terça-feira, 2 de novembro de 2010

21, vinte e um ou xxi

O mundo corre muito depressa, e as pessoas estão correndo demais. Um olhar apenas, muitas vezes, esquecemos em uma esquina qualquer. O sorriso da mulher amada, o beijo do inimigo, o abraço da criança; um cachorro para suprir sua solidão. E no final da caminhada você me pergunta o que é o amor(?). Se eu soubesse, qual sentido ele teria para mim?

Vivemos de ilusão, e a ilusão é a única realidade existente, mas eu também não sei o que ela é. Se eu soubesse já teria deixado de viver. E você me vem como bailarina menina pequenina na ponta dos dedos, e procuras esconder o teu olhar por debaixo de um outro olhar. A poesia perdeu o sentido nos versos daquele poema que te escrevi, lembra?

As lembranças são duras, e frias, muitas vezes. Já as imagens são momentos gravados em algum lugar do passado, buscando ser presente. O presente também não existe, e nem mesmo aquela flor que te dei um dia. Existe apenas tudo o que acreditas, ou deixas de acreditar. O passado, o futuro, o presente são palavras, e palavras são válidas quando damos algum sentido a elas.

E eu já nem sei o que escrevi.

adenildo lima

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