sexta-feira, 18 de março de 2011

Amanda

O ano era de 1999, já se passaram 12 anos, mas Sandro ainda não conseguiu esquecer aquela imagem gravada em sua memória, vendo Amanda entrando na sala de aula para iniciar o curso de direito, direcionando o olhar lá para os fundos da sala. Na época, ela sonhava em mudar o mundo, sonhava em se envolver no meio social, ser voluntária, ser advogada dos pobres... e sonhava tantas coisas mais. Já Sandro, um rapaz inteiramente desprovido de qualquer sentimento social, totalmente ignorante a esses assuntos, ou se fazia ser ignorante, já que o seu sentimento de burguês, mesmo não sendo, era forte dentro dele. Sendo mais claro, um puta de um idiota.

O olhar de Amanda para Marcelo foi muito forte. Foi um olhar retribuindo a resposta de uma interrogação nos olhos dele. Marcelo era um cara simples, estudioso ao extremo, tinha o poder das perguntas e das respostas através de um simples olhar. E isso fez com que fosse percebido por ela. Sandro começou a bancar o verdadeiro idiota, querendo conquistá-la com um "eu te amo", dizendo todos os dias. Com um "você é maravilhosa', 'você é a mulher que me faz sonhar". E continuava com essas baboseiras, inclusive, todos os dias levando uma flor para ela, esquecendo o principal que um homem deve fazer com uma mulher, dar-lhe atenção.

Amanda com seus cabelos negros por cima dos ombros, com uns óculos , dando-lhes charme, e um jeito meigo de ser, já não conseguia esconder que estava apaixonada por Marcelo. Ela, até amava Sandro, mas era um amor que se deve ter aos idiotas, só.

Sim, e o tempo foi passando, e já se passaram 12 anos. Sandro ainda hoje espera um olhar daquele que Amanda dirigiu para Marcelo.

"E ao vencedor, as batatas".

adenildo lima

Um comentário:

Márcio Ahimsa disse...

e às batatas, o rústico de uma espera que não aconteceu, enfim, fritas a todos...