quarta-feira, 29 de junho de 2011

Me faz lembrar o sol...

Sei que preciso escrever, aliás, alguma coisa me força a isso, ao contrário, tenho certeza que não conseguirei dormir bem. Ao mesmo tempo em que tento resistir à escrita, me sinto bem ao estar com ela. Não sei o motivo e não tenho uma resposta à altura do que me move, e sendo sincero nem sei o que sairá neste texto. Talvez alguém leia, nunca sei se realmente o que escrevo vai ser lido um dia. Aqui, pelo menos o objetivo é esse, pois é publicado ao mesmo tempo em que está sendo escrito.

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Todo o adulto não passa de uma criança em estatura maior. São milhões de perguntas que fazemos; sem respostas. Na maior parte das vezes queremos entender o mundo. E tão pouco entendemos o nosso mundo. Nós, humanos, ou ditos humanos, vivemos à procura da felicidade, à busca de um sorriso que nos deixe mais alegre. Afinal, não passamos de meros seres individualistas. Sei que o amigo leitor (isso é, se existir algum perdido por aí, lendo estas palavras que formam frases, e as frases juntas, formam um texto) talvez reflita comigo. Mas refletir o quê?

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Todas as flores de um jardim não significam nada, se os nossos olhos não conseguem vê-las com os olhos de um inocente. E sendo sincero nem sei o que é ser um inocente, mas de repente alguém sabe. Nascemos, crescemos, vivemos, amamos, odiamos; alguns têm filhos, outros morrem jovem e a vida continua em cada um enquanto vive. Viver não é fácil. Mentiroso quem falar que é. E se for fácil, qual sentido terá? Eu não sei muito o que falar da vida, prefiro vivê-la. Só que diante de milhões de perguntas, já que sou uma criança em fase de descobertas; escrevo.

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Não me preocupo muito com o que pode acontecer, apenas espero que seja uma resposta do que eu faço. O médico perde um paciente e fica triste. Não sei se acontece na vida real, vi essa cena em um filme. Ele (o médico) lida com a vida todos os dias, e muitos deles tão pouco vivem a vida que tem. Eu sempre disse que nunca gostei de médicos. Hoje já não sei mais de quem eu gosto ou de quem algum dia eu deixei de gostar. Na verdade só aprendi a amar em toda a minha vida. E às vezes me pergunto se isso é bom. As máquinas nada respondem. Continuo seguindo o meu caminho.

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Nestas horas, se alguém estiver lendo este texto, possivelmente já esteja cansado. E quer mesmo é parar de lê-lo.

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Há quase 4 anos vi o meu pai partir. Percebo que perdi bastante de mim. Não que eu não tenha aprendido a conviver com a dor, até mesmo porque aprendi com ele que o importante mesmo é apreciar os espinhos nas flores, ao contrário seremos feridos por eles.

Não sei, mas acho que aquela garota só queria de mim mesmo o que eu não podia dá. Da mesma forma que ela não tinha o que eu precisava no momento. Eu precisava apenas de um momento de atenção. Não me vejo preso em uma gaiola ainda tão jovem. Foi que respondi pra ela em meu silêncio.

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Mas sendo sincero nem lembro se esta garota que passa a fazer parte deste texto, realmente existiu.

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Diante destas linhas que vão se construindo para formar um texto, tenho ciência que o amigo leitor, ou a amiga leitora (sei que tem algumas almas femininas que visitam este espaço) estão se perguntando o que me levou a escrevê-lo. E se alguém fizesse esta pergunta a mim, diria que não sei, pois na verdade não sei. Só sei que amo as almas femininas. O corpo da mulher é a mais bela obra de arte existente na natureza, e perfeita aos meus olhos. Não falta nada. O corpo feminino tem tudo e um pouco mais para fazer sorrir as almas tristes e humanas dos homens.

Já que todas as almas, dizem que são santas. Gostaria de saber se as máquinas têm almas. Não sei, faço esta pergunta apenas para ilustrar o ano de 2011.

E assim termino de escrever o texto, só nao sei se realmente o finalizei. Sabe a pergunta que veio agora: qual título?

Ah, nunca esqueçam de observar o sol...

adenildo lima.

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