segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Absinto

Na janela do destino
há uma rua sem tamanho – meu bem.
Aonde espero que a promessa me chegue
como derradeira instância.
Cumpro com o tempo
meus compromissos,
deito na calçada minha alma lavada
das sobras do dia – calos e brios.
Na janela, sem menino,
o vento dobra a esquina,
escolhe em estranhos
o apreço inesperado de receber saudação.
A saudade é um horizonte
espremido na fresta de um olhar
onde guarda, cedo, fotografias
em tons de amarelo.
Na janela, o absinto
la de fora invade o peito
cheio de clausura para despertar
invernos para o amanhã.

Márcio Ahimsa

http://tecerpalavras.blogspot.com.br/2012/12/absinto.html 

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