quarta-feira, 25 de agosto de 2010

falar de amor

hoje veio a mim uma vontade de falar de amor, de escrever falando de amor. pensei em escrever uma carta, pensei em escrever um poema. pensei até mesmo em escrever uma carta para uma pessoa desconhecida; apenas para falar de amor. e essa vontade louca em mim, assim, ficou como uma semente em terra fértil querendo nascer, mas fiquei sem saber para quem escrever; não é que eu não tenha pessoas para essa comunicação - apenas não consegui transmitir.

e como é complicado, muitas vezes queremos e temos vontade de falar, ou até mesmo, temos a vontade de dialogar com alguém sobre esse assunto e ficamos acanhados, presos como se estivéssemos acorrentados. as palavras ficam, muitas vezes, num olhar, num olhar solitário, num sorriso perdido, num semblante calmo e silencioso. acho que foi e é por isso que eu senti essa vontade brusca em mim querendo falar de amor. talvez eu tenha tido medo que você não fosse me ouvir, ou não conseguisse interpretar que eu apenas quis queria e quero falar de amor, ou estava querendo dividir esse sentimento. pensei até em fazer um poema, como falei anteriormente. e como a poesia é linda! ela tem a sensibilidade de fazer com que das pedras nasçam flores e dos espinhos, amores.

e amar é tudo o que eu quero. e quero falar, sempre, em letras minúsculas, para que elas não se misturem, não fiquem maiores ou menores, principalmente quando eu for falar de amor. ah, senti até vontade de escrever um poema para, em versos, falar do sorriso da menina que se foi na esquina da vida. ah, um poema para dizer a ela - e esta ela já é outra ela -, que eu não tenho nenhuma pretensão com a poesia, a não ser a de amar. e se meus versos conquistarem o coração dela, a sua alma; como vou ficar feliz.

mas não se esqueça que amar é tudo o que eu quero.


adenildo lima

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