sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

feliz 2011

a todos e a todas que visitam este espaço meu muito obrigado e meus sinceros votos de desejos para que tenhamos um excelente 2011.


adenildo lima

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A ponte e a linha

Hoje em meus improvisos com a vida fiquei me perguntando o que é a vida. Acho que todo mundo faz esta pergunta, aliás, é algo tão comum a todo mundo, já que todo mundo vive. Vive? Viver é que é difícil, até tentamos a sobrevivência, mas viver mesmo é complicado, até pelo simples fato de muitos acharem que devemos viver conforme eles imaginam o que é a vida, pois, para mim, e acredito que para muitos, todos devem viver a sua vida, já que a vida é o que vivemos.

Este improviso sai meio que repetitivo, e eu concordo com os amigos leitores, se por acaso houver amigos leitores, talvez exista um amigo leitor, mas quem passar por aqui já meu amigo, mesmo que não seja amigo das noites de bares na grande São Paulo, ou até mesmo aqui, na minha casa, onde ficamos horas e horas bebericando e conversando da vida. Da vida.

É, até tentei fugir da palavra vida e não escrevê-la mais neste texto, só que ela apareceu sem que eu percebesse, e até quis me dizer que ela é o tema principal deste bate papo que estou tento através deste texto. O diálogo.

Em pleno século 21 vejo o diálogo como base principal para uma sobrevivência melhor. ME desculpe, caro amigo, pois estou sempre repetindo a palavra sobrevivÊncia. De repente você não gosta desta palavra e acredita que realmente vive e não sobrevive. Vive? Se você acredita já é um grande começo para sobreviver. Sobreviver?

Putz, como sou chato. Ah, meu sobrinho de 3 anos me chama de tato, mas na verdade ele quer dizer chato. Ele fala e depois sai rindo, e entra na brincadeira comigo. Será que ele já sabe o que é viver, ou o que é ser chato? Vai saber, né...?

É, amigo leitor, vou parar por aqui, já que a vida continua...

adenildo lima.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

São Paulo, 28 de dezembro de 2010.

Prezado papai Noel,

hoje tomei a decisão de te escrever, sei que andas muito cansado, pois o natal, como todos nós sabemos, já findou para este ano, mas sou insistente e venho aqui te pedir o meu presente. Esperei... esperei bastante e o senhor não apareceu. O que aconteceu, será que estavas muito ocupado?

Ah, papai Noel, desculpa, esqueci de me apresentar, sou Ana Cláudia, moro na periferia da grande São Paulo, estudo em escola pública - o senhor deve saber como anda a nossa educação -, então, como falei anteriormente, sou Ana Cláudia, tenho 15 anos. Sim, tenho quinze anos... ah, papai Noel, sou criança, sim, e não diga que não sou, ficarei triste se falar isso.

Mas vou ao tema principal: presente. O senhor percebeu que as pessoas hoje não são mais tão presentes? É, papai Noel, elas estão ficando cada vez mais frias e maquinizadas, ausentes. Mas eu acredito muito no senhor, papai Noel. O senhor acredita que eu tenho uma amiga que diz que eu não acredito? É, ela diz, pois falei uma vez que natal para mim, às vezes é triste. E na verdade é, sabe o motivo? Eu mesma estudo numa escola pública inteiramente sucateada, frequento hospitais onde os médicos nem olham nos meus olhos, sonho em ter um emprego bom, mas para o pobre - como o senhor deve saber - os caminhos se fecham mais e mais. Será que o senhor não pode me ajudar?

Ah, não fique triste, isso não é um presente que o senhor vai ter que precisar de colocar a mão no bolso. Me ajuda aí... 2011 precisa ser realmente novo...

Carinhosamente,
Ana Cláudia.

Por adenildo lima

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O monstro

O mundo corre depressa e um monstro assustador doma toda a sociedade. Mas ele não é um monstro como possamos imaginar, todo mundo é simpatizante dele. Por ele muitos matam, morrem, enlouquecem e até ficam sem dormir fazendo planos para tê-lo mais e mais.

Este monstro doma o século 21. Ah, este monstro tem tantas faces nas faces humanas.

adenildo lima

sábado, 25 de dezembro de 2010

Alaúde












Toque uma canção para mim, afinal é natal, e você nunca fez isso, meu bem. Dedilhe nas cordas fazendo com que eu durma ao teu lado, depois beija a minha boca e transforma esse simples momento numa coisa louca, eterna.

Toque apenas uma canção, afinal é natal, e você sabe que natal é tempo de amar, é tempo de se entregar. Ah. se entrega, vai, e entrega toda melodia vinda de tu'alma, você pode até não saber mas uma canção (de amor) meu amor me acalma.

Ah, toca uma canção, o instrumento você já tem...

adenildo lima

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A janela

O amor saiu pela janela. Por que deixaram a janela aberta? Não sei! Juro que não sei. Ele saiu deixando saudades, assim, como pássaros que ganham voo. Sinto muito a falta dele, e até hoje não consegui entender o motivo. Uma solidão forte vem a mim, principalmente nas noites caladas e frias, até as paredes perdem o rosto, e eu fico procurando algo para me divertir. Já se passaram três anos, mas a falta continua a mesma, talvez a dor esteja doendo menos, mas o ruim mesmo é o vazio, aquele vazio, sabe?

Talvez você não saiba, e até fico feliz que não saibas, não desejo isso para ninguém, mesmo sabendo que todos por isso passarão. A minha dúvida mesmo é sobre a janela. Será que a deixamos aberta? Eu poderia ter observado mais, mas na verdade eu senti um peso muito forte em cima de mim e não tive forças para reagir. Até hoje me culpo por isso, e até me considero fraco, pensando que eu poderia ter mudado, talvez observado mais aquela janela - logo eu que tanto gosto da solidão, neste momento ela me fere um pouco -, acho que foi a leitura que acabei de fazer de um poema de Drummond "Como um presente".

A tua ausência física, posso dizer, é muito ausente, mas as lembranças, os teus ensinamentos a cada dia que se passa são mais vivos em mim. E quando vêm as dificuldades...?... É verdade, eu sinto sua falta, teu abraço, teu beijo... e até lembro do natal em que comemoramos juntos, e não sei donde tiraste aquela frase "Vamos comemorar, talvez no próximo ano eu não esteja mais aqui". E realmente foi assim que aconteceu. Chorei bastante quando abri a porta e vi as pessoas comemorando. Tudo isso ainda dói, mas não dói tanto assim, o que dói mesmo, talvez seja a janela.

A janela é sempre misteriosa, aliás, o que é nossa vida? Possivelmente uma grande janela. Lembro as idas e voltas para o hospital, lembro dos meus irmãos se dedicando tanto para evitar. Lembro cada momento. Lembro até da carta que escrevi, nela expressei, talvez uma grande dor. Mas era como se eu já soubesse o fim. Sim, digo o fim, mas talvez seja o começo. Partir não é o fim, depende muito do conceito de cada um, pois para mim tudo é começo, só não me pergunte de quê.

Sinceramente é difícil. O amor é algo complicado, quanto mais o temos mais o queremos. É, pássaros precisam ganhar asas, e voar. E eu faço o que sempre faço: escrevo para dividir não sei com quem...

assim é a vida

adenildo lima

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Improvisos 10

não, não me diga isso (...) amar continua sendo a verdadeira arma para fazer nascer flores no asfalto.

adenildo lima

Improvisos 9

eu posso até esquecer que te amo, só não vou esquecer nunca que te amo!!!

adenildo lima

Improvisos 8

a idade não tem os dias vividos num papel, a idade é aquilo que você vive.

adenildo lima

Improvisos 7

beijar é o ato mais explícito da entrega que leva a tantas entregas...

adenildo lima

Improvisos 6

marcela, gabriela, valéria, maria, mallú, katrina... em cada esquina gira e roda uma aquarela, graziela.

adenildo lima

Improvisos 5

está ausente para mim; é tão ruim quando você está perto. Ah, essa ausência dói.

adenildo lima

Improvisos 4

a minha maior declaração de amor é que realmente eu te amo!!!

adenildo lima

Improvisos 3

natal é nada mais ou nada menos do que um abraço sincero. Ah, isso sim, é natal!

adenildo lima

Improvisos 2

sonhar é um lapso num relapso que desejado se torna almejado.

adenildo lima

Improvisos 1

amar pode ser difícil, mas difícil mesmo para mim é não amar.

adenildo lima

esquina

retina
esquina
coral
coralina
menina
pequenina
karina
oh,
desengano
sem engano
e eu chamo
e proclamo
tudo o que amo
coral
coralina
menina
pequenina
esquina...

Uma criança

Vinicius acordou determinado a ganhar o mundo, jogou uma mochila nas costas, uns chinelos nos pés e saiu perambulando. Ele queria ganhar o mundo.

No caminho encontrou uma flor, uma pedra e vários espinhos. Ah, encontrou também uma criança chorando, pois esperava um presente, e o presente não vinha. Vinicius sentou ao lado dela e perguntou se ela sentia fome. Apenas respondeu que sim.

Vinicius abriu sua mochila e lhe ofereceu comida. Ela disse que não precisava daquela comida, pois sentia fome de carinho, de amor. Sim, era isso que ela sentia, e era isso que ela queria. Vinicius ficou confuso. Lembrou que tinha encontrado no caminho uma pedra, uma flor e vários espinhos, mas não sabia qual deles era a criança.

Ah, Vinicius só queria ganhar o mundo...

adenildo lima.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Ah!...

Este texto é para você que se encontra aí parado sem muitos motivos para o final de semana. Ah, este texto é para mim e para você que sempre encontramos motivos para motivos felizes. E a felicidade, o que é?

Este texto inicia sendo dedicado para alguém que não tem muitos motivos para o final de semana e, ao mesmo tempo contradiz, voltando-se para o próprio autor que junto com o leitor encontra motivos para motivos felizes.

Assim, Às vezes, eu imagino a felicidade: um círculo, um vai, um vem, um sim, um não, um sorriso, um choro, uma lágrima. Ah, uma lágrima! E uma lágrima é tudo o que eu quero.

Mas não quero as lágrimas dos atores encenando nos palcos, quero as lágrimas das multidões em harmonia para um mundo melhor. Ah, um mundo melhor...

Então possamos e podemos imaginar que esse mundo não é ruim...

E a felicidade, é o que mesmo?

adenildo lima

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Vitor

Era noite, e uma chuva caía fortemente no telhado da casa de Vitor. A cidade estava repleta de água, o córrego da vila onde ele morava estava esborrando cada vez com mais intensidade. Sentiu vontade de chorar. Olhou para a mãe e perguntou:

- Mãe, viver é isso mesmo?
- Isso mesmo o quê?
- Sei lá, mãe...

Vitor tinha apenas 8 anos de idade. Trabalhava catando papel para reciclagem. Fazia algo tão útil e tão desprezado pela sociedade. Na escola, chegava sempre cansado. Só uma professora tinha olhos para ele, e procurava sempre conversar. Vitor já se sentia um adulto. E começou a fazer poesia num diário velho encontrado no lixo.

O diário estava com a capa rasgada e com algumas folhas destruidas. Aquele diário passou a ser seu grande amigo. A mãe dele, do Vitor, trabalhava em casa de família, era doméstica, e o dinheiro não dava nem mesmo para comprar o alimento necessário.

Vitor não tinha pai. Faleceu num hospital público, por descaso público, mas isso não foi a público. E Vitor começou a sonhar e a querer ser grande. Sonhou em ser um grande poeta.

E um dia descobriu que em vida já era a própria poesia andante. Chorou. Sorriu. E amou...

adenildo lima

domingo, 12 de dezembro de 2010

abrigo

ah, teus lábios
doces lábios de mel
céu
mar
estrela cadente
não
não podemos ficar ausentes
quando sinto teu cheiro
adentrando minhas narinas
oh, menina
que te gosto
com um gosto
gostoso
nesse gozo
prazeroso que chamo de amar
de viver
de sentir
de poder estar contigo
pois nesse refúgio
ah, vamos fazer com que
sejamos um do outro
abrigo...

adenildo lima

Como nossos pais, na voz de Elis

Uma das vozes mais bela da nossa música!!!

video


"Viver é melhor que sonhar"

adenildo lima

sábado, 11 de dezembro de 2010

em algum lugar do passado

em algum lugar do passado deixei uma lágrima perdida, apenas para ser encontrada por alguém. e foi uma pena, a lágrima misturou-se com uma pena.

e começou a voar sobre as montanhas, sobres os mares, sobre as florestas... e sempre observando os olhares distantes das pessos distantes. sim, uma lágrima que ao se misturar com uma pena, descubro hoje que não foi uma pena tão grande assim. ela ganhou voo e liberdade pra sonhar até mesmo nos olhares perdidos. e eu, observando bem a cena, posso dizer que a minha lágrima perdida em algum lugar do passado é motivo para os meus risos hoje.

adenildo lima

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

10 de dezembro

é, hoje é meu aniversário, ouvindo um cd, com músicas selecionadas que ganhei de presente, começo a ecrever algo, que nem mesmo eu sei o quê. aniversariar não é ficar mais velho ou mais experiente, é apenas um momento fotográfico de um passado presente futuro, aliás, assim é a vida. muitas coisas vêm a nossa cabeça, no caso, a minha, lembro de pessoas importantes que partiram, lembro de abraços e beijos felizes, e lembro das pessoas que estão comigo. aliás, assim é a vida.

adenildo lima

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O bêbado e a equilibrista, na voz de Elis

video

adenildo lima

Lembranças e memórias

Existem coisas na vida que esquecemos, mas existem momentos que jamais saem da nossa memória. O cheiro, a imagem refletida em cada esquina; da vida. Assim, Júlia, foi aquele nosso momento, nunca esqueci.

O cheiro da tua pele pelas minhas narinas foi muito significante e marca até ao dia de hoje, talvez você nem lembre mais, mas eu nunca consegui esquecer. Lembro o teu corpo nu com os traços de uma moldura bem arquitetada me abraçando. Aquela pele cor de canela, aqueles olhos castanhos, e aqueles cabelos ruivos, meios que encaracolados. Tudo! Mas tudo mesmo me faz lembrar aquele momento, e você. E tudo isso eu chamo de amor.

Sei que foi algo passageiro, aquele nosso encontro. Sei também que talvez não tenha tido nenhum significado pra você, mas para mim, sim, e como teve!!!

adenildo lima

sábado, 4 de dezembro de 2010

A essência das flores

Talvez você não tenha percebido, e visto, aquela criança querendo voz, ali, dentro do seu peito, mas eu percebi através do seu olhar uma lágrima caindo. E aquela lágrima não era lágrima de ódio, era de amor. Um amor natural e infantil. Infantil assim como todos os amores; todos os amores são infantis. E dentro do coração ferido, ali, diante de mim, consegui ver que não estavas com ódio.

Meu amor, faz tanto tempo que nos vemos. Ainda escuto tua voz suave, às vezes agressiva, mas sempre amável. Ontem mesmo te procurei nas esquinas; da vida. Fiquei observando todos os pequenos detalhes, e encontrei vários olhares perdidos, e todos pareciam comigo e com você. E aquela criança que queria ganhar voz me pediu um abraço, um acalento que eu pudesse soltá-lo no vento sem fingimentos. E assim eu fiz.

A prova não estava difícil, difícil mesmo estava a prova de amar. Amar é tão complicado, mas só as pessoas não percebem que é tão simples, e acabam complicando tudo, aí, passa a ser, como disse anteriormente, complicado. Talvez você não consiga entender isso que estou tentanto passar, mas não precisa entender muita coisa, apenas não tenha medo de amar, pois amar mesmo entre espinhos é possível colher a essência das flores.

adenildo lima

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

E cai a madrugada...

A noite surgiu com o seu abraço de mulher carinhosa, deixou o sol se esconder aos poucos por detrás das montanhas. Ouvi mãe dizer "Ele agora vai pro Japão, quando lá é dia aqui é noite". Sorri, da maneira como ela retratou através de gestos, e ao mesmo tempo dando uma impressão de que temos dois mundos. E temos!

Talvez eu esteja enganado por pensar assim, mas sempre acreditei que o mundo não é um só, até chego a dizer que todo mundo tem o seu próprio mundo. É, mas voltando ao tema principal; sinto que preciso voltar. Eu estava falando do sol se escondendo por detrás das montanhas, e como foi lindo o encontro dele com a lua: o sol e a lua. A lua uma mulher com seu jeito sensível e doce, deu um olá para o amigo sol e o desejou bom descanso. Ele riu, pois como minha mãe falou ele ia para o Japão.

Uma neblina suave veio vindo acompanhando a lua, as plantas ficaram todas molhadas, e felizes. E a noite foi vivendo cada momento: crianças brincando de se esconder, senhores contando estórias e histórias no terreiro acompanhados com a luz suave da lua. E ela, a lua, estava toda feliz, pois ao seu lado estavam lhe fazendo companhia milhões de estrelas.

O relógio zerou os ponteiros: meia noite. A madrugada estava chegando. E chegou como um véu cobrindo os lírios do campo e fazendo dormir a minha amada. Ah, a minha amada, ainda hoje a amo. E todas às vezes que cai a madrugada lembro daquele beijo inocente e tão verdadeiro que demos na infância.

adenildo lima.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Artigo em revista

Leiam abaixo no link o artigo que fiz para a revista COMPANYSUL sobre o livro Mazzaropi, o caipira mais caipira do Brasil, do autor Galileu Garcia.

http://www.companysul.com.br/edicoes/edicao-29/cultural.html


adenildo lima