sábado, 26 de junho de 2010

A palavra

Se alguém algum dia me perguntar a riqueza que eu tenho, não terei outra resposta a não ser a palavra. Sim, amigo leitor, digo, a palavra, não a palavra como resposta, mas como fonte de vida para mim. É ela que me alimenta nas horas duras em que a vida me coloca, é ela que me liberta diante dos homens e mulheres, considerados, consideradas, poderosos, poderosas. É ela, a palavra. E o que seria de mim sem ela?

Sem ela eu seria um vão no tempo sem rumo e sem direção, seria um ser sem fôlego, sem esperanças, sem amor a mim mesmo. É ela que me liberta da imposição desta sociedade hipócrita, é ela que faz com que uma mulher, um homem, diante de mim, possam perceber que beleza física, dinheiro, e algumas coisas, consideradas importantes para a sociedade pós-moderna, não tem tanto valor quanto a essência humana. A essência humana e um sorriso valem bem mais do que um grande e ilustre carro novo, do que a etiqueta de uma roupa de marca.

Sim, falo isso, amigo leitor, e falo sem receios, se você, por acaso me conhece, ou algum dia me conhecer verá que sou uma pessoa simples. Bem materiais, não tenho. A única coisa que tenho é a alma, a essência humana, e luto por isso. Mas, infelizmente, conheço pessoas que ganham menos do que eu, e parecem que são donas do mundo. Assim, concluo, o ser humano é aquilo que ele é e, para mim, tudo o que cobre a face humana, é podre, e não me interessa. Seus títulos acadêmicos, seus artigos publicados... podem valer bem menos do que a frase de uma criança para a humanidade.

Amigo leitor, peço desculpas, se estas palavras, de repente, foram contra ao seu ponto de vista, mas por favor, entenda, sem elas sou um vão no tempo.

Que tal um diálogo?...

adenildo lima

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