terça-feira, 31 de agosto de 2010

andreza

um sorriso no olhar estampado
um pai em prantos, lá fora
defronte uma escola
uma cena descrita
por uma acompanhante
centenas de jovens e adolescentes
brincam
no intervalo
da vida
um sorriso
uma lágrima
a filha
o pai
um recado prestes a ser dado
a vida é um dado
quadrado
retangulado
inventado
complicado
dado
uma adolescente sem a mãe
um pai e uma filha em prantos
flores
lembranças
dores
amores
andreza
já não sorrir mais
os sonhos
e flores
hoje
são dores
construídas por atos
covardes
desses seres
brutos
vestidos de humano

adenildo lima

domingo, 29 de agosto de 2010

aquela xícara de café

É, foi aquela xícara de café que fez com que eu guardasse sua imagem até ao dia de hoje. Eu estava tão despreocupado naquele cafezinho da manhã. Tinha acordado como quem não quer nada com a vida, afinal era meu dia de folga, e o sol ajudava, com seu lindo amanhecer, para eu aproveitar o dia. Enquanto caminhava lembrei de Valéria, uma amiga, que nos tempos passados, foi tão próxima a mim, conversávamos tanto, dividíamos sonhos, com pretensões futuras e, de repente, fiquei sabendo que ela tinha casado. Um dia por acaso a encontrei. Pensei que fosse a mesma menina de sempre; não era. Abracei-a, carinhosamente, procurei falar com o esposo dela, cara fechado, com cara de quem comeu alguma coisa e não gostou. Depois fiquei sabendo que ele morria de ciúmes de mim. Fiquei sabendo também que ela perdeu aquela liberdade, a alegria que transbordava nos lábios e naquele olhar meigo que ela sempre teve. Ultimamente, sempre que venho do trabalho a vejo, passo no outro lado da rua, e ela me cumprimenta, com aquele gesto saudoso, de quem queria parar e conversar, como fazíamos antigamente. Mas a vida é assim mesmo, cada um vive a história que faz. E eu só queria mesmo dizer que a culpada de tudo foi aquela xícara de café. Você, Natali, apareceu do nada, e entrou em minha vida, ao sentar diante de mim, ali, naquela manhã. Hoje sonho tanto em poder te encontrar.

adenildo lima

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

falar de amor

hoje veio a mim uma vontade de falar de amor, de escrever falando de amor. pensei em escrever uma carta, pensei em escrever um poema. pensei até mesmo em escrever uma carta para uma pessoa desconhecida; apenas para falar de amor. e essa vontade louca em mim, assim, ficou como uma semente em terra fértil querendo nascer, mas fiquei sem saber para quem escrever; não é que eu não tenha pessoas para essa comunicação - apenas não consegui transmitir.

e como é complicado, muitas vezes queremos e temos vontade de falar, ou até mesmo, temos a vontade de dialogar com alguém sobre esse assunto e ficamos acanhados, presos como se estivéssemos acorrentados. as palavras ficam, muitas vezes, num olhar, num olhar solitário, num sorriso perdido, num semblante calmo e silencioso. acho que foi e é por isso que eu senti essa vontade brusca em mim querendo falar de amor. talvez eu tenha tido medo que você não fosse me ouvir, ou não conseguisse interpretar que eu apenas quis queria e quero falar de amor, ou estava querendo dividir esse sentimento. pensei até em fazer um poema, como falei anteriormente. e como a poesia é linda! ela tem a sensibilidade de fazer com que das pedras nasçam flores e dos espinhos, amores.

e amar é tudo o que eu quero. e quero falar, sempre, em letras minúsculas, para que elas não se misturem, não fiquem maiores ou menores, principalmente quando eu for falar de amor. ah, senti até vontade de escrever um poema para, em versos, falar do sorriso da menina que se foi na esquina da vida. ah, um poema para dizer a ela - e esta ela já é outra ela -, que eu não tenho nenhuma pretensão com a poesia, a não ser a de amar. e se meus versos conquistarem o coração dela, a sua alma; como vou ficar feliz.

mas não se esqueça que amar é tudo o que eu quero.


adenildo lima

sábado, 21 de agosto de 2010

meu nome

acho que você esqueceu
de perguntar
o meu nome
e eu fiquei sem nome
sem face
sem identidade
aos teus olhos
acho que ficou apenas
uma pena voando
de imagem soltas
em sua imaginação
se tivesses perguntado
o meu nome
saberias um pouco
da minha história
e a minha história
é minha vida
e eu não seria
apenas uma
pena
em sua imaginação

adenildo lima

chico buarque fala sobre racismo

chico buarque, um dos maiores artista que o brasil tem: compositor, intérprete, romancista... e com uma poesia, nas letras de músicas, tão forte que muitos chegam a chamá-lo de poeta. neste vídeo ele fala sobre o racismo no brasil, fala do preconceito e discriminação que sentiu e sente na pele por ter a sua filha casada com carlinhos brown - um dos maiores músicos brasileiros -. ele fala, também, da contrariedade que nós, brasileiros, temos em achar que somos brancos, negando uma das maiores riquezas que temos, a miscigenação.

assistam, vale a pena e, se, principalmente, sua alma não for pequena rs...


video


adenildo lima

a arte

que a arte é a essência que nos faz perceber que ainda é possível amar e acreditar na humanidade; disso não tenho dúvidas. e ela, a arte, diante de tantos descontratempos, o artista sabe que é preciso usufruir dela sem nenhuma pretensão.

a arte não existe para cumplir metas, ou atingir algum objetivo além do que possamos imaginar, e é, se sabemos o que imaginar. ela está aí para caminhar, voar... ela não pode ser objeto de uso para mudar o mundo; o artista precisa saber disso, e sabe. ela é solta no vento, se atingir alguma coisita para o bem da sociedade; que maravilha!

infelizmente estamos cansados de vê a elite brasileira frequentar os teatros e os vários centros culturais para se dizerem culto, mas, na maioria das vezes, essa elite é pobre, sem sensibilidade, sem peito humano; sem alma. e o pior, usam a arte como objeto de superioridade diante da nação.

a arte não tem patamar, não tem lugar, não está no pódio ou no palco, está em cada esquina, em cada olhar, em cada verso perdido da vida, ou ganhado. o artista é uma pessoa solitária, poucas pessoas encontramos para dividir esse sentimento humano, que é o da arte. as pessoas estão cada vez mais frias, mais geladas e congeladas, como pedras, duras, e como vultos andantes. e o artista sabe como é difícil encontrar alguém para confiar, para poder dividir um poema, um texto literário, um livro... um quadro...

e que a arte possa encontrar em algum lugar espaço para pousar sua alma.

adenildo lima

domingo, 15 de agosto de 2010

Mais do que encarte

Ah, teu jeito de ser menina pequenina nina me encanta como ritmo dançante de uma dança contagiante. E você vem a mim, assim, com esta roupa transparente com os seios quase presentes, aos meus olhos, você é obra de arte, mais do que encarte numa moldura na parede, és como flor no ar sendo trazida e levada pelo vento. Ah, e como eu sonho um dia poder ter contigo um abrigo que abrigue este ser que sonha em teus braços renascer.

adenildo lima

Cuba, o que falam e o que é na visão de...

O professor Paulo Jonas de Lima PIVA, mestre e doutor pela USP, viajou para Cuba e, no blog, sua página, onde escreve seus artigos, descreveu:

"
(...)

Dez dias em Havana, a capital cubana, perambulando por todos os cantos, de dia, sob um sol implacável, e de noite, conversando com todo tipo de gente, à procura da Cuba que a grande mídia brasileira alardeia nos seus noticiários e nada: nenhum mendigo, nenhum morador de rua ou menor abandonado; também nenhuma criança subnutrida, nenhum desempregado (quase todo cubano é funcionário do Estado), nenhuma favela tampouco sirenes histéricas atrás de criminosos. Com a máquina fotográfica em punho para registrar as provas de que o povo cubano viveria num inferno de fome e opressão sob o regime dos irmãos Castros, o que o real me permitiu fotografar foram apenas pessoas vivendo uma vida simples e decente, tendo à disposição toda uma rede de proteção social inexistente em outros países da América Latina e nos EUA, que inclui educação pública, gratuita e de qualidade, do maternal ao doutorado, além de um dos melhores sistemas de saúde do mundo, este também absolutamente gratuito. Ironicamente, de acordo com a própria CIA, o centro de espionagem e terrorismo do governo norte-americano, 99,8% dos cubanos sabem ler e escrever. E tudo isso apesar das privações provocadas sobretudo pelo bloqueio econômico imposto à ilha por Washington desde 1962. Enfim, foram dez dias à caça de uma Cuba que só existe como ficção caluniadora na cabeça dos seus detratores, a menos que Fidel Castro tenha o hábito de mandar jogar os miseráveis da ilha no mar, tese que, apesar de esdrúxula, não teria dificuldade de ser endossada pelos ideólogos de direita e outros jagunços da grande mídia brasileira".

(Publicado no jornal A Gazeta Itapirense em 14 de agosto de 2010)

do blog:http://opensadordaaldeia.blogspot.com/

É, cuidado com a grande mídia, não vamos permitir sermos simples marionetes nas mãos dessa gente. Já que leram o texto, acima, reflitam. Se Cuba é considerada um inferno pela grande mídia, mesmo com todos esses índices bons da educação e da saúde... por que falam bem dos Estados Unidos...?

adenildo lima

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

K

Era uma tarde como outra qualquer. Aliás, podia ser uma tarde como outra qualquer, mas não foi o que aconteceu. Parece que a noite chegou muito rápido, e o dia terminou sem que eu percebesse, e cada segundo, parece que nem existiu. Podia ser cinco horas da tarde, mas não era. Podia ser meia-noite, mas a noite não veio. E podia ser, ainda mais, a eternidade, mas aquele momento estava flexível demais para perceber a atmosfera do tempo. Juliana podia ser Júlia, Valéria podia ser Valérias, mas Mônika naquele momento era apenas Monika, e com K.

Só lembro que vivemos um momento muito bom, mas, sinceramente não consigo recordar que horas foi. Ela veio a mim - tinha acabado de sair do banheiro -, com uma toalha cobrindo os seios e uma parte do corpo. Me olhou, disse que sempre me amou, mas nunca teve coragem de falar, por sermos grandes amigos. (estávamos sozinhos, naquele momento, ninguém se encotrava lá, talvez, nem mesmo eu e ela).

Abraçou-me. Senti a toalha caindo do corpo dela. Senti a ponta dos seus seios encostando em meu peito. Tentei falar, ela não permitiu. Beijou-me. Nossos corpos se uniram, se amaram; gozaram. E foi tudo o que vivemos. Em seguida deitamos, abraçados, sem nada falar; ela parecia muda. Sei que dormi sem perceber.

...


Ao acordar percebi e vi que a janela estava aberta, que o apartamento estava vazio. Levantei-me e fui até a janela. Lá em abaixo tinha bastante gente, tinha uma ambulância, alguns repórteres e, em cima do livro, que estava em cima da mesinha de escrever, estava uma frase. "Eu não podia partir sem antes viver um eterno amor". Assinada com K.

E eu nunca consegui entender porque ela sempre assinava com a letra K.

adenildo lima

Encontro nacional de blogueiros

Diante desse partido (político) da imprensa golpista - PIG -, e em pleno século xxi, muitas pessoas organizam um movimento dos blogueiros, lutando pela liberdade de expressão, pela imagem sem máscaras, pela notícia crua e nua sem ser editada e re-editada, sendo apresentada a nação inteiramente disformada e, ao mesmo tempo, com muitas formas, das formas e fórmulas que os editores querem.


video


É um bom momento para irmos à luta. E a internet é a maior revolução deste século xxi.

Oxalá, vamos lá...

adenildo lima

Milagre! falam da política, sem usar máscaras

Globo News - ENTREVISTA EXIBIDA NO DIA - 5.8.2010

Globo News permitiu que Paulo Moreira Leite, jornalista da revista Época, e Alberto Carlos Almeida, cientista político, no programa "entre" falassem dos presidenciáveis Dilma e Serra. E, dizem que, Serra quando cita que vai continuar a política de Lula, entra em contradições, e ao mesmo tempo se mostra genérico, pois a continuação de marca, nessa política, é Dilma, pois é ela que é a candidata do governo.


video

Nem sei como o grupo globo (OS MARINHOS) permitiu. Tudo bem que quase ninguém assiste a Globo News, mas...

ASSISTAM!!!

adenildo lima

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

mistérios

Ela ainda tinha esperança de um dia vê-lo voltar. E sonhava a cada dia que passava. Sonhava em abraçá-lo, beijá-lo, sentir seu cheiro; aquele cheiro de pele adentrando suas narinas. Wilma só não esperava que um dia pudesse parar de sonhar. E parou. Wilma, era tão jovem, tão menina, tão mulher, e cheia de forças, mas, infelizmente não pode realizar seu sonho. Ele tinha partido sem nada avisar. Tinha partido para nunca mais voltar. Hoje, Wilma ainda pensa em um dia poder sonhar, mas só restam lembranças de uma Wilma sonhadora em cada olhar de quem a conheceu.

adenildo lima

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Brevidade do tempo

O tempo é o amigo mais próximo de todos nós, a qualquer momento podemos senti-lo, tocá-lo...vivê-lo? Não sei. Viver talvez seja o mais difícil, já que A VIDA É BREVE E DURA O QUE VIVEMOS. Cada um corre atrás de seus ideais, ou precisam fazer isso, é necessário acreditar nas flores, mas nunca ignorar os espinhos.

Na convivência humana, o mais importante, ao meu ponto de vista, é o respeito. Precisamos aprender a respeitar as diferenças, as diversidades de cada um, isso nos torna mais humano, mais sábio diante da vida, diante das consequências postas e impostas pela sociedade...

É, precisamos aproveitar cada segundo...

adenildo lima

sábado, 7 de agosto de 2010

relapsos

amigo leitor, acho que este texto que logo logo, em muito breve, estará pronto, será uma crônica de momentos vividos no dia de ontem, no aniversário de uma amiga minha. eu, muitas vezes até me sinto um boêmio rs. Na Vila Mariana tem um barzinho que gosto muito, é de um atendimento excelente - e bom atendimento é tudo para mim -, chamamos o local de lanchinho, assim ele é batizado, fica localizado logo no início da Lins, ao lado do metrô.

como falei anteriormente, ontem foi comemorado o aniversário de uma amiga, renata, tinha vários amigos dela lá, entre eles, eu e o márcio ahimsa, que é praticamente irmão. fomos os primeiros a chegar. logo que chegamos vimos um jovem rapaz com seus, aproximadamente, cinquenta anos de idade, com um violão e uma taça de vinho, tocando, cantando, ali, sozinho. com o passar do tempo ele foi conversar com a gente e se juntou a nossa turma. descobrimos que ele já tocou com fagner, com maria bethânia e tantos outros artistas mais. conversamos bastante sobre a cultura brasileira. eu já o conhecia, já tinha o visto lá, tocando, outras. ele comentou que a filha dele é amiga de maria gadu... e falou bastante , e conversamos bastante sobre esse brasil tão ausente que temos da realidade histórica, pois sempre fica em destaque a história da invasão da europa e lá da américa, da outra américa, e nossa história, o nosso ritmo africano, a nossa cultura, os nossos costumes; e o nosso índio... são ignorados, infelizmente.

a vida é cada relapso, é cada momento vivido, é um sentimento bom que sentimos ao estarmos com pessoas que conseguimos dialogar.

"e a burguesinha ali, como que fica?", esquece, você é uma pessoa culta, não pode se sujar com ela", disse, e riu, um riso muito sério. a burguesinha estava tímida, meio que perdida, olhava-me constantemente. fisicamente, muito bonita, atraente; e me atraiu. mas como o nosso amigo músico disse, é bom evitar, e eu entendi.

é gostoso quando juntamos pessoas de cultura diversas, isso deixa mais rico o nosso conhecimento, a partilha, o diálogo com uma boa breja, é um bom momento.

e a vida continua....


adenildo lima

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

pensando além

andamos de cabeça baixa, com os olhos quase fechando, tão pouco conseguimos enxergar as pessoas que estão ao nosso lado, e muitas vezes, ainda mais, esquecemos de abraçar as pessoas com um olhar; e a falta de um olhar causa tantas consequências negativas. eu sei que o mundo corre demais, que a vida a cada dia que passa perde a sensibildade humana, mas não deixe isso acontecer com a sua; lembre-se, a sua vida é unicamente sua. é, não esqueça, precisamos viver, e bem.

adenildo lima