segunda-feira, 4 de abril de 2011

a vida

é noite. e sabemos que é noite porquê o sol deu lugar a lua, mas mesmo assim a lua continua escondida por detrás da poluição dessa metrópole. o cansaço do dia me atormenta um pouco, mas a vida pede forças, pois precisamos viver. lembro do estresse que a vida cotidiana me oferece. no trabalho, já não aguento mais olhar os olhares maquinados das pessoas, complicações de um lado, de outro; de todos os lados. mas a vida diz que é preciso viver. e eu levanto pela manhã, todos os dias, para uma mesma rotina e, sendo sincero, rotina me cansa. às vezes sento num banco, numa praça qualquer e fico observando os pombos comendo as migalhas que restaram, ali, naquele concreto. sem perceber sinto na face uma lágrima caindo, dou-lhe a sinonímia de amor; de amor a vida, talvez. e a vida insiste em dizer que é preciso viver. lembro dos amores que já tive, dos beijos que já beijei, e de todas as mulheres que já amei... descubro que o amor ainda continua sendo a única arma que pode salvar o mundo. levanto do banco da praça e saio caminhando de cabeça baixa, sonhando com a harmonia humana. uma criança olha para mim, sorrindo e, o seu sorriso aberto, e sincero me diz tantas coisas. e uma coisa eu penso, através de um desejo forte em mim: penso que um dia, em algum lugar, todos irão falar no mesmo idioma daquela criança. que as pessoas irão lutar, não por um individualismo capitalista e covarde, mas para transformar o mundo, pelo menos, no lugar em que cada um se encontra.

sonho, também, que um dia não mais escreveremos textos com letras maiúsculas. a desigualdade já é tão grande. e não ignore por eu apenas te amar, já que amar é tudo o que eu aprendi.

adenildo lima

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