segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dust in the wind

Em algum lugar do universo a vida começa para alguém, e para muitos, termina. Assim é o círculo do existir. Estar sozinho, prender-se consigo mesmo, muitas vezes parece uma saída. Mas não há saída enquanto não tivermos controle da chave. Só que neste momento prefiro a solidão. Não que eu esteja sozinho, é que estou cansado de tantas máscaras nos rostos humanos. E já que todos os meus amigos morreram, ou nunca existiram, abraço o vento misturado com a poeira que ainda restou, no que chamo de esperança. Natália, e nem mesmo aquele beijo pode fazer com que eu mude de opinião, não é que eu não goste de você, aliás, nem nos conhecemos bem, mas tudo bem, assim é a vida.

Natália hoje deve ter acordado e deve ter lembrado de mim. As mulheres são românticas, e as verdadeiras mulheres levam o beijo tão a sério, e isso é muito importante. Pena que no momento prefiro poeiras soltas ao vento. Pior é se Natália nunca existiu.

Hoje quando acordei, fiz questão de observar o sol nascendo, até lembrei de nós dois, daqueles tempos em que o sol era ponto chave no nosso amor. Acordávamos e quando víamos o sol lembrávamos um do outro. E à tarde, aparecia a menina lua, e eu lembrava de você, sabe, tão carinhosa. Mas a vida passa, e tudo passa, e tudo muda, e tudo vai embora. Hoje até mesmo o sol não teve mais o mesmo brilho, não é que o sol tenha perdido o seu brilho, mas as coisas existem conforme a nossa existência, e neste momento nem sei se existo para você e você para mim.

Às vezes acho que tudo o que eu falo, ou escrevo refletem alguma coisa que eu já vivi. Sinceramente não sei, são apenas palavras, e palavras não terão nenhum valor, se ao contrário, não tiverem o nosso respaldo. Peço desculpas pelo meu jeito agressivo, não é culpa minha, acredite, no fundo no fundo você sabe que sou uma pessoa boa, isso é, se podemos chamar alguém de bom. Mas como disse um dia um colega meu "sua alma é maior do que mundo". Acho que ele tem razão. Só que a vida é dura "viver é foda, morrer é difícil... vamos fazer um filme", como dizia Renato Russo. Melhor mesmo é fazer um filme, pois a realidade transformada em ficção é tão perfeita.

É, o dia vai passando, mais uma semana começa, mas acho mesmo que nada começou...

Importante é que o fim não existe, quando ele chega, é hora de começar.

adenildo lima

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