sábado, 30 de julho de 2011

Detalhes

Não, não procure a vida em qualquer calçada, esquina ou estrada qualquer. Procure-a nos olhados perdidos: nos olhares das meninas nas esquinas, dos mendigos nas calçadas e no olhar do homem do campo na estrada. Sim, é possível encontrar algum sentido na vida. Dificilmente a vida pode ser encontrada numa gravata bem engomada, num termo bem etiquetado, ou num rosto bem maquiado. A vida é simples, não precisa de muita coisa para realmente ser vida, precisa apenas ser vivida nos mínimos detalhes e não nos detalhes detalhados pelas etiquedas.

adenildo lima

quinta-feira, 28 de julho de 2011

aos amigos internautas

aos meus amigos internautas que de várias partes do mundo acessam este espaço, deixo o meu muito obrigado de todo coração. espero poder sempre publicar algo que seja bom para todos.

adenildo lima

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O ator Osmar Prado grava um vídeo dando apoio à greve dos professores do Rio de Janeiro

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quando se ama...

quando amamos, mariana, tudo parece colorido. as nuvens ganham cores e as estrelas formam um jardim. mas eu nem sei o que é amar, acredita, mariana? ah, mariana, para amar é preciso ser criança na mais pura inocência que se possa imaginar. já não sou mais criança, mariana. como pesam esses meus cinquenta anos. te olho, te desejo, te quero tanto, mariana. você, eu acho, talvez, nem perceba, ainda és tão jovem, tem apenas dezoito anos e poucos meses. fico te olhando, te observando. observo cada detalhe, cada sorriso seu, cada olhadela.

é, mariana, a paixão... que sentimento é esse? eu nem gostaria de te amar assim, juro! mas não consigo. te desejo a todo o momento, a todo o instante, a cada segundo, e sonho contigo. às vezes tenho medo que eu nunca possa sentir os teus lábios, abraçar o teu corpo, sentir teu calor, beijar tua pele. tua suave pele! mariana, por mais que eu saiba que há uma diferença enorme entre mim e você, sei que para quem ama não tem idade. e eu não queria muita coisa, talvez um beijo, um abraço... algo que seja mais do que seu simples olhar... mariana, mariana...

adenildo lima

amy winehouse - rehab

video

ritmos

um laço
um abraço
uma menina
uma criança
a dança
os passos
os enlaços
e os abraços

um olhar solitário
um sorriso ausente
muitas pessoas
muitas lembranças
tantos adultos
jovens adolescentes
e crianças

talvez ainda haja
uma esperança

adenildo lima

Transição complicada

As crianças perderam a sensibilidade
ao crescerem
melhor seria se elas todas
nunca tivessem deixado de ser crianças

adenildo lima

Falo de amor

Neste momento eu queria falar de amor, não dos amores inventados e recriados nas passarelas das modas, que desfaz a pele suave e doce da menina por maquiagens. Falo de amor. De um amor que parece ausente na sociedade. Falo de um simples amor. Falo de um amor que os olhares perderam quando se olham.

Ah, de um amor que tanto faz falta, é desse amor que falo...

adenildo lima

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Negro ainda vê polícia como inimiga, diz entidade

Por
Ana Cláudia Barros

Segundo a pesquisa, 63,7% dos entrevistados reconheceram a influência da raça e da cor na vida das pessoas. Entre as situações nas quais esses fatores exercem maior interferência, conforme o resultado da sondagem, o trabalho aparece em primeiro lugar, seguido pela relação com a polícia/Justiça, o convívio social e a escola.

Para Jerônimo Silva Júnior, também coordenador da Unegro na Bahia, a pesquisa "só reafirma as reivindicações por políticas públicas de promoção da igualdade racial".

- O negro defende a tese de que as relações socioeconômicas e políticas no País foram estruturadas numa concepção de hierarquia racial. Isso não só por conta dos 350 anos de escravidão, como também toda negação de políticas específicas voltadas para a busca da igualdade de oportunidades. Hoje podemos dizer que a origem das desigualdades sociais no Brasil é majoritariamente por conta das desigualdades raciais que ainda permanecem, fruto desse processo escravocrata, que foi a base de sustentação da nossa economia durante 300 anos. Isso reflete até então na estrutura social.

Na avaliação dele, há, sim, relação entre a cor da pele e as oportunidades no mercado de trabalho.

- Vou te dar um exemplo. Sou funcionário de um dos maiores bancos do País. Na semana passada, encontrei, pela primeira vez, nos meus 23 anos de banco, um gerente com cabelo dread. Foi tão emocionante que eu o abracei, apertei a mão dele e falei: "Poxa, que felicidade encontrar alguém parecido comigo dentro da agência". Uma pesquisa fez uma avaliação de negros nas 50 maiores empresas brasileiras. Quando chega no corpo gerencial, não existem negros. Fiz um levantamento na própria empresa em que trabalho, um banco com mais de 800 funcionários, e constatei que os negros não chegam a 100. Isso, aqui, em Salvador, onde a população é composta por 90% de afrodescendentes.

"Caçar negros"

De acordo com a pesquisa do IBGE, 68,3% dos entrevistados afirmaram que a cor influencia na relação com a Justiça e com a polícia. O coordenador nacional da Unegro, mais uma vez, recorre à história para explicar a existência de um conflito entre os negros e os aparatos de segurança do Estado.

- A polícia no Brasil nasce para caçar escravos fugidos. Ao ganharmos a liberdade, o direito de sermos enquadrados como cidadãos, foram caracterizados como delinquentes, criminosos, aqueles que tinham o fenótipo dos ex-escravos com a ideologia Lombrosiana (Cesare Lombroso) ou aqueles que praticavam alguma ação que era tida como ato criminal, seja ela praticar religião de matriz africana, considerado contravensão, ou jogar capoeira. Todas as nossas práticas culturais eram vistas como algo criminoso. Então, a polícia sempre foi vista pela população negra como alguém que estava ali para nos reprimir.

Segundo ele, nos dias de hoje, essa concepção ainda se mantém.

- Com a maioria dos centros urbanos vivendo o conflito da violência, isso recai em uma população marginalizada, que, coincidentemente, é de predominância negra. Então, a população negra e a marginalizada, negra ou não, vêm a polícia como inimigo, e não como um instrumento de proteção do Estado. Acredito que com novas experiências, como as Unidades de Polícia Pacificadora, a polícia comunitária, quem sabe, daqui a anos, a gente reverta esse quadro.

Denominada "Pesquisa das Características Étnico-Raciais da População: um Estudo das Categorias de Classificação de Cor ou Raça", a sondagem do IBGE coletou informações em 2008, em uma amostra de cerca de 15 mil domicílios, nos estados do Amazonas, Paraíba, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Distrito Federal.

fonte:

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/07/22/negro-ainda-ve-policia-como-inimiga-diz-entidade/

quinta-feira, 21 de julho de 2011

natália

sim, natália, são teus lábios que me atraem. o bater suave deles, quando você fala, levam-me ao delírio... oh, esse teu sorriso. a sensualidade que eles transmitem valem mais do que qualquer beijo sem conquista. ainda lembro, natália, aquela noite que nos abraçamos, nos beijamos e fizemos amor. o teu corpo quando veio de encontro ao meu, tremi como se fosse a minha primeira vez. teus cabelos compridos e negros pareciam voar quando você caminhava em minha direção. e teus olhos são duas luzes poderosas a mim. lembro perfeitamente quando senti teus lábios beijando os meus. parecia que nossos corações iam explodir. foi tão bom aquele momento, até juramos amor eterno um ao outro enquanto nossos corpos deixavam de serem dois para serem apenas um. e aquele amor que juramos continua, juro! eu continuo te amando, natália. foste a primeira mulher que me fez descobrir o que realmente é uma mulher. e como depois de você consigo me dar bem com as demais. sim, eu sei que foi um momento até inesperado aquele nosso encontro, mas nós nos amávamos, e isso basta para qualquer relacionamento. como tive saudade, natália, quando vi você pegando o voo para ir para a califórnia. maldita califórnia tirou você de mim. nos abraçamos, nos beijamos, choramos... lá no aeroporto, parecia até despedida de morte. e você partiu. ficamos mantendo contato por muito tempo, e nunca negamos o que estava acontecendo. você falava que passeava bastante, que namorava (quando sobrava um tempo), até que em uma vez você disse que estava noiva. gelei! confesso. dois anos depois você casou. até me convidou para o seu casamento. mas quem disse que eu podia ir? maldita califórnia! e hoje não moras mais na califórnia. mora em paris. ah, e como eu tenho vontade, natália, de conhecer paris. gostaria de poder me encontrar com você. gostaria... são teus lábios natália que me destroem: sinto o sabor deles a todo momento, acredita? ah, natália, são teus lábios. doces lábios de mel...

adenildo lima

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Tecnologia e solidão são palavras sinônimas...?

Não sei se com o avanço tecnológico as pessoas estão mais próximas ou mais longe de si mesmas. Sei que estamos vivendo em tempos de frio, de olhares frios, de abraços congelados, de sorrisos frios e falseados; de amizades interesseiras.

Tudo bem que toda a amizade é interesseira, mas que não seja de um interesse materialista, onde o ponto certo de todos os objetivos se encontram no dinheiro. Sei também que as pessoas correm demais, e como o tempo é pouco para "um eu te amo". Falta tempo até mesmo para um simples sorriso (verdadeiro). Não sei se a verdade anda banalizada, ou se o amor não passa de uma banalização nos olhares interesseiros de humanos maquinizados.

Que a pós-modernidade é boa, disso não tenho dúvidas, o que me incomoda é a desumanização vinda pela rapidez da internet. Os pais tão pouco conversam com seus filhos olhando-os nos olhos, preferem sentar diante de um computador e ficar batendo papo com as crianças no outro lado da parede. Se isso faz parte da nossa época? É lógico que faz, mas acredito que, como nós somos os criadores das máquinas, precisamos domá-las e não ser domados por elas.

Hoje, os casais de namorados passam 4h. ou mais num aparelho de celular falando com a "pessoa amada". Conversam todos os dias, todos os dias, todos os dias... tudo o que poderiam dividir em um ano, acabam conversando em uma noite apenas, e depois disso é apenas repetição. É quando vem a monotonia, é quando a rotina não passa de uma simples rotina, e o amor passa a ser objeto, e a outra pessoa como um produto para a diversão rotineira.

Concordo quando dizem que tudo o que fazemos são repetições. Sim, concordo, plenamente, mas precisamos renovar as repetições. Uma casa pode ser pintada todos os anos, mas que ela seja pintada com uma cor diferente, e isso dará um novo visual, uma nova imagem. Então, ao meu ponto de vista, não é necessário ficar 4h. num aparelho de celular para confirmar que ama alguém. Ao meu ponto de vista, falando mais uma vez, isso para mim tem sinônimo de solidão, de carência; até mesmo familiar ou, principalmente familiar.

A tecnologia é maravilhosa, mas precisamos aprender a domá-la e não a ser domados por ela.

adenildo lima.

terça-feira, 19 de julho de 2011

lógico e reflexivo

um país sem miséria
é um país sem miséria

adenildo lima

domingo, 17 de julho de 2011

Documentário sobre Vinicius de Moraes - Parte 1/5

A arte de Vinicius de Moraes, documentário exibido pelo programa Mosaicos da TV Cultura em 1 de setembro de 2009. É um excelente documentário, vale a pena assisti-lo!!!

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Vinicius de Moraes - Parte 2/5 - documentário

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Vinicius de Moraes - Parte 3/5 - documentário

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Vinicius de Moraes - Parte 4/5 -documentário

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Vinicius de Moraes - Parte 5/5 - documentário

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Um momento pra recordar

Existem momentos da nossa vida em que lembramos da infância, da adolescência... e sentimos saudades, chegamos até a pensar no impossível: fazer o tempo voltar. Lembramos do primeiro amor, ou de alguém que amamos bastante. Hoje, conversando com parentes e amigos, enquanto apreciávamos uma cerveja Heineken, ficamos brincando com algumas lembranças: comentei de um envolvimento amoroso em que eu tinha apenas 14 anos de idade, e a moça tinha 23 (eu acho que era isso). Ela era bastante grande, e eu era apenas um adolescente descobrindo a vida. Recordei que foi muito importante aquele momento, ela se dizia apaixonada por mim. Ela exercia a profissão de professora, e quase fui aluno dela. Dizem que ela veio para São Paulo, nunca tive notícias dela. Acho que realmente, como sempre falo aqui neste espaço, fui adulto quando criança e criança quando adulto.

Lembrei da menina dos olhos verdes, que não quero citar o nome dela aqui -, recordei que fiquei várias noites sem conseguir dormir, só pensando em um dia namorá-la. Consegui até, mas isso é uma grande e longa história. Tantas lembranças transportam a gente para o passado, fazendo-nos revivê-lo no presente; e revivemos.

É, foram tantos amores que já tive, tantas paixões que já vivi... e hoje sigo a minha vida amando, como sempre fiz.

adenildo lima.

Coldplay - Every Teardrop Is A Waterfall - 2011

para quem gosta, o novo som do coldplay

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sábado, 16 de julho de 2011

Galileu Garcia fala de sua história no cinema, descrevendo Mazzaropi como um dos grandes nomes do cinema mundial

Galileu Garcia é parte integrante da história do cinema brasileiro. Um senhor de um conhecimento além do imaginado, falo isso por ter conversado com ele várias e várias vezes, na época em que coordenei a edição do livro "Mazzaropi, o caipira mais caipira do Brasil". Ele é uma pessoa de uma sensibilidade humana incrível, para mim, é uma das pessoas mais importantes, humanemte falando.

Abaixo deixo uma parte da entrevista concedida para Laila Guilerme, da rádio MPB Brasil.

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"Laila Guilherme entrevista o cineasta Galileu Garcia para o programa Cinema Brasil, da Rádio Brasil MPB.Nos anos 50, Galileu Garcia entrou para o cinema como crítico e jornalista, e em seguida participou de produções da Vera Cruz Cinematográfica, entre as quais "O Cangaceiro". Conheceu Mazzaropi em seu primeiro filme, "Sai da Frente", e com ele trabalhou em diversas produções, inclusive criando roteiros, como o de "As Aventuras de Pedro Malasartes". Sobre o ator escreveu a biografia "Mazzaropi -- O caipira mais caipira do Brasil", lançada em 2009 pela editora Ilellis.

A partir dos anos 70 e durante duas décadas, Galileu Garcia exerceu uma bem-sucedida carreira em filmes de publicidade. Incansável aos 80 anos, dá cursos de roteiro e está finalizando o filme "LB Persona", um semidocumentário que homenageia o cineasta paulistano Lima Barreto, produtor, roteirista e diretor de "O Cangaceiro".
Gravado em 2009 - São paulo - Estúdio Artium
Imagens e edição - Ana Lasevicius
Direção Geral da Rádio Brasil MPB - Alcides Martins Fontes Jr"

fonte: http://www.youtube.com/watch?v=rNmxPt-s0Bc


adenildo lima.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

barco sem rumo

Sempre escrevi cartas, desde a minha infância, e só agora descobri que para escrevê-las é preciso estar apaixonado e conhecer o amor em seus mínimos detalhes. Ali, são expressados sentimentos vivos e puros de um ser que não tem medo de fazer suas declarações.

Para fazer declarações nunca é fácil, um sentimento de medo nos doma, e ficamos sonhando, pensando, desejando... tudo nos andos, mas nada de realmente andar. A paixão é um sentimento bom, mas nos causa dor, prefiro o amor, ele é inocente e não espera nada, a não ser o simples ato de ser amado.

Já as cartas de amor elas precisam ser escritas por alguém que esteja apaixonado, pois a melancolia da vida é um grande barco sem rumo num mar.

adenildo lima

terça-feira, 12 de julho de 2011

dois amigos e um sentimento oculto

cenário:

cena I

uma mesa de bar, dois amigos: natália e vitor bebem e conversam sobre coisas do cotidiano.



"sabe, natália, têm coisas que a gente nunca fala, nem mesmo pra um melhor amigo".
"mas você deixou de falar alguma coisa pra mim, vitor?"
"talvez, sim... talvez, não..."
"mas o que você deixaria de falar, já que conversamos sobre tudo e sobre nada?"
"nem tudo, natália".
"assim você me deixa preocupada, já nos conhecemos há 10 anos, qual segredo você guardaria de mim?"
"é algo meu, que sempre quis te falar, mas nunca tive coragem".
"aproveita e fala agora".
"continuo sem coragem".

cena II

natália fala sobre o seu namorado para vitor, enquanto pagam a conta e saem do barzinho.

"vitor, acho que até final deste ano eu caso".
"ham..."
"eu e lucas estamos planejando para casarmos até final deste ano".
"ah, entendi".
"nossa, vitor! você não fala nada?"
"desculpa".
"caramba, pensei que você estivesse feliz pelo meu casamento".
"sim, estou".
"então fala alguma coisa, né?"
"desejo que vocês sejam muito felizes".
"só isso?"
"nossa, e você quer algo mais do que felicidade?"
"tudo bem, vitor, deixa eu ir, estou cansada, foi bom ter te encontrado hoje".

cena III

vitor em casa, deitado em sua cama, ouvindo música, fica pensando em natália.

"como a vida é, 10 anos que nos conhecemos, nos damos tão bem, somos tão amigos, sempre falei tudo pra ela, e nunca tive coragem de expressar este sentimento. maldito sentimento! melhor seria se eu nunca a tivesse conhecido, mas a vida é assim mesmo, a gente ganha de um lado, perde do outro, somos felizes em algo, mas infelizes em outros aspectos... assim é a vida, fazer o quê?"

em casa natália, também deitada em sua cama, fica pensando no segredo que vitor nunca falou pra ela.

"o que vitor podia esconder de mim? tudo bem que eu também nunca falei que além de sermos amigos, sou apaixonada, e gostaria mesmo era de casar com ele, mas a vida é assim mesmo, quem disse que ele iria gostar de mim além desta grande amizade que temos?" - e, pensando consigo mesma, adormece.

cena IV

vitor escreve uma carta e deixa para natália.


"são paulo, 12 de julho de....

minha querida amiga natália,

escrevo esta carta para dizer o que nunca tive coragem de falar pessoalmente. lembra que falei no barzinho que têm coisas que mesmo sendo grandes amigos, ficamos sem falar? lembra, né? então, o que eu nunca tive coragem de dizer pra você é que sempre fui apaixonado por ti. sonhei por vários dias e noites te beijando, abraçando o teu corpo, sentindo o teu calor, mas, infelizmente o medo nunca deixou que eu falasse, mas tudo bem, você tá casando, fico feliz por você, e te desejo toda sorte do mundo, e que sejas muito feliz mesmo!!!

carinhosamente,

vitor"


cena final

natália recebe a carta.

"não, isso não é verdade, vou ligar pra ele" - pensou ela desesperada sem querer acreditar. ligou uma, duas, três vezes... ele não se encontra mais em casa. depois ela ficou sabendo que ele tinha ido embora sem deixar notícias, sem dizer pra onde ia. e, agora, restam apenas para natália lágrimas de um amor não correspondido.

adenildo lima.

Oceana - Cry Cry - Alemanha

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http://pt.wikipedia.org/wiki/Oceana_%28cantora%29

t.A.T.u. - all the things she said - Rússia

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http://pt.wikipedia.org/wiki/T.A.T.u.

Vanessa Paradis - Joe le taxi - França

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http://pt.wikipedia.org/wiki/Vanessa_paradis

a dois

um copo com cerveja
uma breja
um sorriso a dois
para dois
uma felicidade brindada
uma alegria no momento
inventada
um sonho talvez
uma criança
uma lágrima
uma dança
de amor
a dois

adenildo lima

domingo, 10 de julho de 2011

mundo selvagem

é preciso entender as flores
o seu silêncio
e a sua dança movida pelo vento

adenildo lima

phil collins - another day in paradise

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

O sabor das palavras

Costumo dizer que as palavras têm sabor. Trato-as como um alimento, e é, para mim. Fico triste ao ouvir: "Não sei escrever", "não sei falar a língua portuguesa...". Todos nós, brasileiros, sabemos falar o nosso idioma, e muito bem. E acrescento, para falar bem uma língua não é necessário dominar a Gramática Normativa, já que o objetivo principal do falante é a comunicação, é ser entendido.

Sim, falo a comunicação. O meu pai tinha apenas a 4ª série, hoje seria o 5º ano do ensino fundamental I, e digo que o ensino dele foi a base de toda a minha aprendizagem para a leitura de um texto. Foi ele que me ensinou que é preciso respeitar a pontuação dentro de um texto, que o texto precisa ser lido com alma, dando-lhe ênfase e tonalidade.

Quando falo comunição procuro deixar claro que todo o ser humano tem como objetivo principal poder ser entendido. Alguns querem ser entendido através da manipulação da linguagem, outros querem ser entendidos com uma mensagem de amor, e outros sonham em poder ter o respeito de todos sem ser discriminados pela sua cultura linguística. E assim a comunicação se faz mote no idioma de um país.

Sei que escrever é uma tarefa árdua. Aqui mesmo neste texto que estou escrevendo agora, se algum estudioso de Gramática Normativa, ou, Tradional, se posso dizer assim, for fazer a leitura destas simples palavras, possivelmente sinta a vontade de reescrevê-las. Mas antes de qualquer decisão que ele (a quem chamo de Tradicional) possa tomar, precisa saber que neste espaço, escrevo improvisos, que tenho como objetivo principal transmitir o que estou sentindo através das palavras. Se o meu texto atingir isto, estou feliz.

É,
As palavras têm sabor, experimente-as!!!

(eu ia escrever mais, mas faltou coragem agora. rs)

adenildo lima

quinta-feira, 7 de julho de 2011

a metáfora dos que não veem

a calçada é uma grande cama
dura
e dura mesmo já que rende milhões de votos

adenildo lima

a banda mais bonita da cidade

passeando pelo youtube encontrei este clipe com mais de seis milhões de acessos. É engraçado a filmagem. Assistam!

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pronome oblíquo

"você me ama?"
"sim, amo."
"ama quem?"
"oh, mulher complicada, meu deus!"
"complicada, não. você disse que ama, mas não disse: sim, eu te amo! amo-te! amo-a, e muito. nada disso você disse. falou apenas que ama. mas... ama quem?!"
"nossa, aula de português aqui em casa, não."
"só queria saber se você me ama."
"já disse que amo."
"mas nunca disse que me amava."
"caramba, mas é tão importante assim você saber que eu te amo?"
"e como é."
"isso quer dizer que você está sendo paquerada por outro?"
"mas você não confia em mim mesmo, né? acho que nunca confiou."
"e por acaso sou eu que estou perguntando se você me ama?"
"e perguntar ao marido se ele ama a esposa é motivo de desconfiança?"
"e quem disse que estou desconfiando de você?"
" e não está?!!"
"não. só perguntei se você estava sendo paquerada por outro."
"isso é desconfiança, sim."
"tudo bem, então é."
"eu sabia que você não confia em mim."
"sabia...?"
"sim, sabia, você nunca demonstrou ciúmes por mim, e isso quer dizer que você ou não me ama ou estava me deixando à vontade, só por desconfiança."
"logo logo você vai querer que eu te entenda. oh, mulher complicada, meu deus! acho que você tá é me traindo mesmo."
"o quê...????!!!!!".

adenildo lima

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Professora Amanda Gurgel recusa prêmio do PNBE

Na carta abaixo, a professora Amanda Gurgel explica os motivos de não ter aceitado o prêmio do Pensamento Nacional de Bases Empresariais - PNBE.






"Oi,

Nesta segunda,o Pensamento Nacional de Bases Empresariais (PNBE) vai entregar o prêmio "Brasileiros de Valor 2011". O júri me escolheu, mas, depois de analisar um pouco, decidi recusar o prêmio.
Mandei essa carta aí embaixo para a organização, agradecendo e expondo os motivos pelos quais não iria receber a premiação. Minha luta é outra.
Espero que a carta sirva para debatermos a privatização do ensino e o papel de organizações e campanhas que se dizem "amigas da escola".

Amanda.

A carta:

"Natal, 2 de julho de 2011

Prezado júri do 19º Prêmio PNBE,

Recebi comunicado notificando que este júri decidiu conferir-me o prêmio de 2011 na categoria Educador de Valor, “pela relevante posição a favor da dignidade humana e o amor a educação”. A premiação é importante reconhecimento do movimento reivindicativo dos professores, de seu papel central no processo educativo e na vida de nosso país. A dramática situação na qual se encontra hoje a escola brasileira tem acarretado uma inédita desvalorização do trabalho docente. Os salários aviltantes, as péssimas condições de trabalho, as absurdas exigências por parte das secretarias e do Ministério da Educação fazem com que seja cada vez maior o número de professores talentosos que após um curto e angustiante período de exercício da docência exonera-se em busca de melhores condições de vida e trabalho.

Embora exista desde 1994 esta é a primeira vez que esse prêmio é destinado a uma professora comprometida com o movimento reivindicativo de sua categoria. Evidenciando suas prioridades, esse mesmo prêmio foi antes de mim destinado à Fundação Bradesco, à Fundação Victor Civita (editora Abril), ao Canal Futura (mantido pela Rede Globo) e a empresários da educação. Em categorias diferentes também foram agraciadas com ele corporações como Banco Itaú, Embraer, Natura Cosméticos, McDonald's, Brasil Telecon e Casas Bahia, bem como a políticos tradicionais como Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon, Gabriel Chalita e Marina Silva.

A minha luta é muito diferente dessas instituições, empresas e personalidades. Minha luta é igual a de milhares de professores da rede pública. É um combate pelo ensino público, gratuito e de qualidade, pela valorização do trabalho docente e para que 10% do Produto Interno Bruto seja destinado imediatamente para a educação. Os pressupostos dessa luta são diametralmente diferentes daqueles que norteiam o PNBE. Entidade empresarial fundada no final da década de 1980, esta manteve sempre seu compromisso com a economia de mercado. Assim como o movimento dos professores sou contrária à mercantilização do ensino e ao modelo empreendedorista defendido pelo PNBE. A educação não é uma mercadoria, mas um direito inalienável de todo ser humano. Ela não é uma atividade que possa ser gerenciada por meio de um modelo empresarial, mas um bem público que deve ser administrado de modo eficiente e sem perder de vista sua finalidade.

Oponho-me à privatização da educação, às parcerias empresa-escola e às chamadas “organizações da sociedade civil de interesse público” (Oscips), utilizadas para desobrigar o Estado de seu dever para com o ensino público. Defendo que 10% do PIB seja destinado exclusivamente para instituições educacionais estatais e gratuitas. Não quero que nenhum centavo seja dirigido para organizações que se autodenominam amigas ou parceiras da escola, mas que encaram estas apenas como uma oportunidade de marketing ou, simplesmente, de negócios e desoneração fiscal.

Por essa razão, não posso aceitar esse Prêmio. Aceitá-lo significaria renunciar a tudo por que tenho lutado desde 2001, quando ingressei em uma Universidade pública, que era gradativamente privatizada, muito embora somente dez anos depois, por força da internet, a minha voz tenha sido ouvida, ecoando a voz de milhões de trabalhadores e estudantes do Brasil inteiro que hoje compartilham comigo suas angústias históricas. Prefiro, então, recusá-lo e ficar com meus ideais, ao lado de meus companheiros e longe dos empresários da educação.

Saudações,

Professora Amanda Gurgel"

Fonte:
http://professoraamandagurgel.blogspot.com/2011/07/porque-nao-aceitei-o-premio-do-pnbe.html

terça-feira, 5 de julho de 2011

colo ninar

como ilusões das estrelas perdidas no olhar de uma criança
buscando o caminho para o futuro
a festa se comemora no altar
nas juras de amar
sorrisos e abraços se abraçam juntos
a menina brinca de ser feliz
e a felicidade se faz presente naquele momento

em algum lugar do futuro um casal briga
uma criança chora
e as juras se injuriam
numa injúria de tristeza e dor
procurando entender
o amor

uma lágrima cai
uma aliança é levada pelo vento na lembrança de um passado
que amado ainda se guarda numa pergunta
de uma tal felicidade

a noite é de núpcias
a noite é de lágrimas
o gozo é puro orgasmo
a rotina desfaz o prazer

o passado se encontra com o presente
e parece que neste espaço de tempo
o amor se torna ausente
presente mesmo só a lágrima daquela criança
querendo o colo dos pais

adenildo lima

domingo, 3 de julho de 2011

Brincadeira de criança

Era uma criança com uma guitarra nas mãos, querendo tocar alguma canção: de amor. Observou o carro partindo com um casal que chorava. Chorava uma despedida: de amor. O sol tentava aparecer, meio que invergonhado, por detrás dos prédios onde em algum apartamento alguns jovens faziam algum ato: de amor. O vocalista cantava para uma plateia de solitários e de pessoas que buscavam algum sentido em alguma cena, ali, acontecida que fizesse lembrar algum sentimento: de amor. Já um policial prendeu o próprio pai, quase sem motivos, apenas pelo simples motivo de o pai dele ter agido com ele como pai, enquanto ele usava a fada do Estado e disse que o prendeu: por amor. Amor à pátria. Que amor!

A criança largou a guitarra, pegou um violão, tentou compor alguma canção que falasse apenas: de amor. A inspiração não veio, o violão não tocou, a mesma criança cresceu, ficou adulta e descobriu que fazer algo que fale de amor não é tão simples como pensava, mas continuou esperando por alguém que falasse apenas: de amor.

E o amor, hoje, deve está perdido em alguma esquina, onde muitos não conseguem vê-lo.

adenildo lima.

sexta-feira, 1 de julho de 2011