quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O ato de escrever

Amigo leitor, para escrever, antes de tudo é preciso amar. E muito! O amor é algo indispensável na vida de todos nós; ou deveria ser. A escrita é algo íntimo do autor consigo mesmo. E é também um ato de coragem. Sim, é sabido que muitos escritores escrevem para ganhar dinheiro. E eu digo que feliz do autor que consegue sobreviver com o dinheiro da escrita. E acrescento que é infeliz o autor que escreve apenas pensando em ganhar dinheiro. Pode parecer estranho, mas o amigo leitor com certeza entende o que estas linhas dizem por detrás das palavras. E talvez ele nem seja um autor infeliz. Só que para ser escritor precisa de algo mais: é necessário amar o ato de escrever.

Escrever, amigo leitor - isso é, se eu tiver para este texto que estou escrevendo - um amigo leitor, ou um leitor amigo para lê-lo. Sim, retomo ao que iniciei neste parágrafo. Escrever é uma maneira de poder comunicar-se com o mundo, mesmo que o mundo seja apenas aquele do próprio autor. Quando escrevemos, a nossa alma sente um alívio e um prazer inexplicável que só quem escreve pode senti-lo, pois o segundo a sentir, ou talvez não, é o leitor; isso é quando o escritor tem a sorte de ter um deles.

Mas o que é gostoso da escrita "sem a responsabilidade" de publicar em uma página de jornal, por um determinado valor, é justamente a liberdade de não se prender aos detalhes, já que o único detalhe é escrever um bom texto. E para ser um bom texto não quer dizer que precise das normas determinadas por uma gramática ou por muitos que acreditam ser escritores. Escrever precisa ter alma. Sim, o texto precisa ter alma. E para ter alma é preciso ter essência.

Pois é, amigo leitor e amiga leitora, a escrita é algo assim: queria escrever mais, mas o texto acaba de dizer que já concluiu para este momento.

Carinhosamente,

adenildo lima.

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