domingo, 1 de maio de 2011

São Paulo, 1 de maio de 2011.

Prezada Nathalia Albuquerque,

Essa noite pensei bastante em tudo o que aconteceu nesses dias em que estivemos juntos. Sim, sei que o nosso relacionamento durou menos de seis meses, mas aproveitamos bastante. Afinal aproveitar a vida ao lado de alguém não é viver uma eternidade, e sim, viver bem os momentos em que estão juntos. E nesta carta quero deixar claro que sempre te amei, não apenas pelos ensejos da paixão. Sempre admirei em você a sua sensibilidade, é isso que prezo nas pessoas, pois um ser insensível é tão igual ou pior a um robô, uma máquina ambulante por aí.

Talvez você até fique brava com o que vou tratar agora, mas peço que me entendas. Ontem você ficou chateada quando eu disse que precisavas ser menos emotiva, que precisavas aprender a controlar a emoção, pois tentar agir com a força do poder, mata aos poucos a menina humana que és. Gostaria que parasses para pensar um pouco sobre isso, não quis ser rude contigo, e muito menos chato, mas como somos amigos, me senti nesse direito, e sei que no fundo no fundo entendes.

Todas as vezes que deixamos de analisar bem as coisas e impomos poder, não deixamos de ser meros seres brutos; é assim que eles se comportam e agem. Nathalia, você sabia que quando terminamos o nosso relacionamento eu pensei que nunca mais eu fosse falar contigo, por tudo o que aconteceu? Mas depois parei, pensei com calma, aceitei suas palavras de carinho e reconciliação, mesmo sabendo, na época, que nunca mais pretendia namorá-la; mas o tempo muda bastante o rumo das coisas, né mesmo?

E esta carta, na verdade, Nathalia, é uma maneira de ir ao seu encontro, já que nunca tive coragem de falar olhando dentro dos seus olhos que és muito especial para mim. E que podíamos parar mais um momento e, talvez, dar continuidade ao nosso relacionamento. Não que eu queira te convencer a isso, mas nos damos tão bem. O que passou, passou... essas coisas acontecem. Recordo cada momento em que dormíamos juntos, nossos corpos colados e unidos como se fossem apenas um, e era, na verdade. Nossos beijos ardentes, calientes como dois adolescentes descobrindo os prazeres da vida. Lembro cada momento. Sei que você também recorda. Se eu lembro, imagina você! Mulheres guardam cada momento vivido. Sei que você guardou, sim.

Deixo aqui em aberto um encontro para conversarmos sobre isso que falei nesta carta.

Carinhosamente,
de alguém que te admira muito,
Roger Cortez.

Por:

adenildo lima

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