quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

labirintos de uma existência

quando a realidade se torna insuportável
(e quem disse que não é?)
a ficção é uma boa saída

adenildo lima

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Augusta

O tempo passa e eu não consigo esquecer aquela noite. Rua movimentada, vários bares e boates. Sorrisos felizes e tristes nos olhares dos transeuntes. E eu ali, sentado numa mesa de bar. Sim, estava sozinho. A solidão não é como algumas pessoas pensam, imaginam, ou vivem; eu gosto dela. Às vezes saio à noite só, justamente por achar melhor do que sair acompanhado. Uma cerveja, um aperitivo, uma música cantada ao vivo, uns casais se beijando, outros discutindo relação familiar, de trabalho..., e eu apenas observando, sem querer, é claro!

A noite era de sexta-feira, a madrugada se aproximava; e eu continuava lá. Já tinha bebido bastante. A moça cantava bem, inclusive cantou uma música que estava sendo bem apreciada pela crítica e pelo público, até lembro o nome: Não existe amor em SP. Pensei comigo mesmo, enquanto ela cantava: é um título bem instigante! Será mesmo que não existe amor nesta cidade?, fiquei me perguntando. É, talvez seja verdade, refleti. Em seguida olhei o relógio. Eram 3h da madrugada. Pedi a conta, levantei e saí. Lá fora sentei na calçada. As pessoas iam e vinham constantemente. Eu apenas observava, sem querer, é claro!

- Boa noite!
- Boa noite! - exclamei meio assustado, ao olhar a moça.
- Sim, boa noite. Por acaso ela está ruim para você, jovem?
- Não - respondi, sem dá muita atenção.

Ela riu e fez menção que ia sentar ao meu lado.

- Posso sentar ao seu lado?, perguntou ela.
- Pode, a rua é pública, respondi.
- Nossa! Você está zangado?, perguntou com um olhar doce e meigo.
- Não, respondi com um sorriso no olhar.

Olhei o relógio, já marcava três e meia. Ela perguntou se eu tinha horário marcado para voltar. Eu disse que estava esperando o horário do funcionamento do metrô. Ela riu. "Por que ri?, perguntei". Ela nada respondeu. Com uns cinco minutos depois falou:

- Você não tem carro?
- E você acha que eu iria dirigir bêbado?
- Nossa! Você é certinho. Vamos entrar para beber mais uma cerveja?
- Eu nem te conheço, falei.
- Prazer, Augusta, apresentou-se ela, toda à vontade.
- Augusta?!, perguntei sem querer acreditar.
- Na verdade é Maria Augusta, mas gosto que me chamem de Augusta.
- Ah, Augusta...

Levantamos e descemos rua abaixo. Entramos num barzinho logo na frente. Estava calmo. Uma jovem cantava com seu violão. Augusta perguntou se eu gostava de música ao vivo. Respondi que sim. Ela riu, dizendo que já tinha percebido. Eu também ri. E brindamos. Parecia que já nos conhecíamos há anos. Ela muito simpática, com seus cabelos longos por cima dos ombros. Media um metro e setenta, talvez. Vestia um vestido quase transparente, deixando as curvas de seu corpo visível e calçava um chinelinho que a deixava bem à vontade.

- Desculpa, mas você faz o quê?, perguntou.
- Pra que saber o que eu faço, Augusta?
- Desculpa.
- Tudo bem, eu trabalho num banco, respondi.
- Deve ser um porre trabalhar em banco, né?
- Depende.
- Como depende?
- Ah, Augusta, tudo depende, né? Nem tudo é bom ou ruim cem por cento. E você faz o quê?
- Sim, concordo. E o seu nome?, perguntou ela, como que querendo sair da minha pergunta.
- Paulo, respondi. E ela entrou noutro assunto inteiramente diferente. Percebi que não queria dizer em que trabalhava.

Entre uma conversa e outra o dia amanheceu. Augusta disse que precisava ir embora. Pedi o contato dela. Ela disse que não iria me passar. Insisti! Ela disse não!Perguntei se ela aceitaria o meu. Respondeu que sim. Passei meu e-mail. Nos abraçamos e, ali, nos separamos. A imagem de Augusta ficou na minha memória. O tempo passa e eu não consigo esquecê-la. Não sei de onde ela veio, para onde ela foi. E em alguns momentos acredito que ela ainda vai me escrever.

adenildo lima

Amor em 4 atos: Ela faz cinema; Meu Único Defeito Foi Não Saber Te Amar; Folhetim; As Vitrines.

Uma série inspirada nas músicas do cantor e compositor Chico Buarque. Abaixo seguem os linques:






adenildo lima

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

domingo, 15 de janeiro de 2012

Despedida drástica

O que você me falou tão pouco me trouxe importância. As suas palavras foram folhas soltas ao ar, sem nada para me dizer. A mim só resta respeitar. Sei que você é mesquinha. Veste aquele vestido vermelho querendo passar a imagem de uma princesa. Você não passa de uma criança mimada, sendo a filhinha do papai, crescida sem nenhuma identidade própria. O que você é? Saiba: tenho nojo até dos beijos que te dei, dos abraços que nos abraçamos e dos momentos em que desperdicei para conversar com você.

E aqui deixo as minhas felicitações pelo seu sepultamento: entre mim e você, senhorita K, não existirá mais nada!

Cordialmente,
Lucas Andrade.

adenildo lima

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Brasil : dois negros assassinados para cada branco, revela Mapa da Violência

"O Mapa da Violência revelou que cerca de 1,1 milhão de brasileiros foram assassinados nos últimos 30 anos (de 1980 a 2010) no país, em um processo de disseminação da violência no qual cidades do interior já ditam o ritmo de crescimento dessas taxas".

As taxas de homicídio no Brasil no ano de 2010 foram em média duas vezes maiores para vítimas de cor negra em comparação aos homicídios contra brancos. O número consta do Mapa da Violência 2012 divulgado no dia 14 de dezembro em São Paulo pelo Instituto Sangari, que considerou estatísticas dos ministérios da Saúde e da Justiça e se valeu, por exemplo, de documentos como certidões de óbito e boletins de ocorrência.

Além da diferença estatística de assassinatos, a pesquisa mostra ainda que as taxas vêm reduzindo em relação a brancos, nos últimos dez anos, enquanto que, para negros, elas têm crescido.

Na média nacional, em 2002, o mapa aponta uma taxa de 20,6 assassinatos de brancos, a cada 100 mil habitantes, e de 30 para negros. Em 2010, esse índice cai para 15 homicídios de vítimas brancas, mas sobe para 35,9 entre as pessoas negras.

O mapa, que teve divulgada sua 12ª edição desde 1998, fez um levantamento dos homicídios dos últimos 30 anos (1980 a 2010), com detalhamento das taxas de assassinato na década passada.

Conforme a pesquisa, Paraná, Rondônia e Mato Grosso encabeçam a lista de homicídios brancos, respectivamente com as taxas de 39, 25,6 e 20,9 assassinatos por 100 mil habitantes. Já o Nordeste se destaca nas taxas de homicídio contra negros: Alagoas e Paraíba apresentam uma escalada desde 2002 para, em 2010, apresenta-las proporcionalmente 20 vezes maior ao das vítimas brancas. Em AL, a taxa é de 84,9; na PB, 58,8.

Para o coordenador da pesquisa e diretor de pesquisas do instituto Sangari, o sociólogo Julio Waiselfisz, os números revelam também aspectos econômicos.

“Morte de brancos é menos visível na mídia, mas seu menor número pode ser atrelado à privatização do sistema de segurança --quem pode pagar, acaba usufruindo”, disse.

Estados como Pernambuco, Distrito Federal e Sergipe também são mostrados como aqueles em que os homicídios contra negros são mais altos. Para os pesquisadores, o dado é “preocupante”, ainda mais considerada tendência de alta.

Confira a publicação na íntegra na Biblioteca do Portal ANDI.

Mais de um milhão de assassinatos
O Mapa da Violência revelou que cerca de 1,1 milhão de brasileiros foram assassinados nos últimos 30 anos (de 1980 a 2010) no país, em um processo de disseminação da violência no qual cidades do interior já ditam o ritmo de crescimento dessas taxas. Com o aumento da população nesse período, a taxa de homicídios, que na década de 80 era de 11,7 em cada grupo de 100 mil habitantes, passou para 26,2 em 2010 --um aumento de 124%.

"É como se uma cidade inteira tivesse sido atingida por uma bomba atômica", disse o coordenador da pesquisa.

Conforme o mapa, o forte processo de interiorização dos homicídios foi observado a partir do momento em que as taxas passaram a sofrer redução em capitais e regiões metropolitanas, na década passada, mas aumento de ritmo em cidades de interior.

Em 1995, por exemplo, enquanto nas capitais a taxa era de 40,1 homicídios em 100 mil habitantes e, no interior, de 11,7, em 2010 a taxa quase duplica no interior (22,1) e cai nas capitais (33,6).

"Em menos de uma década, se esse ritmo seguir, o interior deverá ultrapassar os grandes centros urbanos", disse Waiselfisz. Em coletiva na USP (Universidade de São Paulo), ele afirmou que os trabalhos foram feitos a partir de informações fornecidas ou disponibilizadas na internet pelos ministérios da Saúde e da Justiça, como certidões de óbito e boletins de ocorrência. O Estado em que os índices de homicídios são mais altos, de acordo com o mapa, é Alagoas, seguido por Espírito Santo, Pará, Pernambuco e Amapá.

O estudo aponta ainda que os 17 Estados que apresentavam as menores taxas de homicídio na virada do século tiveram aumentos significativos nesses índices, enquanto em sete outros Estados as taxas caíram. No ano 2000, os sete maiores tinham uma taxa conjunta de 45,6 homicídios em 100 mil habitantes, e os 17 menores, 15,4.

Homicídios no Brasil superam conflitos armados
O número de quase 1,1 milhão de brasileiros assassinados ao longo de três décadas é muito superior, por exemplo, aos 45 mil mortos em 36 anos de guerra civil na Colômbia e praticamente o dobro dos 550 mil assassinatos da guerra civil em Angola.

Os dados foram compilados no mapa, para efeito de comparação, e listam ainda conflitos armados como a luta pela independência do Timor Leste --na qual, em 26 anos, 100 mil foram mortos --e a disputa territorial-religiosa entre Israel e Palestina, na qual, em 53 anos (1947-2000), 125 mil foram assassinados.

"Considerando que não temos conflitos étnicos, políticos ou religiosos no Brasil, podemos dizer que se mata muito mais gente aqui do que em outros conflitos armados no mundo", reforçou o coordenador do mapa.

Capitais mais violentas
Pelo ranking das capitais, metade das que apresentaram as taxas de homicídios mais altas de 2000 a 2010 estão no Nordeste. A lista é puxada por Maceió (AL), com 109,9 homicídios por 100 mil habitantes, e que era a oitava em 2000. João Pessoa (PB), com 80,3, pulou da 13ª colocação para a segunda colocação (80,3).

Ainda entre as dez capitais, Recife (PE), com 57,9, é a quarta com mais assassinatos era o primeiro lugar na lista de 2000. São Luís (MA) é a quinta colocada, com 56,1, Salvador (BA) a sétima, com 55,5 (era a 25ª há 10 anos) e Belém (PA), com 54,5, é a oitava --era a 21ª em 2000.

Completam o grupo Curitiba (PR), sexta colocada, com 55,9, Vitória (ES), a terceira, com 67,1, Porto Velho (RO), em nono com 49,7, e Macapá (AP), décima colocada 49 homicídios a cada 100 mil habitantes.

Estados
No ranking por Estados, Alagoas aparece como o mais violento, com taxa de 66,8 homicídios por 100 mil habitantes. Na sequência vêm Espírito Santo (50,1), Pará (45,9), Pernambuco (38,8), Amapá (38,7), Paraíba (38,6), Bahia (37,7), Rondônia (34,6), Paraná (34,4) e Distrito Federal (34,2).

As unidades com as menores taxas, de acordo com o mapa, são Santa Catarina (12,9), Piauí (13,7) e São Paulo, que, com 13,9 homicídios por 100 mil habitantes, tiveram queda de 67% no índice em comparação a 2000.

(Fonte: UOL Notícias, em São Paulo).

sábado, 7 de janeiro de 2012

Arte

A música é a maior das artes
E a poesia é a mãe de todas...

adenildo lima

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Tua pele

Sim. Você pode até não acreditar, mas é verdade: toda esta paixão, este sentimento que sinto por ti, é por causa de sua pele. Ela me deixa fora de mim. Adoro acariciá-la com a ponta da língua, adoro beijá-la, senti-la adentrando minhas narinas com seu cheiro. Ela é suave, é doce, é salgada, é forte. Ah, teu corpo nu abraçado ao meu, cada segundo vale mais do que uma vida; para quem não sabe vivê-la. E quando nos beijamos, e quando nos amamos, e quando unimos nossos corpos em apenas um; hum, sua pele encostada e grudando em mim, faz-me mais eu. Sinto teus lábios, a pele dos teus lábios, mordo, carinhosamente, teu queixo, abraço-te, amo-te!

Tua pele é sagrada e me guarda os mais belos mistérios...

adenildo lima

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Joyce Jonathan

video
se lhe falta o desejo, sonhe!!!
se lhe falta o sonho, deseje!!!
e se lhe faltarem os dois:

AME!!!

adenildo lima

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2012

Mais um ano se passou, mas um ano chega: comemorações por todas as partes do mundo. Que todos façam o seu ano melhor!

FELICIDADES PARA TODOS NÓS!!!!!!!!!!

adenildo lima