sexta-feira, 9 de julho de 2010

Roleta russa

O tempo corre demais, e como corre o tempo. As pessoas correm demais, e como correm as pessoas. Elas se atropelam, se batem, se desentendem, e até trocam amores por flores. E a menina gostaria de ganhar como presente rosas sem espinhos.

Parece que um segundo não vale mais um segundo. E eu lembro o quanto dura um segundo, e sei a importância que tem um segundo. Em um segundo alguém pode salvar uma vida com um olhar, com um abraço, com um aperto de mão; em um segundo meus olhos disseram, através de uma lágrima, que não tinha nada contra a você, e você entendeu.

As pessoas correm demais, e como correm as pessoas. Elas vão loucas à procura de uma máscara para poder conviver com a sociedade. A sociedade é exigente e mata, aos poucos, os ideais de muitos que não conseguem ir em frente. É preciso acreditar nas flores, mas não desprezar os espinhos.

E eu sei o quanto é difícil as pessoas perceberem isso que chamo de pós-moderno, mas a sensibilidade cabe aos adultos que não deixaram morrer a criança em si, e aos artistas, por isso não me assusto com a frase do professor que diz que o aluno é culpado de tudo, e ele, não.

Quando culpamos aos outros, tudo fica fácil, e até parece que nunca erramos. Que já é um erro!

adenildo lima

2 comentários:

Michelle Borges disse...

Gostei do texto; principalmente no trecho em que discorre a respeito das máscaras a que somos forçados a nos submeter quando vivemos em sociedade.
Obrigada pela visita no meu blog.

Abraço

Michelle Borges disse...
Este comentário foi removido pelo autor.