terça-feira, 20 de setembro de 2011

Aniversário

Tenho quarenta anos, aliás, estou completando hoje. Casei aos 32. Separei-me aos 35. Se foi bom o casamento? Sim, não tenho nada que reclamar. Durou bastante, inclusive, 3 anos. Se não foi possível continuar, isso não quer dizer que deu errado, mas sendo sincera, não pretendo casar novamente, e isso não quer dizer que eu não sinta falta de um homem. Sim, sinto, mas sinto mais falta das paqueras. É bom ser paquerada. Quando eu era adolescente roubava milhões de olhares e palavras dos meninos aborrescentes querendo me conquistar. Eu até ficava com raiva, incomodada. Hoje, sinto falta, pelo o incrível que pareça. Sinto falta. Não sei se as minhas colegas vão concordar comigo, mas mulher gosta de ser percebida.

Neste momento estou sentada num banco de um parque. As pessoas vão e vêm fazendo exercícios. Fico lembrando do passado, aliás, as lembranças vêm a mim, fazendo-me recordar momentos felizes, e tristes também. Sim, como falei, tenho 40 anos, mas nunca consegui entender o que significa a idade, mesmo sabendo que ela é milagrosa, faz a gente amadurecer, a aprender a respeitar mais as diversidades e pensar um pouco mais em si mesmo. "Bom dia". É, bom dia aquela senhora diz, trazendo-me sorrisos. Ela deve ter 70 anos.

Não, não estou tão acabada assim, acredito que seja coisa de mulher ficar preocupada. Como os homens dizem: "Não olhamos o que você veste". E é verdade, mulher se veste para outra. É estranho? Pode até parecer estranho, mas é verdade.

Uma criança chora. Uma mãe se preocupa. E eu estou tentando entender o que significa a idade. E o parque continua sendo um lugar de diversão e exercícios.

adenildo lima

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