sai resenha sobre A parteira no site Homo Literatus

Homo Literatus, um dos sites mais importantes de crítica literária, publica uma resenha sobre o livro A parteira, do poeta Adenildo Lima. Confira!

"A parteira é um grito e um silêncio, é essa paradoxal verossimilhança da realidade de um país onde, de um lado é latente a dor escorrendo pelo esconderijo em tom vermelho do nosso agreste e, do outro, é como se fosse uma nódoa no tom de um conto de fadas onde se acredita em fantasias criadas, mas não se crê em verdades cruas." [Márcio Ahimsa]

RESENHA COMPLETA, ACESSE O LINK ABAIXO:

http://homoliteratus.com/parteira-poeta-adenildo-lima/


Adenildo Lima

domingo, 18 de maio de 2014

O copo e a água - literatura infantil

Com a primeira edição, 2009, de vinte mil exemplares, completamente esgotada, estamos trabalhando para uma segunda edição. Este foi o meu primeiro livro publicado. Capa e contracapa: 



Adenildo Lima

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Alagoas 24 horas - Escritor alagoano lança livro em São Paulo

Confiram a Matéria no jornal Alagoas 24 horas, sobre o lançamento do livro A parteira, em dezembro de 2013.

LINK:
http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vEditoria=Cultura&vCod=172717

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A produção literária para além dos eixos convencionais

Confiram a reportagem que fala um pouco sobre mim, na Plataforma do Letramento:

A arte é universal e não possui rótulos. O mesmo indivíduo que produz literatura no bairro do Grajaú, em São Paulo, produzirá também literatura se estiver na Holanda, por exemplo. Eu nasci no estado de Alagoas, mas hoje faço literatura na cidade de São Paulo. Como chamar a literatura que estou produzindo?”, questiona Adenildo.

Acessem a reportagem na íntegra: 

http://www.plataformadoletramento.org.br/em-revista/557/a-producao-literaria-para-alem-dos-eixos-convencionais.html







Adenildo Lima

quinta-feira, 1 de maio de 2014

SARAU POÉTICO


Apresentações do SARAU POÉTICO: Maria Vilani, Diego Muñoz e Adenildo Lima, em quatro Bibliotecas das Fábricas de Cultura, SP, realizadas no mês de abril, 2014.

As duas fotos primeiras são na Biblioteca da Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha, no dia 29.04.14.




As duas fotos seguintes foram na Biblioteca da Fábrica de Cultura Jaçanã, no dia 25.04.14




As duas fotos seguintes são na Biblioteca da Fábrica de Cultura Jardim São Luís, no dia 16.04.14



E as duas últimas fotos foram na Fábrica de Cultura do Capão Redondo, no dia 09.04.14



Link para acesso ao facebook do SARAU POÉTICO:

sábado, 26 de abril de 2014

pós-modernidade

hoje
descobri
que já não sou mais democrático
sou
na verdade
pós-moderno
e saiamos
pós-modernizando
a democracia

adenildo lima

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Água de chocalho

O romancista Benedito Ramos presenteia-nos com um livro que leva o leitor aos lugares, ainda hoje, esquecidos, ou não vistos pelo Brasil. Até parece um outro país dentro do nosso. Mas não é. É o Brasil que eu conheço tão bem. O Brasil representado na lágrima de uma mulher, no ato do estupro, que obriga a própria vítima a ficar calada para não ser vista como culpada ou até mesmo perder a vida. E isso não acontece apenas nos confins do Estado de Alagoas, cujo lugar serve de cenário para o romance.

A menina tinha ficado calada sem coragem de contar-lhe o que aconteceu (...) Ele a dominou, a deitou na pedra quente, daquela manhã, e a estuprou. Depois tirou o revólver da cintura e a ameaçou.  – Se contar você morre (...) Você andou se enxerindo pra banda dele? – Eu não, mãe, eu nunca nem olhei para ele (...) Oh! Mãe eu não tive culpa. Tentei correr. Gritei. Chorei (...) Chore não minha filha que Deus é grande. Rapariga é que você não vai ser. Eu prometo (pp. 31,32).

Água de chocalho é um barulhento gritar de palavras dentro do nosso peito ao ouvir as vozes esquecidas ou não ouvidas de um povo. E palavras gritam, falam e fazem denúncias. Pois palavras não são apenas palavras quando, aos olhos de um leitor atento, percebe que a arte leva-nos a refletir diante das diversas mazelas vividas por uma nação, por uma época, num processo sócio-histórico. Doído é saber que no Brasil o sócio- histórico, representado pelas personagens desse livro, já faz mais de 500 anos, e continua até aos dias de hoje.



E as personagens que compõem Água de Chocalho sentem um desejo enorme de gritar, de falar, de serem ouvidas. Mas quem irá ouvi-las? Quem?

O romance de Benedito Ramos vai além da ficção, sem deixar de ser, é um registro artístico-cultural das variedades linguísticas do nosso idioma que, linguisticamente, é um dos mais ricos do mundo. É possível perceber que o autor se preocupa em reproduzir a cultura daquele povo, daquele lugar fictício, e tão real, através do falar de cada pessoa, ali, na ponta da língua de cada personagem, e no decorrer da própria narrativa.

O cenário de Água de Chocalho aparece para dizer ao seu leitor que o coronelismo continua tão forte e tão vivo no Estado de Alagoas, assim como o voto do cidadão e da cidadã que parece não ter nenhum valor, ou seja, é a arte rompendo fronteiras para dizer ao mundo que a corrupção na política brasileira se faz presente e existente não apenas em Brasília, mas, e principalmente, nos lugares mais desprovidos de educação. E o menos favorecido continua sendo mandado por quem detém o poder.

Era terra de Coronel Honório Paes, e isso o próprio fazia questão de avisar, mandando seus capangas guardarem o passadiço ou apregoar que a qualquer momento fechava o arame. Era uma humilhação para quem se fazia coronel ter, também, de precisar daquela água para sua família (...) E pelo mesmo motivo que Deusdete chorava na cozinha enquanto mexia umas favas secas numa panela rota (P.15).

Já na política, o voto vale um quilo de farinha ou uma moradia qualquer. E isso deixa claro que a fome em muitos lugares do nosso Brasil tem todo um significado.

O maior problema de Honório Paes não era eleger Chico Tibúrcio, mas encontrar a quantidade de vereadores para cumprir o quórum do munícipio. No caso do prefeito foi mais fácil, porque Nô Batista, devidamente orientado por Honório, registrou-se num partido de oposição. Seria o concorrente laranja para permitir a legalidade do sufrágio (...) O resto foi buscar em outros munícipios, dando casa e comida até a vitória do candidato (pp. 67,68).

Benedito Ramos constrói a sua narrativa num cenário e com personagens tão vivos e tão reais para quem conhece um pouco da realidade brasileira. Sim, é sabido que ficção é ficção, mas, por outro lado, a arte existe para fazer com que muitos vejam o que parece visível e, ao mesmo tempo, tão invisível aos olhos da grande maioria.



O livro é repleto de essência poética, que nos leva do início ao fim através da leitura, fazendo-nos esquecer que o tempo passa, pois o tempo, no momento em que estamos lendo Água de Chocalho, torna-se mais precioso. 

Ler Agua de Chocalho, fez-me lembrar e relembrar a minha infância e adolescência no interior do Estado de Alagoas. Aquela infância com os pés descalços pisando na terra seca. Aquela infância e adolescência que presenciaram, nas épocas eleitorais, políticos levando um quilo de feijão para comprar votos. E, aqui, se faz presente na narrativa desse romance que eu tive a honra de receber de presente um exemplar do próprio autor.

Merecidamente, Água de Chocalho é um livro premiado. Em 2011 ganhou o prêmio LEGO de Literatura, em Alagoas. Foi publicado pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos: EDUFAL, 2013.  Também faz parte de uma trilogia, conforme o texto que compõe as orelhas: “Água de Chocalho é o segundo livro da ‘Trilogia Querenciana’, que se inicia a partir de ‘Doce de mamão macho’, publicado em 2006”. E de acordo com o autor, o terceiro em breve estará pronto.

Agora, cabem a vocês, amigo leitor e amiga leitora, que ainda não leram uma obra de Benedito Ramos...

                              ... Água de Chocalho será um excelente começo.

Adenildo Lima


Informações adicionais:

 Autor: Benedito Ramos
ISBN: 9788571777040
Edição: 1
Ano: 2013
Páginas: 146
Disponibilidade: Em estoque 
Preço: 25,00

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Entrevista com o autor e mais informações sobre ele:

ENTREVISTA - 1ª PARTE

ENTREVISTA - 2ª PARTE