terça-feira, 22 de março de 2011

Monólogo

Parecia uma madrugada qualquer, e podia ser, se você não tivesse aparecido por lá. Eram, aproximadamente, 3h. Uma chuva serena caía molhando o concreto da rua, e trazendo uma taciturnice ao ambiente. Eu, estava contemplando o tempo e cada olhar perdido nas esquinas. E num olhar eu me perdi, o seu.

Você veio dançando, com os braços abertos, com os cabelos soltos e com um vestido transparente deixando sob mistérios a tua pele quase nua. E ao som de uma canção ninar orquestrada pela chuva você transformou o vão da rua em um palco, e eu sendo o seu único espectador.

Você dançou no dedilhar da ponta dos dedos dos pés. A chuva caía e caía lentamente. Os bicos pontudos dos teus seios faziam-se aparecer no tecido molhado e excitante aos meus olhos. Ali, tinha um palco, tinha uma artista e um único espectador. Aplaudi, apreciei... todo o seu encanto. Era madrugada e o frio do decair da noite fez com que teu corpo molhado viesse ao meu.

E você veio com aqueles lábios carnudos, com os mamilos pontudos encostando em mim fazendo meu coração bater. E, ali, nos beijamos, nos abraçamos fortemente. Lambi seu pescoço com a ponta da língua fazendo-te me apertar as costas com tuas mãos suaves. E a madrugada presenciou um dos momentos de amor mais sublime que eu já vivi. E ainda hoje sinto o teu corpo abraçado ao meu, e teu cheiro adentrando as minhs narinas.

adenildo lima

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