sábado, 23 de junho de 2012

Um diálogo educativo

- Professora, quanto que eu tirei na prova?
- Ainda não corrigi, menina.
- Nossa, a senhora nem sabe o meu nome?
- E você, sabe?
- Ah, professora...
- Pois é, para quem tem seiscentos alunos fica difícil de saber o nome de todos. E como eu gostaria de saber, de chamá-los pelo nome, de conhecê-los um pouco mais...
- Desculpa, eu compreendo a Senhora. Mas o que deixa a educação nessas condições?
- É difícil explicar o que já é visível.
- Agora lembrei, a senhora já tratou desse assunto, com outras palavras... mas será que eu vou passar na sua prova?
- Sinceramente, posso dizer para você que a prova não é o único meio para avaliar um estudante; eu nem gostaria de tê-la, mas...
- Então eu vou passar? É que eu quero fazer faculdade, profa.
- Fique tranquila, aluna igual a você não pode ser avaliada apenas por uma prova: você é participativa, faz todos os trabalhos, frequenta as aulas..., como poderia ser reprovada?
- Dona Márcia, muito obrigada.
- Dona Márcia?! Você sabe meu nome?
- É claro, né, fessora? É que normalmente nós não chamamos os nossos professores pelo nome. Professores e Professoras são como pais e mães, dificilmente chamamo-os pelo nome.

A professora riu, abraçou-a e saiu pensando na possibilidade de um dia o professor poder trabalhar com situações favoráveis, com menos alunos em salas de aula, com recursos e com uma carga não tão exaustiva.

adenildo lima

Nenhum comentário: