quinta-feira, 30 de junho de 2011

Amanhã

Amanhã é um outro dia, e nem sei se ele existirá, aliás, nunca sabemos. Sabemos apenas que sempre existirá um amanhã, mas, muitas vezes, não para nós. Sonhar é uma maneira de suportar as exigências do presente. E é necessário sonhar. A vida é um lapso que passa diante dos nossos olhos, num fechar de olhos. E cada um vive a sua. Muitos vivem toda a vida em um dia, já outros vivem a vida toda e não consegue vivê-la em 80 anos.

Amanhã demora para chegar, e pode até nunca chegar. Até mesmo porque o amanhã não existe, e se existe, existe apenas nas ilusões de alguns. O meu medo da existência do futuro (na verdade não é medo) é de saber que muitos deixam de viver o presente esperando melhoria num momento adiante. O momento é agora. Decidimos tudo no agora, mas é preciso decidir com razão, não podemos deixar que as ondas do mar nos levem. Toda beleza tem um pouco de perigo, ou muito.

Amanhã será um dia que irei acordar no presente. Vou me levantar, olhar o sol - se ele estiver visível -, vou lembrar das manhãs em que escrevia e-mails de amor para minha amada, vou refletir sobre o passado, mesmo sabendo que o passado também não existe, pois se existisse eu voltaria a ele. Um passado lembrado é um belo presente quando os momentos foram bons. Mas tudo acontece no agora. E viver apenas já não é mais o bastante, é preciso desfrutar de cada momento vivido.

Amanhã é mais uma maneira de falar. Já a minha amada, ficarei aqui, esperando-a no meu presente. E que ela me traga pelo menos um presente de amor.

adenildo lima.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Me faz lembrar o sol...

Sei que preciso escrever, aliás, alguma coisa me força a isso, ao contrário, tenho certeza que não conseguirei dormir bem. Ao mesmo tempo em que tento resistir à escrita, me sinto bem ao estar com ela. Não sei o motivo e não tenho uma resposta à altura do que me move, e sendo sincero nem sei o que sairá neste texto. Talvez alguém leia, nunca sei se realmente o que escrevo vai ser lido um dia. Aqui, pelo menos o objetivo é esse, pois é publicado ao mesmo tempo em que está sendo escrito.

***

Todo o adulto não passa de uma criança em estatura maior. São milhões de perguntas que fazemos; sem respostas. Na maior parte das vezes queremos entender o mundo. E tão pouco entendemos o nosso mundo. Nós, humanos, ou ditos humanos, vivemos à procura da felicidade, à busca de um sorriso que nos deixe mais alegre. Afinal, não passamos de meros seres individualistas. Sei que o amigo leitor (isso é, se existir algum perdido por aí, lendo estas palavras que formam frases, e as frases juntas, formam um texto) talvez reflita comigo. Mas refletir o quê?

***

Todas as flores de um jardim não significam nada, se os nossos olhos não conseguem vê-las com os olhos de um inocente. E sendo sincero nem sei o que é ser um inocente, mas de repente alguém sabe. Nascemos, crescemos, vivemos, amamos, odiamos; alguns têm filhos, outros morrem jovem e a vida continua em cada um enquanto vive. Viver não é fácil. Mentiroso quem falar que é. E se for fácil, qual sentido terá? Eu não sei muito o que falar da vida, prefiro vivê-la. Só que diante de milhões de perguntas, já que sou uma criança em fase de descobertas; escrevo.

***

Não me preocupo muito com o que pode acontecer, apenas espero que seja uma resposta do que eu faço. O médico perde um paciente e fica triste. Não sei se acontece na vida real, vi essa cena em um filme. Ele (o médico) lida com a vida todos os dias, e muitos deles tão pouco vivem a vida que tem. Eu sempre disse que nunca gostei de médicos. Hoje já não sei mais de quem eu gosto ou de quem algum dia eu deixei de gostar. Na verdade só aprendi a amar em toda a minha vida. E às vezes me pergunto se isso é bom. As máquinas nada respondem. Continuo seguindo o meu caminho.

...

Nestas horas, se alguém estiver lendo este texto, possivelmente já esteja cansado. E quer mesmo é parar de lê-lo.

***

Há quase 4 anos vi o meu pai partir. Percebo que perdi bastante de mim. Não que eu não tenha aprendido a conviver com a dor, até mesmo porque aprendi com ele que o importante mesmo é apreciar os espinhos nas flores, ao contrário seremos feridos por eles.

Não sei, mas acho que aquela garota só queria de mim mesmo o que eu não podia dá. Da mesma forma que ela não tinha o que eu precisava no momento. Eu precisava apenas de um momento de atenção. Não me vejo preso em uma gaiola ainda tão jovem. Foi que respondi pra ela em meu silêncio.

...
Mas sendo sincero nem lembro se esta garota que passa a fazer parte deste texto, realmente existiu.

...

Diante destas linhas que vão se construindo para formar um texto, tenho ciência que o amigo leitor, ou a amiga leitora (sei que tem algumas almas femininas que visitam este espaço) estão se perguntando o que me levou a escrevê-lo. E se alguém fizesse esta pergunta a mim, diria que não sei, pois na verdade não sei. Só sei que amo as almas femininas. O corpo da mulher é a mais bela obra de arte existente na natureza, e perfeita aos meus olhos. Não falta nada. O corpo feminino tem tudo e um pouco mais para fazer sorrir as almas tristes e humanas dos homens.

Já que todas as almas, dizem que são santas. Gostaria de saber se as máquinas têm almas. Não sei, faço esta pergunta apenas para ilustrar o ano de 2011.

E assim termino de escrever o texto, só nao sei se realmente o finalizei. Sabe a pergunta que veio agora: qual título?

Ah, nunca esqueçam de observar o sol...

adenildo lima.

Eduardo e Mônica - o filme - este filme é apenas um clipe da música - muito bom!

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

e que seja incandescente!

para amar precisa ser sempre criança. o amor é inocente, é calmo e dialoga, sempre! sempre que duas pessoas se amam a sensibilidade é como os versos de um poema. e um poema tem milhões de interpretações, mas a essência poética é sempre a mesma. e não se ama um poema pela construção dos seus versos, ama-o pelo o que ele toca em nossa alma. assim é o amor, ou devia ser. amar alguém é amar desprovidamente de qualquer interesse (menos o interesse de amar). amar é ter esperança sempre. sempre que sonhamos um novo dia nasce mais belo com flores e com raios de sol incandescente. e que incandescente seja o amor, sempre!

adenildo lima.

engenheiros do hawaii - terra de gigantes

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quinta-feira, 23 de junho de 2011

sonhos e caminhos

a esperança é sempre um sonho nos objetivos de uma pessoa que acredita que pode. quando sonhamos a vida ganha sentido. viver sem sonhos é o mesmo que não sentir a vida enquanto vive. por mais que queiramos pensar que a ilusão é apenas algo para enganar os nossos desejos, estamos enganados. sonhar é acreditar que podemos, e quando acreditamos não existe barreira e muito menos fim, e sim, começo, sempre.

a vida é uma caminhada árdua no corredor da morte.

mas viver é sentir a vida sempre presente.

adenildo lima

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Nauro Machado

O poeta Nauro Machado, no vídeo abaixo que pode ser acessado através do link, fala que ser poeta não é fácil e fala, também, da importância que tem a sua cidade e o seu estado para a criação de seus poemas.

http://www.youtube.com/watch?v=9qiKh4TGfx8


adenildo lima

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Nó na orelha

Nó na orelha é o CD do Criolo. Aliás, um baita de um CD. No site dele tem o link para baixar (deixarei o link aqui). Vale a pena. O cara está há 20 anos na estrada. Era do RAP, mas decidiu nos dar o gosto de saborearmos a sua arte em diversos rítmos. Conheço-o desde 2009, ele foi meu professor na rede estadual de ensino, sp, mas há 12 anos que não o vejo. Fiquei sabendo que ele não concluiu o curso de Ed. Artística, segundo uma página na web, por questões financeiras. O ano passado trabalhei com a mãe dele (ela é professora). O Criolo quando ficou sabendo de mim, fez questão de guardar um ingresso para eu ir ao lançamento do CD no SESC Vila Mariana. Não fui devido ao estudo, tinha seminário no dia.

Aliás, sem mais delongas, baixem o CD e vamos deixar de enrolar....rs....

http://www.criolo.art.br/criolononaorelhahotsite/


adenildo lima

domingo, 19 de junho de 2011

nauro machado: um dos maiores poetas do Brasil

Assistam ao documentário: "INFERNOS", direção de Frederico Machado (Brasil, 2006).

"Obra fílmica sobre a personalidade e poesia de Nauro Machado, pelo qual se tem a oportunidade de se conhecer o rigor e pungência de seu texto, construído em meios às ruínas da cidade de São Luís, lugar onde passa praticamente toda a sua vida e que com tal cidade estabelece uma relação de estranhamento, amor e de inevitabilidade de convívio cotidiano" (sinopse do documentário". Não indicado para menores de idade de 14 anos.

http://www.youtube.com/watch?v=EVIv1FYFNvk


PRÊMIOS E FESTIVAIS:

Melhor filme - Fest. Int. de Cinema de Valença - Espanha, 2008.
Melhor filme (Júri popular) - Guarnicê cine e vídeo, 2006.
Troféu São Luís, 2006.
Seleção oficial - Fest. Int. In TRANSE - AR, 2008.
Seleção oficial - Curta cinema - Rio de Janeiro, 2007.
Seleção oficial - Mostra de cinema de Goiânia, 2007.
Indicado para Grande prêmio vivo do cinema brasileiro - melhor curta documentário do ano, 2008.


adenildo lima.

sábado, 18 de junho de 2011

Ser professor

Ser professor é uma profissão árdua, mas prazerosa. O ofício dessa função vai além do que apenas os cumprimentos de um cargo. Antes de tudo, para ser professor precisa ter alma, só carne e ossos não são o suficientes para entrar numa sala de aula. E é preciso que todo mestre saiba que não é o dono do conhecimento, e muito menos transmissor de autoritarismo. Sim, falo "transmissor de autoritarismo".

O conhecimento é uma arma muito poderosa. Para quem tem sensibilidade humana, vai usá-lo para o bem, mas para quem não tem um pouquinho só da essência poética na alma... Ele (o conhecimento) pode destruir uma nação. Dizer ao aluno: "Eu sou professor!". É a mesma coisa que dizer: "Você é meu subordinado!". É necessário que haja um diálogo entre as partes: aluno-professor, professor-aluno. Todo o estudante sabe que o professor é o professor, não precisa dizer. O que o jovem cidadão espera de um mestre são referências, um modelo e autoestima para poder sonhar. Pois até mesmo sonhar está difícil nestes tempos de milhões de novidades em que vivemos.

São milhões de informações que os nossos adolescentes recebem; mas formação tão pouco. O próprio sistema político não colabora para termos cidadãos críticos e capazes de saborear a comida antes de ingeri-la. Nós, professores, temos salários de miséria. As unidades escolares estão inteiramente desprovidas para os alunos do século 21. Falta tudo! é uma outra realidade comparando à realidade deles. As salas de aula continuam com aquele velho quadro negro: escrever e copiar, copiar e escrever.

Ser professor é uma profissão árdua, mas prazerosa. Saber que ao plantar uma semente, uma pequena semente, é possível colher vários frutos, não há comparação. Ouvir que você, como profissional e como ser humano foi capaz de fazer a diferença na vida de alguém, vale mais do que o mísero salário que se recebe um mestre. Por isso que é preciso ter alma.

Ensinar é aprender. É ajudar o aluno a descobrir que ele pode criar e recriar mundos. Que ele pode dizer que o professor errou. Por que não?! Isso deve servir de orgulho para o professor, pois é uma prova que o aluno está participando da aula. É preciso dividir conhecimentos. Conhecimento partilhado é um grande caminho para juntos chegarem a um objetivo. Que tal salvar o mundo?

Sim, sabemos que não podemos salvar o mundo, mas quando acreditamos que o que fazemos é possível transformar, tantos mundos mudarão. E como muda quando sabemos aprender, já que ensinar é apenas uma parte da aprendizagem.

Ser professor é saber ouvir, é saber questionar e ser questionado, é aceitar que errou e juntos transformar em algo positivo, é sonhar e fazer muitos sonharem juntos.

Ser professor é amar sem esperar recompensa, pois para quem ama, apenas ama e faz, o que poderá vir, que seja consequências dos atos praticados.

E já não falo mais apenas a língua dos anjos, preciso aprender a falar a língua das prostitutas, dos ricos, dos pobres, das crianças... sim, das crianças...

Pois é preciso falar a língua que tenha como sinonímia o AMOR...

adenildo lima.


sexta-feira, 17 de junho de 2011

...

não existe um novo amanhecer, o que existe são novos sonhos.

adenildo lima

quinta-feira, 16 de junho de 2011

água de oceano - victor e leo

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Embriagai-vos

É necessário estar sempre bêbado.
Tudo se reduz a isso; eis o único problema.
Para não sentirdes o horrível fardo do Tempo, que vos abate e vos faz pender para a terra, é preciso que vos embriagueis sem cessar.
Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, a vossa escolha.
Contanto que vos embriagueis.
E, se algumas vezes, nos degraus de um palácio, na verde relva de um fosso, na desolada solidão do vosso quarto, despertardes, com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai-lhes que horas são; e o vento, e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio, hão de vos responder: É hora de se embriagar!
Para não serdes os martirizados escravos do Tempo, embriagai-vos; embriagai-vos sem tréguas!
De vinho, de poesia ou de virtude, a vossa escolha.

Poeta: Charles Baudelaire.

PS: não encontrei o nome do tradutor. Não sei se esta tradução é fiel ao original.

Mas me identifiquei bastante com o poema. rs...

adenildo lima

terça-feira, 14 de junho de 2011

Pós-modernidade

Se a pós-modernidade é boa para a humanidade, eu não sei. Até mesmo o termo "pós-mderno" deixa muitas pessoas com medo de usá-lo. Eu nunca tive medo. Tenho plena certeza que o que vivemos não é mais modernidade, é uma pós. E essa pós vem carimbada com milhões de faces. E algumas com os dois lados da face diferentes. Para mim, o que consagra o termo "pós-modernidade" é a tecnologia.

Se a tecnologia é boa, também não sei. Sei que a escravidão de hoje é xique. Antes o cidadão lutava por menos horas de trabalho e por direito ao descanso e, principalmente o descanso após o almoço. Hoje nem almoçar ele pode mais. Existe um brinquedo que lhe deram o nome de celular que não para. "Um momento, por favor, o patrão tá ligando".

A comida esfria. A preocupação de atender aos pedidos do chefe faz com que ele perca a vontade de comer. E o celular toca mais uma vez. Se antes éramos forçados a sermos escravos, hoje aceitamos a escravidão com muito orgulho. E chega o final de semana. O corpo e a mente sentem vontade de descansar. "Então vamos a uma chácara, ou a uma praia?", "Sim, vamos", responde o convidado, que muitas vezes é a própria namorada, ou até mesmo a esposa etc..

É domingo. E por ser domingo podíamos descansar um pouco. O celular ou um computador estão presentes, ali, em pleno sol de final de semana. E aquele funcionário dedicado se sente na obrigação de resolver os problemas da empresa. E sente orgulho da pós-modernidade por poder trabalhar em plena areia ou plena piscina. E o domingo acaba, e tão pouco a família pode desfrutar.

A segunda chega. E tudo continua. Continua, pois na verdade o trabalhador de hoje não para: trabalha de domingo a domingo 24h por dia. Sim, é isso mesmo. Mas o que é importante, pelo menos aos nossos olhos de cidadãos do século 21, é que a tecnologia é xique e facilita a vida de muitos. Será?

É, eu também não sei, mas sei que somos escravos de uma vida que mal conhecemos. Poucos têm tempo para a família, para a leitura de um livro, para uma declaração de amor à esposa, ao esposo, aos filhos. Tempo!? Parece que não temos tempo para nada. E parece que estamos ganhando todo o tempo do mundo pela facilidade que oferece a tecnologia. E que facilidade é essa?

Mas quem disse que temos tempo para refletir à busca de uma resposta?

adenildo lima


segunda-feira, 13 de junho de 2011

coisa cotidiana

conhecer o caminho não é apenas passar por ele todos os dias. para conhecê-lo é preciso vê-lo com outros olhos.

adenildo lima

domingo, 12 de junho de 2011

esquecimento

se algum dia eu não falar que te amo, não é que deixei de te amar, apenas não lembrei naquele momento.

adenildo lima

sem inspiração

amigo leitor, sabe aquelas horas em que paramos para escrever e nada vem a mente? é complicado. estou assim agora. pensei em escrever sobre a arte, sobre o dia dos namorados. mas nada disso me trouxe inspiração. falo inspiraçao pelo motivo de acreditar que preciso de algo para escrever, que chamo de impulso.

se eu fosse falar de arte. iria falar dos artistas ocultos. não sei se o amigo leitor conhece esses artistas ou se já paraou para pensar sobre eles algumas vezes. eu paro, e conheço vários, inclusive. artistas esquecidos nas pastas de arquivos dos computadores, perdidos nas esquinas e pelas esquinas com um olhar interrogativo sem saber por onde caminhar. e só isso já reflete um artista oculto.

mas esse artista não é tão oculto assim. é bem provável que ele se apresente para os amigos, para os familiares etc.. o que é ruim é que muitos pensam que ser artista é ser famoso, divulgado na mídia. loucura pensar assim. ser artista é ser capaz de respirar sentimentos humanos. e como temos artistas escondidos por aí.

hoje, até que com a internet é um grande meio para não deixá-los tão escondidos assim, mas mesmo assim, para o artista sem o apoio do poder público, de uma política pública voltada para a arte. fica difícil.

e como falei no começo deste texto, pensei em escrever sobre o dia dos namorados. mas não tenho muito o que escrever. dia dos namorados para mim deveria ser todos os dias. o dia 12 é apenas um bom dia para o comércio. isso sim.

amar mesmo é não esperar que o dia dos namorados chegue para amar.

adenildo lima.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

4ª PALESTRA PROFERIDA NA E.E.BEATRIZ LOPES

Palestra realizada para os alunos do 2º ano do ensino médio. Nesta palestra tratamos dos temas: respeito às diversidades; bullying; disciplina; a importância do professor mediador para resolução de conflitos no ambiente escolar, através do diálogo etc.. Foi de grande aproveitamento, conforme percebi pela participação dos alunos. (adenildo lima - 7.6.11)

Palestra na E.E. BEATRIZ LOPES

terça-feira, 7 de junho de 2011

De um outro planeta

Naquele dia tudo o que eu queria era falar de amor. Erguer a voz e gritar ao mundo que queria falar de amor. Disseram-me: Não adianta, vivemos num mundo de pessoas surdas e maquinizadas. Mas como assim? eu perguntei.

Para o melhor entendimento do amigo leitor, esclareço que tinha acabado de chegar de um outro planeta. E lá, onde eu morava, no planeta chamado Sonhos, tudo o que eu vivia era o amor. Por isso ao chegar aqui senti esta vontade de gritar, com a intenção de ser entendido, já que acreditava que o idioma do amor é universal. Mas me falaram ao contrário.

É, falaram-me ao contrário, disseram-me que no planeta Terra a língua que está tendo dimensão mundial é a da ganância, do ódio, da violência, da individualidade, do desrespeito. Fiquei ouvindo, ali, sentado à beira do lago e, de repente, vi os meus olhos brilhando dentro da água. E aquele reflexo me fez acreditar que quando alguém acredita nos seus sonhos, pode até não mudar o mundo, mas que nada pode fazer desistir o sonho de alguém que ama.

adenildo lima

segunda-feira, 6 de junho de 2011

orvalhos

menina, teus lábios de mel
molhados e sensuais
transmitem a mim
o mais puro prazer da libido
de um homem apaixonado

e, ao ver-te nua,
em plena rua
o silêncio da noite
me abraça
e em teus braços
sonho um dia reclinar
os meus desejos
e ensejos

teus lábios
são como pétalas
brotando orvalhos
no meu recinto
onde durmo
neste momento
afogando-me nesses sentimentos

adenildo lima

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Olá...

Olá, meus agradecimentos a todas e a todos que frequentam este espaço, que dividem comigo um pouquinho do seu tempo nestes improvisos que escrevo.

Um excelente mês de junho para todos nós!!!!


adenildo lima.