sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

As idas e vindas da vida

As idas e vindas da vida é realmente um grande ponto de interrogação sem respostas. Hoje prefiro as folhas em branco, elas me dizem bem mais do que as escritas, já que palavras são apenas palavras e, agora, busco o infinito. Uma rua com o nome de alguém, dando-lhe homenagem, não me interessa, o que me interessa neste momento é poder caminhar no vão.

As idas e vindas da vida é, sem dúvida, um grande caminho sem começo e sem fim, mas talvez, os cadáveres que são lembrados pelos vivos estejam felizes, já que os vivos vivem tão complexamente enrolados com os sonhos, e já que os sonhos, também, é uma grande ilusão; e os mortos nem sabem que os vivos estão lembrando deles. Mas o que me incomoda mesmo é este ponto de interrogação (?) : - Um amor não correspondido; um sonho não encontrado, apenas sonhado; um pai que partiu, e nunca mais voltou; os sorrisos das pessoas falsas e covardes; o néctar dos pingos de orvalho querendo me dizer alguma coisa, e eu sem conseguir entender; uma partida, uma ida, uma volta, uma subida, uma descida... no final tudo isso chamamos de vida. E o ponto de interrogação com uma exclamação bem grande ao seu lado me atormenta um tanto e quanto.

As idas e vindas dos poetas ambulantes são verdadeiros momentos de amor jamais entendidos pela sociedade. Quem entende as míseras metáforas de um poeta? Nem ele mesmo, pois sabe que o importante não é entender, e sim, viver. E viver é tão díficil, já que para quem parte não sabe o aconteceu. Mas o amor, caro amigo, é uma grande rosa cheia de pétalas e espinhos. Mas, afinal, o que é o amor? Logo eu que nunca amei, logo eu que nunca acreditei, nem mesmo na essÊncia das flores, como posso perguntar o que é o amor? ... Logo eu, que talvez esteja lendo agora...

As idas e vindas das paixões interrompidas são verdadeiros tópicos de um novo amanhecer, mas eu prefiro as folhas em branco, elas me dizem bem mais, já que busco o infinito. Será que o infinito existe? O que existe afinal? Talvez uma lâmpada acesa, um candeeiro apagado por não ter mais querosene, em cima da mesa.

E não sei se é pior ou melhor isso que nunca consigo esquecer: que era pecado beijá-la no altar da capela, ela disse. E eu fiquei me perguntando: como pecado se tudo o que é feito com amor é sagrado? Mas acho que ela esperava mesmo era ser beijada no dia do casamento. Já que casamento também nunca existiu...

... e assim é as idas e vindas da vida...

Ah, tinha esquecido de falar que a correnteza levou o piano, e agora como poderei cantar aquela canção?

adenildo lima

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