terça-feira, 14 de junho de 2011

Pós-modernidade

Se a pós-modernidade é boa para a humanidade, eu não sei. Até mesmo o termo "pós-mderno" deixa muitas pessoas com medo de usá-lo. Eu nunca tive medo. Tenho plena certeza que o que vivemos não é mais modernidade, é uma pós. E essa pós vem carimbada com milhões de faces. E algumas com os dois lados da face diferentes. Para mim, o que consagra o termo "pós-modernidade" é a tecnologia.

Se a tecnologia é boa, também não sei. Sei que a escravidão de hoje é xique. Antes o cidadão lutava por menos horas de trabalho e por direito ao descanso e, principalmente o descanso após o almoço. Hoje nem almoçar ele pode mais. Existe um brinquedo que lhe deram o nome de celular que não para. "Um momento, por favor, o patrão tá ligando".

A comida esfria. A preocupação de atender aos pedidos do chefe faz com que ele perca a vontade de comer. E o celular toca mais uma vez. Se antes éramos forçados a sermos escravos, hoje aceitamos a escravidão com muito orgulho. E chega o final de semana. O corpo e a mente sentem vontade de descansar. "Então vamos a uma chácara, ou a uma praia?", "Sim, vamos", responde o convidado, que muitas vezes é a própria namorada, ou até mesmo a esposa etc..

É domingo. E por ser domingo podíamos descansar um pouco. O celular ou um computador estão presentes, ali, em pleno sol de final de semana. E aquele funcionário dedicado se sente na obrigação de resolver os problemas da empresa. E sente orgulho da pós-modernidade por poder trabalhar em plena areia ou plena piscina. E o domingo acaba, e tão pouco a família pode desfrutar.

A segunda chega. E tudo continua. Continua, pois na verdade o trabalhador de hoje não para: trabalha de domingo a domingo 24h por dia. Sim, é isso mesmo. Mas o que é importante, pelo menos aos nossos olhos de cidadãos do século 21, é que a tecnologia é xique e facilita a vida de muitos. Será?

É, eu também não sei, mas sei que somos escravos de uma vida que mal conhecemos. Poucos têm tempo para a família, para a leitura de um livro, para uma declaração de amor à esposa, ao esposo, aos filhos. Tempo!? Parece que não temos tempo para nada. E parece que estamos ganhando todo o tempo do mundo pela facilidade que oferece a tecnologia. E que facilidade é essa?

Mas quem disse que temos tempo para refletir à busca de uma resposta?

adenildo lima


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