segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ponto de partida

Diante de tantas batalhas e correrias no dia a dia, sonhar continua sendo o meio mais viável para subir a montanha. Mesmo que seja com uma pedra nas costas (lembrando o mito de sísifo), mesmo que seja subindo e descendo todos os dias, pois no momento em que chegamos lá em cima vemos a pedra descer, voltamos cansados, depois de um breve descanso, e pegamos novamente a pedra, e subimos, subimos. O suor desce face abaixo, o cansaço nos atormenta, e tantas lembranças vêm. É nessa hora que descobrimos que o sonho também é uma grande anestesia.

E num piscar de olhos já estamos com trinta anos. E, em mais um piscar de olhos, estamos com quarenta anos. E a vida vai passando muito rápido pela janela dos olhos. Alguns têm filhos, para não morrer tão jovem - assim é a procriação da natureza -, outros procuram ajudar ao próximo para sentir sentido na inútil existência de viver. Outros mais, abraçam o universo para ganhar voo. E nos voos vemos a vida passar muito rápido e nem percebemos. É aí que resta os sonhos.

Sonhar ainda é um meio de não sentir tão forte a dor, sonhar é a partida para um lugar ainda desconhecido. E a imaginação vai criando e recriando imagens boas, às vezes ruins, mas dificilmente para quem sonha vai sonhar coisas ruins, já que o sonho ainda continua sendo tudo, ou quase tudo que nos resta.

E eu aqui apenas espero o seu abraço.

adenildo lima

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