quinta-feira, 24 de maio de 2012

Cerejeiras

Um passeio num lugar qualquer, as imagens que vêm e que vão; a juventude relembra a velhice, a velhice abraça a juventude. Um olhar triste, outro alegre; a esposa não veio, o esposo também não; uma criança chora no olhar de alguém que ama. O som suave do violão movido pelos dedos de uma jovem menina traz alguma esperança para o lugar triste e solitário. Viver passa a ser um momento difícil, as folhas caem, as flores perdem os espinhos; e flores sem espinhos não são flores. A mulher está grávida; o homem trabalha 24h. por dia e já nem sabe como será pai, mas a estrada é infinita; a solidão abraça a madrugada, os cachorros latem e tantas dúvidas constróem o cenário: cenário de amor. E amor não rima com dor. São duas palavras com lugares diferentes no olhar de quem contempla a vida no dia a dia.

Mas o sorriso dela com aquele jeito de criança apaixanoda é o que move seu caminhar...

adenildo lima.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Thaeme e Thiago - Ai que dó!


Encontro marcado

Antes de encontrar Maria, preciso da calmaria que me move.

adenildo lima

terça-feira, 15 de maio de 2012

Incógnita

A vida é uma incógnita. Uma notícia de alguém que nasce, outra de alguém que, talvez possamos dizer, renasceu; já que o fim é sempre um começo. Para quê? Não sei. No dia a dia aprendi a conviver com a vida pelos momentos vividos: o presente, o hoje, o agora. Amigos se vão, namoradas se vão; tudo se vai. A morte é a separação de algo. Já a vida é o que nos resta. Em alguns momentos as lembranças; noutros, o esquecimento de não querer lembrar mais.

Não sou adolescente, e isso não quer dizer que eu não seja jovem, mas os meus pensamentos não são mais de adolescente. Não tenho esperança de mudar o mundo. Se eu conseguir fazer uma mudança, para melhor, na minha vida e na vida das pessoas que por aquele momento se encontram comigo; já mudei um monte de mundos.

Eu vejo a morte em muitas coisas, assim como vejo a vida: uma criança que nasce pode ser a vida para um e a morte para outro. A morte de alguma coisa sempre acontece: o casamento, por exemplo, é um tipo de morte e de vida. Como?! Não sei! Não tenho a resposta das coisas; já é difícil vivê-las, imagine ficar respondendo-as!

Agora algo eu preservo na vida: procurar cumprir com as minhas palavras, pois elas dizem um pouco do que eu sou...

adenildo lima

sábado, 12 de maio de 2012

Cazuza - Show no Teatro Ipanema 1987


http://www.youtube.com/watch?v=oUJCYBxzZlQ

sábado, 5 de maio de 2012

O ser humano está condenado à solidão

O filósofo francês, Jean-Paul Sartre, um dia disse: "O homem está condenado a ser livre". E eu digo: O ser humano está condenado à solidão". Não falo da solidão solitária, falo da solidão presente, da solidão sonhada e tão desejada; principalmente nos dias atuais; a solidão consigo mesmo! Estamos aos poucos, e muito depressa, nos tornando máquinas. Somos mais máquinas do que gente. E gente aqui se refere a sensibilidade humana. O trabalho dos tempos pós-modernos escraviza a humanidade, fazendo-a ser solitária de si mesma: um celular que toca a todo o momento para tratar de temas da empresa, muitas vezes no momento mais sagrado, aquele do descanso.

O ser humano sonha com tantas coisas: sonha em ter uma casa, uma família, uma vida; sonha em casar-se; e conheço tantos casados a ponto de explodir pela solidão, com a ausência da pessoa amada, do filho sonhado, não visível no filho tido. Uma multidão caminha rumo ao nada, e o nada é tudo o que resta para muitos. E conviver com a solidão parece que se faz necessário para suprir a própria carência do vazio dos sonhos um dia sonhados. O amor, muitas vezes, desfigura-se na face ausente de um olhar. E já não há mais significado para o amor; todos têm o seu próprio significado. A folha perdida, voando no infinito da imensidão, parece ter mais sentido do que o abraço das pessoas. E as pessoas são tão ausentes de si mesmas. E parece que tudo o que lhes resta é a solidão.

A solidão se faz presente nos corpos presentes de duas pessoas caminhando rua adentro, ou deitadas numa cama, quando o sexo já não faz mais sentido. E quando o sexo não faz mais sentido... a vida, as dores do dia, a labuta do caminhar perdem o sabor; e muitos passam a sonhar em viver a vida na imagem de um filho. Muitas vezes o filho sonhado nunca aparece. E ter um filho pode ser o início para a dedicação da própria vida vista na vida do outro; a solidão se faz necessária! E é por isso que a amo tanto, pois sei que só uma pessoa solitária seria capaz de escrever alguma coisa, já que o ato de escrever é também solitário, assim como a própria arte.

Viver parece que não faz mais tanto sentido...

Mas eu prefiro a solidão sozinha à acompanhada...


adenildo lima.