quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Tempos remotos

Estamos em pleno século 21, e este não é mais tempo de esperar, e muito menos, tempo de sonhar. Pelo menos é o que ouvimos, através de outras palavras, ditas por aí, por muitas pessoas. E este, ao meu ponto de vista não é mais tempo moderno, pós-moderno ou contemporâneo. É, na verdade, tempo em que a humanidade precisa de diálogo. Sim, diálogo. Sem ele, os conflitos ganharão mais vida, ganharão mais forças.

As pessoas estão cada vez mais taciturnas e estranhas com elas mesmas. E, também, solitárias. E não falo de uma solidão; aquela em que muitos usam como sinonímia, a falta de um amor. Não, não falo isso, falo da solidão que está presente no próprio olhar, na maneira de andar e no jeito de não saber mais amar. Mas como amar?

Talvez eu também não saiba, mas estamos vivendo em tempos remotos, e de controles remotos. Tempos em que as pessoas não se olham mais. Talvez possamos chamar de pós-modernidade, e é, como sempre chamo este século 21. E precisamos do diálogo para todas as situações, pois precisamos trocar a palavra punir por ouvir, principalmente nas escolas.

Tantas pessoas nesse tempo remoto já perderam os sonhos. E correm, e brigam, e disputam por um espaço. um espaço inteiramente individual.

Este já não é mais tempo de disputar termos, e sim, de olharmos um pouco mais para dentro de nós mesmos.

adenildo lima

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