sábado, 30 de outubro de 2010

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

uma carta. de amor?

São Paulo, 29 de outubro de 2010.

Minha querida Fabi,

esta carta pode parecer mais uma carta de amor, mas na verdade não é. Na verdade estou em plena madrugada, olho para o relógio e ele marca 2h23, vem uma solidão gostosa em mim, e através dessa lembrança lembrei de você. Lembrei dos nossos momentos distraídos, daqueles nossos passeios, daqueles diálogos. Recebi a sua mensagem dizendo que está bem, que está prestes a casar, e talvez eu seja o padrinho. Sendo sincero, Fabi, eu desconfio que você não gosta tanto do seu noivo ao ponto de casar. Falo isso porque somos amigos, e saiba, não tem nada a ver com o relacionamento que tivemos.

O que eu sinto na verdade é que você tem medo da idade, tem medo de ficar solteira, por isso vai casar. Desculpa, estou falando isso por sermos amigos, e como sempre tivemos transparência em tudo o que conversamos não vou ficar reprimindo as palavras agora.

Não sei se você vai lembrar aquela noite em que viajamos para aquela chácara. Foi tão gostoso, vivemos o amor de uma maneira tão maravilhosa, transávamos como se fosse a primeira ou a última transa de nossas vidas. É, vivemos bem o pouco tempo em que estivemos juntos. Ainda lembro e sinto o seu cheiro adentrando minhas narinas, vindo do suor do teu corpo nu sobre o meu, abraçado ao meu. Foram três dias maravilhosos. Eu era o único desconhecido naquela turma, as pessoas - uma jovem que estava lá, que você também não a conhecia - até me perguntou se éramos casados. Disse que não. Ela riu e disse que nós parecíamos o casal mais feliz do mundo. Disse que éramos felizes, só não éramos casados. Ela riu. Percebi que ela sentiu atração por mim.

É, Fabi, tantas coisas me vêm à cabeça, mas vou parar por aqui. Na verdade, acho que isso que escrevi é uma carta de amor. rs.

Carinhosamente,

adenildo lima


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

longe do meu lado


do CD, a tempestade, de legiao urbana, renato russo fala da paixão de uma maneira sutil e descritiva, e eu, prefiro sempre o amor. amar, para mim, é o melhor caminho.



adenildo lima

terça-feira, 26 de outubro de 2010

o silêncio e um grito e um esquecimento

cansada, deitou-se na primeira calçada que encontrou. era madrugada, e o relógio central da praça marcava 3h. sentia fome, sentia frio; sentia saudades. a rua estava deserta, restava apenas um cachorro passeando sem destino. fabi sentiu medo da solidão, há mais de duas semanas não conseguia dormir; sentia-se só, e estava. o cachorro aproximou-se dela, beijou seus pés sujos, dando-lhe um sorriso amigável. fabi, sem perceber, deixou cair duas lágrimas dos olhos. o cachorro balançou o rabo, sorriu mais uma vez e saiu.

fabi sentiu vontade de dormir e nunca mais acordar. sentiu vontade de gritar, mas não existia ninguém para ouvi-la. o dia amanheceu, uma multidão de gente começou a passar na maior correria. ela enxergava a todos; mas infelizmente ninguém a viu, e uma gravata, despreocupada, atropelou-a.

de fabi, ainda lembro o sorriso daquele amigo inexperado que beijou os seus pés com tanto carinho.

adenildo lima

sábado, 23 de outubro de 2010

dez improvisos

por favor, leiam abaixo dez improvisos de poemas feitos em um só IMPROVISO!!! RS


adenildo lima

alma nascente

valeria a pena
a sociedade rever seus conceitos
cheios de defeitos
e tão sem jeitos
nesses malefeitos calculistas
que na pista só sonha em ganhar

valeria a pena
amar um pouco mais
viver um pouco mais
brincar um pouco mais
e neste mais
não retroceder

valeria a pena
fazer com que as coisas pequenas
ganhassem voo
e nos sobrevoos
atravessassem as montanhas

ah

por favor
minha querida menina
diante das batalhas da vida
apanha e apanhe
as folhas soltas no vão
da alma nascente
que recente
tanto temos a aproveitar

neste ÃO

adenildo lima

uma criança que sonha

a educação
no chão
deslizando feito sabão

aos corruptos digam

NÃO

uma mãe que chora
um adolescente que ri
uma criança que sonha

os pássaros voam
e sobrevoam as montanhas

os professores estão todos esquecidos
e a sociedade sofre com isso

uma criança sente medo de nascer
talvez na imagem de um pai
ou de uma mãe

que sonha que sonha
em realizar seus sonhos

adenildo lima

a menina Gabriela

na rua
na calçada
jogada
e atropelada

pelo poder

uma criança chora
nos braços de uma
mãe
e a mãe não tem mais leite
no peito

pois o sangue desfigurado
com o corpo abandonado
e desprezado
deixou de fabricar o alimento
para a menina Gabriela

e ela

chora

e ri

e brinca

e canta

na dança

do existir

de sonhar

em viver

e

Gabriela
para mim
não é apenas ela

oh

Gabriela

adenildo lima

despedida aos treze

lembro quando você partiu
partindo o meu coração
você passeou na passarela
com sonhos de quimera
bela menina

mas estava fora da primavera

e a minha prima
Vera
riu para mim
e disse que muitos sonhos
verão
e que o verão estava próximo

as estações partiram
assim como você
e eu procurei viver cada estação
pois a vida
é aquilo o que vivemos

e a minha prima
Vera
um dia virá
talvez no verão
e muitos verão

adenildo lima

sonho de criança

o palco é uma invenção
sonhado por alguém
que busca subir as escadas

mas depois de chegado lá
as escadas não existem mais
o palco também não

existirá apenas um sorriso
em alguma imagem
fotografada

adenildo lima

abraço ninar

e quando não esperares
ela chegará
como um vento frio
e te abraçará
e não lembrarás
mais
de nada

ficarão só as lembranças
das boas
ou das más
obras realizadas
por ti

e tudo passará
a ser imagens para quem ficou

adenildo lima

infantilidade de amar

a estrada é longa
e a vida é curta
o caminho tem curvas
não deixe que seus passos
nos passos
e laços
da ida
se curve

caminhe
e veja
as flores
o sol
a lua
as estrelas

a vida

veja a infantilidade
de amar
e ser criança
é a única maneira de descobrir
este sentimento

adenildo lima

amor infantil

preciso dizer
que te amo
que te quero
que vivo e suspiro
por ti

preciso que o mundo saiba
deste amor infantil
que tenho por ti
e saiba que nunca saberás
o quanto te amo

amar é infinitamente ir
além da imaginação
das interpretações
dos ditos
e ditos
e reditos

preciso que você
saiba
que vivo cada segundo
por ti

e amar é tudo o eu quero

adenildo lima

fantasia de criança

abra os braços
há um mundo
lá fora
e fora
dentro de si
encontrarás
outros mundos

sorria...

viver é banal
afinal
sem ter magia
a vida perde
a fantasia
e sem fantasia não há
alegria

grite...

o mundo precisa
descobrir
a sua voz
e a voz é tudo o que temos

temos amor
temos carinho
temos o silêncio

e como grita
a voz do silêncio

há um mundo lá
fora
e fora
dentro de si
encontrarás
outros mundos

adenildo lima

aprendizagem de amar

a pressa regressa
e a vida passa
muito depressa
busque o truque
da magia
do palco da vida
e na ida
a plateia
aplaudirá

a vida passa
na pressa
e na falta de um olhar
descobriremos que tudo o que falta
é a apredendizagem
de amar

adenildo lima

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

A importância do professor mediador nas escolas. Este foi o tema proferido por mim nas palestras na Universidade Bandeirante do Brasil, UNIBAN, no Campus Morumbi II, conforme fotos abaixo. Foi de grande importância ter dividido com alunos dos cursos de licenciatura "A importância do professor mediador nas escolas". Projeto que está novinho na rede estadual de ensino que tem como base a Justiça Restaurativa - http://pt.wikipedia.org/wiki/Justi%C3%A7a_restaurativa - que tem como objetivo restaurar e, no caso do professor mediador, ouvir no lugar de punir. Etc.

adenildo lima

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Refletindo para começar.... Ah, o horário nas fotos está errado, esta palestra foi pela manhã.

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Aguardando o público

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Me preparando...

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

A coordenadora da Universidade me apresentando para o público...

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Campo Limpo, UNIBAN, 14.10.2010

Palestra campus Morumbi II - UNIBAN - dia 14.10.2010

A importância do professor mediador nas escolas. Este foi o tema proferido por mim nas palestras na Universidade Bandeirante do Brasil, UNIBAN, no Campus Morumbi II, conforme fotos abaixo. Foi de grande importância ter dividido com alunos dos cursos de licenciatura "A importância do professor mediador nas escolas". Projeto que está novinho na rede estadual de ensino que tem como base a Justiça Restaurativa - http://pt.wikipedia.org/wiki/Justi%C3%A7a_restaurativa - que tem como objetivo restaurar e, no caso do professor mediador, ouvir no lugar de punir. Etc.

adenildo lima

Palestras: UNIBAN campus Morumbi II

Palestras: UNIBAN campus Morumbi II

Alunos do curso de Letras, última palestra, à noite. O horário na foto está errado rs

Palestras: UNIBAN campus Morumbi II

Palestras: UNIBAN campus Morumbi II

Palestras: UNIBAN campus Morumbi II

Palestras: UNIBAN campus Morumbi II

Palestras: UNIBAN campus Morumbi II

Palestras: UNIBAN campus Morumbi II

Palestras: UNIBAN campus Morumbi II

Palestras: UNIBAN campus Morumbi II

Palestras: UNIBAN campus Morumbi II

Palestras: UNIBAN campus Morumbi II

Palestras: UNIBAN campus Morumbi II

Palestras: UNIBAN campus Morumbi II

Palestras: UNIBAN campus Morumbi II

Palestras: UNIBAN campus Morumbi II

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Professor

Ser Professor é ter além de carne e ossos, alma!

Educar é transformar uma nação...

adenildo lima

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Lembrete

No dia 14.10.2010 tenho quatro palestras para proferir na Universidade Bandeirante de São Paulo -UNIBAN, com o tema: A importância do professor mediador nas escolas. Em breve volto com algumas fotos e alguns textos falando do que é o professor mediador escolar e comunitário. As palestras serão realizadas nos CAMPUS: No período da manhã, na unidade Campo Limpo, e à noite, na unidade Morumbi II.

adenildo lima

sábado, 9 de outubro de 2010

abraço nacional

agora
é
Dil
minha
e
de
todos
nós

adenildo lima

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

o sol e a lua

surge o entardecer. o dia parece que vai sumindo calmamente. e a noite se aproxima. maria com muita alegria vem correndo com os braços abertos, e tão certos, em seu rumo e direção. o sol se esconde por detrás das montanhas. e abraça a lua. e a lua vem com um clima suave, beijando a noite. à noite tudo é diferente. uma voz grita dentro de maria, dizendo: ria, maria. e maria ri. e continua correndo com os braços abertos. seus cabelos voam. seus lábios beijam o tempo. e o tempo abraça maria.

o véu cai. aquele véu transparente que, aos poucos, deixava o corpo dela sendo visto por ele, como divino, e obra prima. e maria se aproximou de carlos. carlos sentiu o corpo tremer. como estátua, ela ficou diante dele. aqueles lábios, aquele olhar, aquele sorriso, aquele jeito de ser; aquele corpo. e aqueles dois corpos, ali, naquele lugar calmo, e natural, já não eram mais dois. maria e carlos, como tiveram alegria.

adenildo lima

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

cobertor de vento

gabriela estava sentada. a calçada estava fria. o sol tentava nascer através daqueles olhos, daquele olhar. sentia fome. sentia sede. sentia vontade de viver. mas estava morrendo. e através da janela dos seus olhos ela via as pessoas passando. umas correndo contra o tempo. outras correndo sem saberem pra onde. lembrou da mãe. lembrou do barraco lá na favela onde viveu durante sete anos. recordou que a mãe não existia mais fisicamente. dela, havia apenas lembranças. chorou. e a lágrima se perdeu pela face suja causada pela poluição do tempo. e ela chamava o tempo de TODO PODEROSO.

esperou o sol por mais de duas horas. ele não veio. veio uma chuva acompanhada por um vento frio. o dia passou e ela nem percebeu. a noite chegou e ela não sentiu diferença. agora já era madrugada. não lembrava mais da data de seu nascimento. tinha se perdido no tempo. não lembrava mais de quando tinha sentado numa cadeira pra comer alguma coisa. através da janela de seus olhos percebeu que não existia. percebeu que ninguém sabia da existência dela. chorou. e as lágrimas caíram sobre a cama improvisada. e o cobertor de vento. e o travesseiro de concreto. é, tudo isso tiraram-lhe o sentido do que era viver. e ela nunca conheceu o seu pai. agora gabriela deve está feliz, pois num jardim sempre haverá algum pássaro voando. e cantando.

adenildo lima.

fluxo

em algum lugar do planeta
há pessoas chorando
e outras sorrindo
outras se abraçando
e outras se beijando
outras se amando
e amar é tudo o que eu quero.

as palavras são flechas apontadas
são partículas vivas
às vezes pequenas
(mas partículas são sempre partículas)
os pássaros que voaram ganharam voo
e se foram
mas em algum lugar ficou a imagem daquele voo voando...
lentamente...
hoje, só guardo lembranças
e lembranças, para mim, são provas de amor.

adenildo lima

Galileu Garcia - Cinema Brasil

Laila Guilherme entrevista um dos maiores nome da história do cinema brasileiro, Galileu Garcia (senhor de grande índole, falo por experiência vivida, pois trabalhamos juntos no livro Mazzaropi, o caipira mais caipira do Brasil). A entrevista foi na Rádio Brasil MPB... Vejam abaixo um trecho da entrevista.



Nos anos 50, Galileu Garcia entrou para o cinema como crítico e jornalista, e em seguida participou de produções da Vera Cruz Cinematográfica, entre as quais “O Cangaceiro”. Conheceu Mazzaropi em seu primeiro filme, “Sai da Frente”, e com ele trabalhou em diversas produções, inclusive criando roteiros, como o de “As Aventuras de Pedro Malasartes”. Sobre o ator escreveu a biografia “Mazzaropi – O caipira mais caipira do Brasil”, lançada em 2009 pela editora Ilellis.

A partir dos anos 70 e durante duas décadas, Galileu Garcia exerceu uma bem-sucedida carreira em filmes de publicidade. Incansável aos 80 anos, dá cursos de roteiro e está finalizando o filme “LB Persona”, um semidocumentário que homenageia o cineasta paulistano Lima Barreto, produtor, roteirista e diretor de “O Cangaceiro”.

Fonte:
http://radiobrasilmpb.blogspot.com/search?updatedmax=2010-09-29T09%3A16%3A00-03%3A00

adenildo lima