domingo, 27 de junho de 2010

Eu, declamando o meu poema: Infinito da imensidão

Este é o poema que eu mais gosto, foi ele que, lá no início, me deu ânimo a seguir crente com a poesia. Foi este poema que participando com quase mil poemas num concurso nacional ficou em décimo primeiro lugar. Foi ele que em várias vezes nos saraus que me apresento fez e faz com eu receba aplausos; lembro quando em um auditório recebi o carinho da plateia de pé, aproximadamente mais de 300 pessoas. Este poema, para mim, é parte importantíssima na minha vida. E ele, sem falta, e não podia faltar, estará no livro Lobisomem pós-moderno, que estamos lançando, ainda este ano, eu e o márcio ahimsa.

Estava pesquisando no youtube e encontrei sem querer. Na verdade não gosto de me olhar em vídeo, mas como a galera já publicou, divido aqui com vocês. Este apresentação foi na casa de uma amiga, é um grupo da galera da facul, e tem como nome Família poema. Assistam aí...rs


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OPS, gostaram? rs

adenildo lima

sábado, 26 de junho de 2010

A palavra

Se alguém algum dia me perguntar a riqueza que eu tenho, não terei outra resposta a não ser a palavra. Sim, amigo leitor, digo, a palavra, não a palavra como resposta, mas como fonte de vida para mim. É ela que me alimenta nas horas duras em que a vida me coloca, é ela que me liberta diante dos homens e mulheres, considerados, consideradas, poderosos, poderosas. É ela, a palavra. E o que seria de mim sem ela?

Sem ela eu seria um vão no tempo sem rumo e sem direção, seria um ser sem fôlego, sem esperanças, sem amor a mim mesmo. É ela que me liberta da imposição desta sociedade hipócrita, é ela que faz com que uma mulher, um homem, diante de mim, possam perceber que beleza física, dinheiro, e algumas coisas, consideradas importantes para a sociedade pós-moderna, não tem tanto valor quanto a essência humana. A essência humana e um sorriso valem bem mais do que um grande e ilustre carro novo, do que a etiqueta de uma roupa de marca.

Sim, falo isso, amigo leitor, e falo sem receios, se você, por acaso me conhece, ou algum dia me conhecer verá que sou uma pessoa simples. Bem materiais, não tenho. A única coisa que tenho é a alma, a essência humana, e luto por isso. Mas, infelizmente, conheço pessoas que ganham menos do que eu, e parecem que são donas do mundo. Assim, concluo, o ser humano é aquilo que ele é e, para mim, tudo o que cobre a face humana, é podre, e não me interessa. Seus títulos acadêmicos, seus artigos publicados... podem valer bem menos do que a frase de uma criança para a humanidade.

Amigo leitor, peço desculpas, se estas palavras, de repente, foram contra ao seu ponto de vista, mas por favor, entenda, sem elas sou um vão no tempo.

Que tal um diálogo?...

adenildo lima

idas e voltas

Natali, não esqueça que em algum momento vivemos os momentos mais felizes das nossas vidas. Você pode não acreditar, mas sempre te amei, sabia? Mesmo quando não concordávamos com alguma coisa, logo em seguida o amor aumentava mais entre mim e você. Tudo bem, sei que você se foi, mas não desapareça.

Natali, a vida é uma ida e uma volta para os braços do tempo de quem sempre amamos, mesmo que seja em outros braços.


adenildo lima

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Lula visita Palmares, PE - e Alagoas

O presidente Luís Inácio LULA da Silva visitou a cidade de Palamares, PE, destruída pelas enchentes. Sobrevoou-a e, emocionado, desceu, andou junto a população para poder sentir a dor que as pessoas estão passando. Ao pedido de algumas pessoas para entrar nas casas, Ele pedeiu um par botas e entrou na lama, abraçou as pessoas, se emocionou e prometeu com urgência 500 milhões de reais para os dois estados, Pernambuco e Alagoas.

A cidade de Palmares conheço muito bem, agora mesmo em janeiro e fevereiro estive passeando por lá, depois de dez anos que não ia. É triste a dor de famílias que perderam tudo... Pior ainda, a grande mídia não mostra, parece que o Brasil é apenas São Paulo e Rio de Janeiro, isso é uma falta de respeito, temos uma imprensa mascarada neste nosso país, mostra apenas uma imagem forçada pelo alto, sem detalhes, imagens desconstruídas; é uma absurdo!

Vamos assistir este vídeo gravado por celulares...


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Nós brasileiros precisamos exigir mais, precisamos cobrar mais, precisamos fazer com que essa GLOBO seja desmascarada, precisamos fazer com que este Datena deixe de ser tão mercenário..

Viver ainda parece um sonho para quem nunca teve a coragem de encarar a realidade de frente.

adenildo lima

a praça

andante
meio ambulante
ah
teu semblante
menina
teu olhar
perdido na esquina
diante da praça
pequenina
ah
menina
o mundo é um vão
perdido na contramão
com rumos certos e tortos
no olhar
ah
o andar
ah
o pensar
e a praça
dos sonhos
continua lá

adenildo lima

quinta-feira, 24 de junho de 2010

a eternidade

esquece que a vida é breve, apenas viva eternamente cada momento simples posto diante de você.

adenildo lima

sete chaves

Era uma manhã sombria aos olhos de Lucas. Ele acordou, olhou o tempo, pensou nas palavras que falou para Patricia. Patricia foi sua primeira namorada. Depois de nove anos eles se encontraram. Lucas ficou nervoso, não conseguiu esconder que ainda gostava dela, não conseguiu esconder que sentia ódio guardado naquele coração que tanto a amou.

"Você foi covarda, Patricia, não precisava fazer aquilo que você fez, poderia ter vindo a mim, numa boa e falado."
"Lucas, faz tanto tempo que nos encontramos, sei que na última vez não foi algo tão prazeroso, mas eu gostaria de pedir desculpas, ódio, rancor não vão levar a lugar nenhum. Esquece o passado, vamos deixar as diferenças de lado, vamos ser amigos..."

"Amigo de você, nunca!!!"

Ele falou isso e saiu. Chegou em casa, ao deitar, ficou pensando nas palavras que Patricia falou. E diante do amanhecer, aquela manhã vinda cheia de vida, pensou:

"É, não vale nada guardar rancor, se não tivermos amor o que temos em nós....?".

adenildo lima

sábado, 19 de junho de 2010

SER ou TER

O ser que chamamos de humano anda perdido diante da própria existência, alguns se escondem por detrás de maquiagem, outros tentam aparecer na imagem alheia. Que a humanidade está chegando ao fim, disso não tenho dúvida, mas talvez esteja voltando ao começo.

Quanto vale uma roupa velha no corpo de um meliante? Quanto vale um meliante dentro de uma roupa velha? Essas perguntas até parecem confusas, perdidas no meio deste texto que estou escrevendo, mas é necessário que saibamos: Pelé vestido de meliante, sem ser identificado... quanto valeria Ele para uma revista, para uma entrevista...?. E quanto valeria a roupa vestida por ele? Talvez uma bela exposição. Ao contrário do meliante e de sua roupa.

Estamos chegando ao fim, o ser que chamamos de humano perdeu ou está perdendo cada vez mais o SER. O que vale agora é o TER. Quanto vale a lavadeira para o dono da roupa em uma grande empresa? Bem menos do que vale uma lavadeira para o seu esposo e seus filhos no sertão brasileiro. A essência é tudo o que me resta.

Talvez eu seja julgado pela menina sentada por detrás de uma mesa de escritório, por eu não ter podido comprar um sapato novo para a entrevista. Talvez Pedro Henrique não passe na entrevista para aquela grande empresa, talvez o cérebro dele, aos olhos da entrevistadora, tenha menos valor do que a roupa rasgada que ele portava no momento da entrevista, pois as regras já tinham determinado o robô, em traje de humano.

SER. Não é fácil ser. Para ser precisamos saber que vamos encarar um mundo todo lá fora, que vamos precisar de sermos firmes diante dos nosso ideais, que vamos precisar pisar em espinhos para escrever o próprio nome com o sangue. Mas SER alguém, hoje, já é bem mais do que apenas existir, pois milhões e bilhões estão perdidos em estradas desertas e desconhecidas procurando pelo TER. E quando muitos encontram, se perdem ainda mais.

Talvez o mundo esteja voltando, nesse cícrulo, talvez o mundo esteja começando o início para o fim dessa humanidade.

É, e eu o que faço escrevendo?

Escrever pode não dizer nada. E quem disse que o autor quer dizer alguma coisa. A interpretação de um texto é conforme o conhecimento de cada um.

adenildo lima

flor amarela

Ah, aquela flor amarela, lembra, Marcela? Lembra Marcela quando eu lembro dela. Vaidosa, assim, como ela. E cheirosa. A flor amarela saiu caminhando, lentamente, rua afora, e fora embora sem nem menos olhar a hora. Foi quando a ilha se fechou, e um riacho no meio da rua se abriu, um cachorro gruniu; Marcela sorriu. Ah, Marcela, minha flor amarela, magrela. difícil é esquecer ela. Ah, esta flor amarela de nome Marcela.

adenildo lima

sexta-feira, 18 de junho de 2010

cachorro danado

Ô, cachorro danado, nunca deixa a gente em paz, toda madrugada às três horas ele fica latindo, chamando pra ir caçar. Até parece gente. Pensando bem, acho que ele deve ser quase humano. Lembro quando o dono dele foi embora pra outro estado. Nossa! Ele chorou, chorou mesmo, ficou uivando lá no morro, sem querer comer, sem alegria, sem latir nas madrugadas; até senti falta, pois mesmo tendo raiva já estou acostumado. Tem dia que ele vai pra mata sozinho, chega lá em cima do morro e fica chamando a gente. Minha mãe, muitas vezes, tem raiva, fica braba, mas quando a gente chega com uma paca bem grande em casa, ela fica toda feliz. Levanta à noite mesmo, vai pro fogão, pega as lenhas, bota fogo, ferve a água e pela a paca. Depois trata ela com maior carinho acompanhada com a luz do luar, aquela luz serena e calma. O cachorro fica olhando. Coitado dele, só come as tripas, e mesmo assim fica feliz. Ah, às vezes tenho pena, sabia? Acho que quando esse cachorro morrer, eu vou chorar. Vou sim, mas deixa pra lá, pensar em morte é deixar de viver, e não é isso que eu quero. Eita, cachorro danado, é como se fosse um filho.

adenildo lima

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Doutores, me desculpe!

Se você ainda não percebeu, sou uma pessoa simples, só tenho o amor, e se alguém algum dia me chamar de doutor, tenha certeza, ficarei envergonhado, não tenho trajes nem títulos Diplomáticos que me classifiquem como Excelência, sou um simples professor - mediando essa nossa educação partida -, ah, minha vida, nasci nos desertos, de um sertão alagoano, por isso minha linguagem é simples, pois com os pássaros aprendi a entender e a falar a linguagem das crianças, com meus pais aprendi a me comunicar com todo mundo... mas por favor, doutor/a não fale inglês, eu gosto mesmo é saborear minha língua no português... no português falado pelo homem rico do campo, com sua enxada, acordando pela manhã, colocando os pássaros para serem banhados pelo sol, e depois ir capinar a terra, amar a terra, fertilizar a terra. Gosto da língua da lavadeira, da cortadora de cana, do jovem da periferia; gosto do português brasileiro, e por favor, não me confunda com estrangeiro, estrangeirismo atrapalha a comunicação. Ah, minha jovem, doutora, com essa alma puritana, iludida pelos códigos e leis... esqueça isso, viva o amor. Ah, meu jovem, escondido pela bata da burocracia humana, largue essa roupa, ela pode inforcar muita gente. Desculpa, eu gostaria de usar uma linguagem, considerada formal, padrão, mas no momento uso apenas esta minha língua culta. Sim, culta, sim. Esta língua tem a cultura do índio, do negro, do holandês, do francês... ah, doutores, desculpem, mas tem tanta cultura nela, bem que eu avisei aos senhores, não se prendam as normas, vivam! E viver basta! Basta viver caminhando com um corpo, mas sendo guiado por uma alma. Sim, falei alma, essa essência humana que aos poucos a profissão de muitos, ou até mesmo os diplomas esconde-a por detrás das máscaras. Meus senhores e senhoras, advogados e advogadas, políticos e tantos mais, desculpem-me por não ter me apresentado antes. Resumindo: sou um simples poeta, escrevendo para crianças e amando os adultos.

adenildo lima

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Escravo de mim, o tempo

Hoje lembrei de Ines, não a Inês de Castro, aquela nobre galega que foi amada pelo rei Pedro I de Portugal, de quem teve quatro filhos. E foi executada às ordens do pai dele, Afonso IV. Falo de uma Ines que eu conheço, a Ines com seu corpo esquelético, que ao passar pela minha frente, vejo pura poesia; poesia andante.

Mas Ines sumiu - não ela -, mas eu. Alguns conflitos internos deixaram-me um pouco taciturno, deixaram-me comigo mesmo. Acho que ela pensa que eu a esqueci. Não, não faria isso. Um homem não esquece uma mulher igual a ela, tão rápido assim. A vida tem dessas coisas.

Planejamos algo, sonhamos algo... e de repente tudo não ocorre como foi sonhado, desejado... E nesses momentos o poeta abraça a solidão, abraça o tempo, beija o tempo, fecunda a matéria. E a matéria é uma menina dos olhos caminhando por aí. O poeta pode até esquecer que o sol nasceu pela manhã, mas duvido se ele esquecerá o olhar atraente de uma mulher.

Ainda bem que o tempo é nosso escravo...

adenildo lima

O amor é fogo

João Vitor entrou na sala, todo nervoso, entusiasmado. Era seu primeiro dia de estágio como professor. Valéria o olhou fixamente, foi até ele, e pediu para ele ajudá-la na interpretação do poema de Camões, "O amor é fogo." Sim, o amor é fogo. Foi o que João Vitor pensou, sem querer, naquele momento. Ela tinha apenas 14 anos. Jamais ele poderia pensar na possibilidade de namorá-la.

Mas o tempo passou, passaram-se 5 anos. Aquela criança ficou moça, virou mulher. João vitor estava com seus 27 anos de idade. Marcaram encontro, sairam, riram daquela menina na sala de aula. E ela riu dele, todo sério, todo exemplar. Valéria confessou que sempre foi apaixonada por ele. "Valéria, você?!". "Sim, prof, tem alguma coisa errada... a lei permite... eu tenho 19 anos... esperei todo esse tempo para te falar isso." "Valéria, você sabia que eu tenho quase 30 anos?" "Sabia, e é exatamente isso que me faz ficar mais apaixonada por você, prof."

Passam os dias, passam as horas...

"Prof, por favor, me ajuda interpretar... o amor?"
"Valéria, o amor é fogo".

adenildo lima

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O voo da folha

Restava-lhe o último suspiro. O último abraço. O último beijo. E só veio o último adeus. Parecia um sonho, mas ela não conseguiu acordar para abraçar o sol nascendo pela manhã. O sol, na verdade, veio antes que a madrugada terminasse, antes que o dia nascesse, veio se pondo, em uma tarde calma e silenciosa, dando-lhe um abraço. Hoje, só restam lembranças daquele olhar, daquele sorriso, daquele beijo guardado na memória.

adenildo lima

domingo, 6 de junho de 2010

Tempo perdido

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Tempo perdido, de Legião Urbana, de autoria de Renato Russo, é uma música que ilustra bem o texto escrito abaixo. Amo esta música, ela é de uma poesia de vida que faz a gente enxergar as estrelas no céu, e os pássaros na terra.

Nauseando 9

Que a vida passa muito rápido, disso não tenho dúvidas, e cada segundo, muitas vezes, parece uma eternidade, mas tudo depende de como aproveitamos cada momento. De repente você acorda e já não tem mais 17 anos, de repente você acorda e já não é mais tão jovem assim e, de repente, muito de repente a vida passa e você esqueceu de vivê-la; e isso é grave.

Deixar de viver a essência existente numa flor jogada no asfalto, deixar de aproveitar o sorriso de uma criança te pedindo um abraço, deixar de viver as coisas mais simples da vida são detalhes que não podemos explicar, depois que acordamos de um relance que damos o nome de viver. E viver é uma grande náusea.

A menina, quando criança, sonhava em ser adolescente, pois sabia que a adolescência está bem próxima da juventude. E a adolescência chegou, viveu muito pouco e já sonhou com a juventude, pois sabia que a juventude é o passo para a vida de adulto. E a juventude chegou. Completou 18 anos, fez uma festa, foi a uma festa, e disse que agora era livre. Enganou-se totalmente. Sozinha, caminhando, conforme seus desejos, não soube viver, e num piscar de olhos, já estava com 23 anos. Sonhou em encontrar um namoro sério, sonhou em encontrar alguém para dividir as responsabilidades. Sentiu medo de ficar velha, e pensou em ser criança, adolescente... e não mais pensou na juventude, pois sabia que ser adulto é um passo para a morte. Teve medo.

E os 25 anos da vida dela passaram-se muito depressa, e uma angústia misturada com o desejo de casar-se invadiu todo o ser. Algo fez com que ela sentisse medo da solidão. E ficou pensando dia e noite em encontrar alguém para casar-se. E parece que esse esposo não aparecia. Sentiu vontade de suicidar-se, mas não teve coragem. E antes mesmo que percebesse já estava com 30 anos de idade. Foi aí que ela sentiu medo da vida, percebeu que viver é uma ilusão construída por nós, e vive bem, quem quer viver bem. Mas estava com medo da velhice.

E aos 30 anos já estava se sentindo velha, teve saudade da adolescência, e disse que podia ter aproveitado bem mais, se não tivesse se preocupado tanto em ficar jovem. Teve saudade da juventude, e disse que podia ter aproveitado bem mais, se tivesse sabido usar a liberdade de adulto. E aos 30 anos, descobriu que ainda não tinha vivido praticamente nada, por ter fugido do presente. E foi aos 30 anos que ela descobriu que ia começar a viver. Descobriu, também, que a vida é o que vivemos. Foi aí que ela descobriu que a juventude começa aos 30 e pode chegar aos 100 anos, basta que se viva cada momento, pois,

A vida é breve e dura o que vivemos.

adenildo lima

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A dócil

- Qual o nome dela?
- Vanessa. Ela tá doidinha por você...
- Quantos anos ela tem?
- 18 aninhos, prestes a fazer 19, na flor da pele, na flor da idade... se você não se envolver com ela, hoje, não vou conseguir acreditar.
- Mas eu nem a conheço.
- E precisa conhecer? É só chegar... chega conversando, e já era...
- Mas você acha mesmo que ela tá afim?
- Com certeza, não tenho dúvida... não deixa passar esta oportunidade, não é todo dia que aparece uma dócil, assim, na nossa frente, com aquele olhar, com aquele sorriso, com queles cabelos soltos e os seios como duas maçãs.


- Oi, tudo bem?
- Tudo.
- Qual o seu nome, mesmo?
- Vanessa. E você é o famoso rapaz de quem tanto falam?
- Eu, famoso?!!! Coitado de mim...
- Ah, mas falam muito bem de você.
- É? Juro que eu não sabia. E você, tá gostando da festa?
- Ah, estou, tá bem divertida, todo mundo brincando, dançando; gosto de festas.
- Festa é sempre bom, né, deixa a gente mais à vontade com a vida.
- E como deixa. E a sua namorada, não veio?
- Namorada?! Não tenho.
- Nossa, mas como pode uma pessoa igual a você sem namorada?
- Ah, mulheres têm muitas, mas é difícil encontrar alguém que possamos ter um relacionamento, sabe...
- Sei, sim, concordo com você. Eu mesma estou namorando, mas ultimamente tá ficando tudo muito chato, ele quer saber onde estou e aonde eu vou, isso invade a nossa privacidade, já estou meio que quase não aguentando mais.
- É, relacionamento é complicado, mas você é tão linda, simpática, com um sorriso atraente, não devia se prender a um namoro se não está gostando, uma garota igual a você, consegue alguém que te mereça muito rápido.
- Será? Às vezes acho que não.
- Ah, acho que tudo vai depender de você.
- Será?


E a conversa entre eles dois continuou, ali, sentados, enquanto lá fora na sala o som rolava e algumas pessoas se divertiam. As mãos aos poucos foram se encostando, e ambos ficando mais e mais envolvidos pelo clima, de vez em quando bebiam aquele licor, que estava ali, ao lado deles, nos pés da cama. Os corpos foram se aproximando, os lábios se tocando, e o sentimento ardente da paixão domou aquele momento.

- Nossa! Nunca aconteceu isso comigo antes, fui consumida por você... por que tudo foi tão rápido...?
- Vanessa, se fosse para explicar o amor, não precisava vivê-lo. Você é maravilhosa!

adenildo lima