quinta-feira, 7 de julho de 2011

pronome oblíquo

"você me ama?"
"sim, amo."
"ama quem?"
"oh, mulher complicada, meu deus!"
"complicada, não. você disse que ama, mas não disse: sim, eu te amo! amo-te! amo-a, e muito. nada disso você disse. falou apenas que ama. mas... ama quem?!"
"nossa, aula de português aqui em casa, não."
"só queria saber se você me ama."
"já disse que amo."
"mas nunca disse que me amava."
"caramba, mas é tão importante assim você saber que eu te amo?"
"e como é."
"isso quer dizer que você está sendo paquerada por outro?"
"mas você não confia em mim mesmo, né? acho que nunca confiou."
"e por acaso sou eu que estou perguntando se você me ama?"
"e perguntar ao marido se ele ama a esposa é motivo de desconfiança?"
"e quem disse que estou desconfiando de você?"
" e não está?!!"
"não. só perguntei se você estava sendo paquerada por outro."
"isso é desconfiança, sim."
"tudo bem, então é."
"eu sabia que você não confia em mim."
"sabia...?"
"sim, sabia, você nunca demonstrou ciúmes por mim, e isso quer dizer que você ou não me ama ou estava me deixando à vontade, só por desconfiança."
"logo logo você vai querer que eu te entenda. oh, mulher complicada, meu deus! acho que você tá é me traindo mesmo."
"o quê...????!!!!!".

adenildo lima

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