domingo, 30 de janeiro de 2011

A rua e o quarto

Uma rua por si só já é uma grande festa. O vão infinito que os nossos olhos tentam alcançar dar prazer ficar flutuando na imaginação, ali, sentado na calçada, vendo a madrugada cair lentamente e, de vez e quando um vento para aliviar o bafo quente da temperatura com mais de 30º. E melhor ainda quando podemos observar as ninfetas dançando, mesmo que não seja uma música agradável, com suas roupas curtas e sensuais, tudo isso pode ser um colírio para os olhos.

A rua guarda seus mistérios na imagem de uma ninfa dançando e fazendo encantar a molecada em seu balançar de corpo ao ritmo de um som. Na minha frente, com um shorte curto, com uma roupa pronta para ir dormir, duas pernas com umas coxas interessantes e atraentes ganham a honra de uma carícia de minhas mãos, tudo isso ao som de umas músicas não muito interessante, mas a noite é misteriosa.

E nos mistérios da vida e da rua a madrugada vai caindo cada vez mais e aquela ninfeta rebola e quebra a cintura, uma deusa em figura humana. E muitas pessoas se divertem com seus goles de bebidas. Eu apenas aprecio a flor do campo num quarto onde os ruídos e som passam a ser segredos.

E a madrugada cai lentamente e prazerosa...

adenildo lima

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