segunda-feira, 10 de maio de 2010

a crônica da vida

a crônica da vida, acredito eu que, será um texto simples, porém, complicado para escrever, já que a vida não é tão fácil assim. estamos em pleno século 21, e o que podemos ver é uma correria, uma desestrutura familiar, um apego cada vez mais forte a beleza física, a bens materiais, por fim, um vazio enorme toma conta dessa humanidade pós-moderna.

milhões e milhões de jovens e adolescentes têm milhares e milhares de amigos - virtuais -, amigos invisíveis, amigos abstratos. e, esses mesmos jovens e adolescente passam horas e horas na frente de uma tela de um micro computador, procurando preencher um vazio que nem eles memos sabem que vazio é esse. sem dúvida, a internet não é culpada, aliás, a internet é a maior revolução da humanidade dita civilizada, o que precisamos e o que precisa é que essa sociedade seja educada para saber usá-la.

mas fugindo um pouco do mundo virtual, vou tentar entrar no mundo que me parece real. no dia a dia da vida procuramos ser forte e mais forte para aguentar o peso que é posto e imposto em nossas costas e, para fugirmos um pouco disso, procuramos pessoas em que possamos dividir nossas dores, pessoas essas que chamamo-as de amigos.

amigos. palavra bonita, quem de nós não precisa de um amigo? todos precisamos. mas quem são nossos amigos? realmente temos amigos? depois que o meu pai partiu parece que os meus amigos, todos, foram-se junto. não esotu dizendo que me sinto sozinho, aliás, amo a solidão e, sem ela, seira tão só, já que para escrever preciso dela, como estou precisando agora.

na vida, sempre fui forte diante das consequências, e sou muito forte, mas com o tempo descobri que ser forte demais não é tão bom o quanto imaginava antes. tenho vários amigos, sou bem popular, tristeza em mim, quase impossível encontrar, mas infelizmente ou felizmente, existem momentos em que a gente precisa dividir nossas dores.

e eu já precisei várias vezes. uma dessas vezes, lembro muito bem, foi com uma namorada, paramos na estação de metrô e ficamos conversando e, ali, comecei a falar que não estava muito bem. ela riu, e riu, e riu. nada eu entendi. perguntei a ela o motivo do riso, ela disse que eu também passava por momentos assim, nem podia acreditar. continuei sem entender. ela finalizou "você é humano, nossa! você também sofre, e isso me deixa feliz". confesso que tive vontade de xingá-la, mas não, tentei entender a reação dela, só que ali, eu me fechava para desabafar qualaquer dor, mais pessoal. mas compreendi que ela sentiu uma felicidade por ouvir de mim, algo que talvez, aos olhos dela, me colocasse como fraco.

e o tempo passa, e eu percebo que quando vou conversar com alguém para falar, dividir algum sentimento pessoal, a primeira coisa que escuto é: nossa, mas você é tão forte, por que tá assim?"

e eu, agora, vou vivendo, talvez, acreditando que sempre estamos sós. e abraço a solidão, e como sou feliz. e já não sei mais o que é virtual ou real. sei que preciso viver, e bem. rs

adenildo lima


Nenhum comentário: