terça-feira, 1 de março de 2011

Sicronia

Amigo leitor, o que vou escrever aqui pode até ser confundido com uma crônica nesse cronos em que vivemos, na maioria das vezes com uma falta enorme de sicronia. E sicronia até parece uma palavra meio sem cor neste universo de versos improvisados sem alma. E quando falamos de amor.

Hoje fui à cabeleireira. Ela parecia nervosa com a humanidade, aliás, sempre que vou lá ela conta milhões de histórias. Dizia que nesse mundo não existe amigos, existe interesse. Confirmei. Na verdade nós somos pessoas que vivemos interessadas em alguma coisa. Citou o individualismo do ser humano. Concordei, dizendo que realmente somos individualistas.

Falou que quando se separou do seu esposo. Todos seus amigos foram-se embora. Tudo mudou, antes eram festas e festas. E ela fala claramente que os amigos sumiram com medo que ela pedisse ajuda. No final da história só apareceu uma senhora, uma senhora que tão pouco convivia com ela. Perguntou para mim se existe realmente amigo. Respondi que talvez sim, pelo menos eu sou. Ela riu. E eu também.

Depois perguntou se eu estava amando. E eu disse que amar é tudo o que faço nesta vida. Falou que eu era irônico. E precisa, falei. E continuamos a conversa, naquele diálogo meio improvisado, mas com bastante sicronia. E namorada, tem? ela perguntou. Respondi que as mulhers gostam de me usar, e que não me levam muito a sério. Rindo, disse que eu era filho de uma mãe que não me pariu.

O amigo leitor deve até pensar que ela estava me paquerando. Tenha certeza que não, posso garantir, as nossas conversas são assim mesmo, isso é, se essas conversas existiram. Como você vai saber, né? rs

Mas amar é uma complicação, e se apaixonar é buscar uma solução, só não sei onde...

adenildo lima

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