quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Nauseando 11

Por onde começar escrevendo este texto, não sei, e qual tema vou abordar para poder falar da náusea nauseando em mim - não apenas em mim -, também não sei. Só sei que viver não é fácil, e isso é bom. O que é não é bom é a complicação que as pessoas fazem, principalmente de coisas pequenas, de pequenas coisas.

Um copo com água derrubado na mesa não é motivo para quebrar a mesa. Pegando essa frase como base deste texto, decorrerei e discorrerei nas próximas palavras que nem mesmo eu sei o que virá ou que virão, mas como sempre digo nestes nauseando, isso é uma náusea.

Sabe quando de repente, mas muito de repente mesmo a gente gostaria de fazer uma coisa, uma coisa maravilhosa. E, digo uma coisa maravilhosa, não é pensando no individualismo próprio, é pensando numa coletividade. E de repente, muito de repente aparece alguém que não se alegra com a felicidade dos outros e faz de tudo para destruir..., sabe?

Eu já procurei entender muitas vezes, e na maioria das vezes diante de coisas extraordinárias, coisas que é terminada por uma má vontade de uma terceira pessoa.

Pular de um edifício não é difícil, difícil mesmo é a dor que fica para os familiares, pois para quem morreu... agora para quem fica, fica algo edificado no peito complicado de ser curado. É um vazio, é uma solidão solitária nos olhares perdidos pela casa, pelas ruas, pelas avenidas e becos e caminhos pisados pelos nossos pés calejados.

Mais uma criança nasce, o pai não está presente, a mãe não lembra da imagem do pai; do pai. A criança quer crescer, a criança quer uma imagem forte refletida diante do seu olhar; a criança descobre que é órfão. E eu digo que ser órfão não é difícil, agora não ter um pai, sim.

Não sei, talvez eu esteja enganado, mas a vida passa tão lentamente, mas está correndo depressa demais...

adenildo lima

Nenhum comentário: