domingo, 29 de agosto de 2010

aquela xícara de café

É, foi aquela xícara de café que fez com que eu guardasse sua imagem até ao dia de hoje. Eu estava tão despreocupado naquele cafezinho da manhã. Tinha acordado como quem não quer nada com a vida, afinal era meu dia de folga, e o sol ajudava, com seu lindo amanhecer, para eu aproveitar o dia. Enquanto caminhava lembrei de Valéria, uma amiga, que nos tempos passados, foi tão próxima a mim, conversávamos tanto, dividíamos sonhos, com pretensões futuras e, de repente, fiquei sabendo que ela tinha casado. Um dia por acaso a encontrei. Pensei que fosse a mesma menina de sempre; não era. Abracei-a, carinhosamente, procurei falar com o esposo dela, cara fechado, com cara de quem comeu alguma coisa e não gostou. Depois fiquei sabendo que ele morria de ciúmes de mim. Fiquei sabendo também que ela perdeu aquela liberdade, a alegria que transbordava nos lábios e naquele olhar meigo que ela sempre teve. Ultimamente, sempre que venho do trabalho a vejo, passo no outro lado da rua, e ela me cumprimenta, com aquele gesto saudoso, de quem queria parar e conversar, como fazíamos antigamente. Mas a vida é assim mesmo, cada um vive a história que faz. E eu só queria mesmo dizer que a culpada de tudo foi aquela xícara de café. Você, Natali, apareceu do nada, e entrou em minha vida, ao sentar diante de mim, ali, naquela manhã. Hoje sonho tanto em poder te encontrar.

adenildo lima

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