quinta-feira, 8 de julho de 2010

LB Persona, filme de Galileu Garcia sobre Lima Barreto














Galileu Garcia lendo o roteiro.

Anteriormente, aqui neste espaço, escrevi um artigo falando do filme LB Persona, de Galileu Garcia. Falei da felicidade que ele demonstrou, comigo ao telefone, inclusive, até, antecipou o convite, convidando-me para o lançamento, que nem ele mesmo, ainda não sabe quando será. O filme, agora, podemos dizer que está praticamente pronto, segundo informações que tive já foram finalizadas as cenas finais, gravações. Acredito que teremos um excelente filme, pois, quando li o roteiro, ao pedido dele, o ano passado, gostei muito, muito mesmo! E conversamos bastante referente ao roteiro, a vida do diretor Lima Barreto etc.. Abaixo reproduzo a matéria feita pelo G1 em 6.6.2010:

"O filme “LB Persona” carrega algumas responsabilidades nas costas. É a volta à direção do veterano Galileu Garcia, que tem quase 50 anos de serviços prestados ao cinema. É uma homenagem a um clássico brasileiro e ao seu diretor, que tem até hoje a maior bilheteria de um filme nacional no mundo em todos os tempos, além de ser o primeiro a receber um prêmio internacional, logo em Cannes. E, por último, o retorno do estúdio Vera Cruz que foi o responsável por lançar um dos maiores comediantes brasileiros: Amácio Mazzaropi.

“A escolha do projeto foi feita há cinco anos”, contou o diretor Galileu Garcia, que trabalha com cinema desde a década de 1950. “Fiz um primeiro roteiro e ele foi aprovado. Nesse ano, consegui fechar o projeto.”

Aprovado pela Vera Cruz, o filme mostra a retomada do estúdio que lançou Mazzaropi e produziu filmes de cineasta como Walter Hugo Khouri, Arnaldo Jabor e Anselmo Duarte.

Vida, obra e consciência
“LB Persona” mostra a vida do diretor Lima Barreto (não confundir com o escritor homônimo), que dirigiu “Os cangaceiros”, filme seminal da cinematografia brasileira, também da Vera Cruz. A produção é uma mistura de documentário com ficção, mas mesmo as partes ficcionais são inspiradas por situações verdadeiras.

“O longa é sempre documentário, mas interpretado”, tenta explicar o ator Milton Levy, que se desdobra entre o personagem do diretor Lima Barreto, uma pessoa, nas palavras dele, “cabotino e arrogante”, e um outro, chamado LB Persona, que funciona como uma espécie de consciência falante: “Ele foi baseado nos depoimentos importantes e em fatos que colhemos. Estamos montando esse filme com o máximo de delicadeza.”

“O personagem do LB Persona existe para atenuar o filme”, completa o diretor. “Não temos narrador, mas temos LB Persona, é uma projeção do Lima Barreto.”

Galileu fala que escutou também 20 “sobreviventes”, do “tempo antigo do cinema”, que conheceram Lima Barreto ou foram atores dele, de quem participou dessa aventura que foi, na década de 1950, fazer um filme ambientado sertão nordestino.

“Quando Lima Barreto viajou ao Nordeste, ele manteve contato com [o historiador, folclorista e antropólogo] Luis da Câmara Cascudo, que colaborou com o filme”, explica Galileu que também trabalhou em “O cangaceiro” como assistente de direção. “Perguntamos a ele sobre música e ele falou: ‘tem que pôr ‘Mulher rendeira’.”

O diretor explica que o músico Zé do Norte veio participar do filme e acabou registrando “Mulher rendeira” como dele. Segundo Galileu, Zé do Norte correu o mundo e ganhou dinheiro com uma composição que, apesar do senso comum dizer que não tem autoria, tem um autor até muito famoso: Virgulino Ferreira da Silva, também conhecido como Lampião.

“A música é da avó de Lampião, Dona Jacosa, e a letra é do Lampião, que na verdade é seu sobrinho-neto. Antes de entrar no cangaço, ele fazia poesia e lia”, conta".

Fontes:
http://lbpersona.blogspot.com/
http://cinemabrasileiro.wordpress.com/2010/06/06/lb-persona-filme-de-galileu-garcia-sobre-lima-barreto/

adenildo lima

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