sábado, 29 de maio de 2010

Quase uma crônica

Que a vida é cada segundo vivido, disso nao tenho dúvida, e cada segundo que passa é preciso saber aproveitá-lo. O amigo leitor de repente esteja se perguntando onde quero chegar com este texto. Na verdade eu nem sei, como sempre falo, nunca sei como um texto vai terminar, pois parto de um simples início e ele vai ganhando vida sozinho, conforme a história, os fatos... mas vou adiantá-lo um pouco, pois neste pequeno improviso, com cara de crônica, pretendo descrever, narrar um pouco do dia de hoje.

Uma amiga minha, muito próxima a mim, sempre me questiona, pois nos meus textos sempre falo que é ficção, e ela confessa que muitas vezes consegue enxergar algo vivido no dia a dia dela. Na verdade, o papel de quem escreve é este, fazer com o texto ganhe vida e possa fazer parte da vida de muitas pessoas. E é isso que eu pretendo fazer, ao escrever, mas deixo claro, escrevo sem compromisso, apenas com o compromisso de escrever, que já é um grande compromisso. E, aqui, neste parágrafo, eu até gostaria de citar o nome dela, mas é melhor não, de repente ela não goste, assim, deixo que os personagens deste texto que estou dando-lhe um nome de quase uma crônica, não tenha nome.

Um casal de amigo, hoje, no decair da tarde, ligou, convidando-me para sair, para ir comemorar alguma coisa que eu sempre chamo de vida. Fomos a uma pizzaria, bebemos comemos; antes, passamos em um restaurante. Muito caro, saímos, já que temos a liberdade da escolha, por que ficar bancando o abuso do comércio, com esses preços abusivos? Na pizzaria, a namorada do meu amigo (que também é minha amiga), disse que tinha algo para contar. Primeiro pensei que eles fossem casar e, em segundo plano, pensei que ela estivesse grávida. Errei os dois. Só não errei que eles vão casar, não agora. rs

Eles estavam fazendo um ano de namoro, e estavam comemorando (vejam que felicidade a minha, fui convidado para fazer parte desta festa, é muito honroso!). Comemos, bebemos, conversamos até sobre políticas. E como é bom termos amigos, pessoas que possamos conversar, brincar, se divertir.

Enquanto estávamos lá, falei com um dos garçons, ele me conhece. Falamos um pouco do passado, já que fazia muitos anos que não conversávamos. Em seguida, veio outro garçom, e falou comigo, todo feliz, falou da minha ausência e disse que estava sendo um prazer rever a minha pessoa. Esse garçom é muito gente boa, aliás, um profissional de grande competência. Em seguida entrou um colega com a namorada, falou comigo, e propomos marcar qualquer tempo um dia para uma reunião com amigos. Ele disse que seria muito bom.

Alguns minutos depois entrou uma jovem com um olhar bem familiar. Me olhou, eu a olhei fixamente, ela desviou o olhar... e eu falei comigo mesmo que a conhecia de algum lugar. E até o momento não tenho certeza se ela era realmente aquela que um dia trabalhamos juntos, que um dia eu a admirei muito, que por muitas vezes conversamos... É, não sei, só sei que tenho boas lembranças dela. E aquela aliança em sua mão esquerda fez com que eu não fosse a ela perguntar se realmente ela era ela; ou aquela. rs.

E assim vamos vivendo cada segundo, cada dia, cada momento. Afinal, a vida é um grande momento, basta que cada um saiba torná-la boa ou ruim. Cabe a você agora, amigo leitor, escrever sua crônica com momentos felizes, assim, como esses que descrevi aqui.

adenildo lima

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