sábado, 22 de janeiro de 2011

Máscaras do bem

Amigo leitor, começo este texto, mas não tenho muita esperança que ele seja útil para alguma coisa, pois palavras são apenas palavras saídas da boca ou das mãos de um falador, tão poucas ganham voo, outras se perdem antes mesmo que cheguem aos seus ouvidos. E eu fico apenas me perguntando para que servem as palavras. (?) Confesso que não encontro respostas. Continuo falando como um louco perdido num deserto, até mesmo por saber que diante das palavras tudo é incerto. Você, às vezes entende algo fora daquilo que eu estava sentindo quando escrevi. E isso é bom, mostra que as palavras são vivas, e elas cabem perfeitamente no estado em que você está vivendo.

Quantas palavras procuramos para dizer a alguém que a amamos? São milhões e milhões de frases construídas, elaboradas... e na hora tudo é diferente, até mesmo pelo simples fato de muitas vezes confundirmos amor com paixão, paixão com amor, amor com sexo, amizade com vaidade, vaidade com amizade, status...

Mas o complicado mesmo é que sempre falamos coisas bonitas para pessoas erradas. Me perdoem, amigos leitores, quero que divida comigo que é verdade que existem tantas pessoas que não são merecedoras nem de um sorriso seu, meu, nosso. E muitas vezes ficam ao seu lado por puro egoísmo, individualismo, apenas para preencher um vazio, te usando, ou, usando-nos para seus determinados deleites.

Sendo sincero, muitas vezes a solidão é a melhor companheira, pois há momentos que as máscaras não nos satisfazem mais.

adenildo lima

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