quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Esquizofrenia de uma madrugada de amor

O teu nome já não lembro mais. Lembro apenas o momento em que estivemos juntos. Estávamos embriagados. Sim, eu lembro. Foi numa noite fria, o barzinho estava repleto de gente. Você veio, pediu licença e perguntou se podia sentar. Eu estava sozinha. Eu disse que sim. Você sentou. Começamos a conversar. E mais um gole de uísque, e mais um gole. Olhei para o relógio: 3h. da manhã. Convidaste-me para sair. Eu já nem estava mais em mim. Apenas aceitei. Pegamos um táxi. Fomos para um motel.

No caminho você me beijava freneticamente, acariciava o meu corpo, deixando-me excitada. Não lembro se em algum momento perguntei seu nome. Sei que fiz uma loucura. Sim, foi uma loucura, aceitei teu convite sem te conhecer. O taxista falou o valor. Pagamos e descemos. Você tirou minha roupa com tanta delicadeza. Ali, naquele quarto de motel. Beijasse os meus seios. O meu pescoço. E falava que eu era maravilhosa. Lembro de tanta coisa, mas nem lembro o seu nome. Senti todo o meu corpo sendo acariciado dos pés a cabeça pela ponta suave de sua língua. Entreguei-me a você como nunca tinha me entregado a outro homem. E você me fez sentir o que eu nunca tinha sentido.

Acordei 10h. da manhã. Olhei para o lado da cama, não te vi. Andei todo o quarto, você não estava. Voltei. Sentei em cima da cama e chorei. Abri a minha bolsa, você tinha deixado dinheiro para o táxi. Escreveu que eu era maravilhosa. Disse que já tinha pago a conta. E acrescentou que precisava ir antes que eu acordasse. Chorei bastante. Mulher é sensível, tem a alma doce, e chora com essas coisas. Foi tudo tão rápido. Lembro de tudo o que aconteceu. Só não lembro o nome dele. Nem sei se ele falou e se em algum momento eu perguntei. Só sei que valeu aquela loucura que fiz. Não aconselho ninguém a fazer. Mas ele me completou como mulher. E como gostaria de reencontrá-lo um dia. Ou talvez não. Não sei.


adenildo lima

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