terça-feira, 18 de maio de 2010

Um dia no parque

O dia parecia simples, como qualquer outro dia, o sol tinha nascido meio envergonhado, no meio das nuvens, como se estivesse querendo se esconder, mas aos poucos foi surgindo, surgindo, surgindo... Eu e Paula saímos para um passeio, estávamos com vontade de abraçar a natureza, deitar em cima da grama de algum parque, ficar olhando as pessoas passando, conversando, rindo, brincando e deixando a tristeza do lado de fora do parque.

Fomos para um parque onde uma paz reina naquele lugar. Logo na entrada os funcionários deram-nos bom dia, recebendo-nos com um sorriso, estendendo as mãos e entregando o mapa do lugar. Eu e Paula entramos e, parece que algo nos abraçava, uma harmonia gostosa vinha ao nosso encontro; era a primeira vez que estávamos indo ali.

Enquanto passeávamos, ficamos olhando os detalhes do lugar, uma praça do amor - brincamos dizendo que íamos nos batizar ali -, logo depois um templo, alguns aquários ao ar livre, jardins de flores e, bem a nossa frente estava um mundaréu de água.

- Cauê, aquilo é uma represa?
- Sinceramente, não sei, Paula, mas parece.
- Nossa, que paz, que lugar sagrado, até o solo, onde estamos pisando remete harmonia.
- Realmente, aqui é maravilhoso, a partir de hoje, virei sempre.
- Ah, eu também, Cauê, e não vá me esquecer, tá?

Seguimos nosso passeio, chegamos num lugar bem agradável, defronte para a represa, ali, em cima daquela grama, e sentamos. Paula me mostrou alguns poemas que ela tinha escrevido, li, comentamos, ela disse que estava selecionando, pois pretendia publicar um livro. Eu disse que admirava muito a arte poética, já que eu não consigo escrever nem um verso. Ela riu. Foi uma tarde maravilhosa, conversamos tanto sobre nossas vidas, sobre casamento, ela dizia que morria de medo de chegar aos 30 anos e continuar solteira. Ri tanto ao ouvir aquilo, ela ainda estava com 25 anos e já temia a solidão. Tentei convencê-la que a solidão é boa, mas não consegui.

Antes, eu nunca tinha me encontrado com ela, tinha nos visto apenas de relance, pois a conheci pela internet, e ficamos escrevendo e-mails e e-mails; e-mails tão lindos, tão românticos, muitas vezes até pensei que ela estivesse apaixonada por mim e, talvez, eu por ela, nós nunca sabemos quando estamos apaixonados, apenas ficamos bobos, mas como sou bobo de nascença, não consegui interpretar se estava havendo alguma diferença.

- Cauê, você namoraria uma mulher que está loucamente querendo casar?
- Ah, Paula, o casamento não pode ser antes do namoro, eu procuro alguém pra namorar, ir ao cinema, passear, assim, como estamos agora, mas casar, casar... é loucura a precipitação e você precisa largar esta besteira de querer casar e casar. Você é tão jovem, bonita, simpática, carinhosa... tem tudo para conquistar o homem que quiser.
- Ah, não é bem assim não, tá, apesar de que tem dez afim de mim.
- Nossa, tudo isso? Mas se lembre de uma coisa: o meu pai sempre dizia "Uma mulher pode ter cem afim dela, mas ela ama mesmo o cento e um".

Naquele momento, ela riu, e disse que o meu pai era muito inteligente. E, sem perceber, o sol estava indo, calmamente e, ali, a tarde terminava enquanto olhávamos o beija-flor beijando uma flor.

adenildo lima

Um comentário:

Jose Ramon Santana Vazquez disse...

...traigo
sangre

de
la
tarde
herida
en
la
mano
y
una
vela
de
mi
corazón
para
invitarte
y
darte
este
alma
que
viene
para
compartir
contigo
tu
bello
blog
con
un
ramillete
de
oro
y
claveles
dentro...


desde mis
HORAS ROTAS
Y AULA DE PAZ


TE SIGO TU BLOG




CON saludos de la luna al
reflejarse en el mar de la
poesía...


AFECTUOSAMENTE
IMPROVISOS DE UM LOUCO


ESPERO SEAN DE VUESTRO AGRADO EL POST POETIZADO DE CHOCOLATE, EL NAZARENO- LOVE STORY,- Y- CABALLO, .

José
ramón...