quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Um diálogo a dois e solitáio

Neste momento só lembro de você, meu bem. São lembranças fortes que vêm a mim. Você vem transparente cortando uma multidão de gente. E eu te venero, te admiro; te quero! A noite está com um ar carinhoso, e me abraça me levando em lembranças aos teus braços. O teu jeito de olhar os meus olhos me encanta e me fascina tanto.

Pena que você vem como o vento; são apenas imagens fotografadas de um tempo que não resta mais. E eu tenho medo de chamá-lo de passado, esse tempo. Lembro cada detalhe dos nossos encontros. Será que você lembra aquele dia que falei que você era linda, tão linda quanto os sonhos de um poeta? E eu nem sei se poeta sonha, eles são tão realistas. Mas naquele momento eu falava de uma beleza inexplicável. Ficamos ali sentados bebericando um shop. As pessoas passando indo e vindo vindo e indo, mas a gente nem percebia, pois naquela hora o mundo era nosso; e sempre foi assim em todos os momentos que estivemos juntos.

Ah, lembro de tantas coisas boas que até parece que nunca houve nada de ruim entre nós. Mas houve. Eu estava deprimido, caído, acabado, ferido... e o bom daquele momento foi que você me acolheu, e nem me conhecia, na verdade. Você é diferente de todas que já conheci. Já passaram mulheres em minha vida que me inspiraram tanto, até escrevi versos de amor, mas quem disse que elas entenderam?

Mas entender um verso de amor é para poucos, ou, só para quem ama, né verdade? E você sempre entendeu, acho que foi a única até hoje. Por que você sumiu...?...

Desculpa! Estas perguntas são apenas desabafos meus jogados em palavras ao ar. E, sendo sincero, nem espero que o vento os levem até você. Não reclamo nada do que vivemos. Vivemos tudo o que podíamos. Sim! vivemos tudo o que podíamos. E lembrar, eu quero que saibas, que não é motivo de tristeza para mim, eu me sinto feliz; por isso recordo.

Lembro a gente dialogando sobre o amor. E chegamos a conclusão que o amor é tudo de bom que vivemos. Pois amar é nunca encontrar uma resposta... é viver viver viver... Ah, só um segredo: eu ainda sinto saudades do sabor do beijo que você me negou.

adenildo lima

Nenhum comentário: