quarta-feira, 28 de julho de 2010

ritmo e dança

Edgar não viu a menina no outro lado da rua
improvisada e quase nua
toda feliz ela estava
abraçava os serenos da noite
e nas pontas dos dedos dançava com um sorriso ninar
Gabrielle abria os braços nos abraços do tempo
e corria lentamente sem pressa para aproveitar
cada momento
"ah, Gabrielle, a vida é breve e dura o que vivemos"
essa frase veio rua adentro por dentro do silêncio do tempo
e um momento calmo mais uma vez abraçou-a
e nas pontas dos dedos ela dançou uma dança chamada
vida que mesmo sofrida bem dançada fica querida
e Edgar nem viu

adenildo lima

Um comentário:

Sam disse...

Hummmmm, adorei!

Que delícia!

Teve ritmo, balanço, enlace, laço, abraço...

Teus versos me intimou no peito e quadris... um gingado bom.
Uma cor, um som, um tom feliz!

Beijo meu!