quinta-feira, 11 de abril de 2013

as flores no asfalto vistas no olhar de cada um que passa

o que é a arte? pobre de mim que faço esta pergunta. se não sou capaz de vivê-la, por que questionar? são necessários os questionamentos; precisamos observar as crianças: elas são tão inteligentes! perguntam mesmo, elas sabem que precisam conhecer para viver. mas, afinal, o que é a arte?

se algum dia alguém me perguntar qual é o papel do artista, responderei que o papel do artista é fazer arte. agora se me questionarem o motivo de o artista ir ao palco. a resposta é muito simples: feliz do artista que como ser humano consegue os aplausos do público.

a arte é algo solitário, por mais incrível que pareça que não, é. para quem faz arte eu acredito que seja algo muito íntimo, muito profundo em seu silêncio ou grito no abraçar com a essência solta ou presa no ar. a arte, pode até não parecer, é um grito de dor ou de amor no despertar da alma de um sobrevivente que caminha sobre flores, espinhos e pedras.

e como é difícil saber o que é arte. definir, em alguns momentos, é resumir. é óbvio que existem pessoas criativas e existem artistas. talvez a diferença de ser artista com a de ser uma pessoa criativa esteja no inexplicável: para alguns, o artista nasce. para outros, a criação se adquire.

o papel do artista é fazer arte. e quando possível, vivê-la. mas cada um vive de acordo com sua maneira, com o seu jeito de ser. alguns conseguem compor e cantar. outros, apenas compõem. e outros, apenas cantam. a arte é infinita nesse mar profundo chamado existência.

já as flores têm a essência conforme os sentidos de cada um... 

 adenildo lima


2 comentários:

Maria josé Leitão disse...

Gostei de tudo o que li. Já li várias postagens suas e, na verdade, fiquei a saber que você é um sonhador e uma pessoa de bem. Que gosta de falar de amor na grande maioria dos seus textos. É um poeta e...está tudo dito! Neste seu texto sobre a arte, encontrei algo que eu já havia pensado sobre mim. Sou artista, mas na verdade não o fui sempre. Vivi aprisionada e limitada pela vida que tinha e escolhi durante algumas décadas. Só quando percebi que vivia aprisionada e quase a asfixiar, caí fora e fui à procura do meu caminho. Felizmente, encontrei-o de imediato e não perdi tempo. Hoje faço da minha arte, o meu maior motivo para sorrir. Pinto nos rostos das pessoas, especialmente nos olhos, o que me faltou durante muito tempo. Faço da minha arte, o meu grito de liberdade e tento expressar nela todo o amor que tenho para dar. Na escrita, encontro a minha paz, pois em cada palavra que escrevo vai junto um alívio da alma. Em suma, faço apenas o que me dá prazer, porque o faço com amor. Achei muito interessante o seu blog, de forma que fui procurar saber mais sobre você. Encontrei sua página no facebook e a da sua editora (Editora da Gente) também. Parabéns e muitas felicidades na sua vida. Vou espreitando as suas escritas a partir de agora.

Anônimo disse...

Obrigado, Maria, pelo carinho. Obrigado mesmo...

Adenildo.