sábado, 24 de abril de 2010

Nauseando 8

"Depois do projeto de carta que me levou a escrever 30 cartas, volto a escrever o Nauseando. Gosto destes textos, pois eles me colocam diante da realidade e, aqui, transformo em ficção."

Natália, menina nobre, no sentido de educada, humana... Casou-se muito jovem, tinha apenas 18 anos de idade. O maior sonho dela era ser feliz, e felicidade para ela significava viver bem com um homem debaixo de um teto; já que ela nunca teve pai. Ela foi criança abandonada, viveu nas ruas de uma grande cidade até aos 12 anos de idade, isso, desde os 7 anos.

Garota esforçada, viveu como uma louca na vida. E era louca, já que loucura podemos interpretar como algo que foge dos padrões da sociedade, no sentido filosófico e humano do tema discutido. O nome do esposo dela era Ribeiro, talvez nem tivesse importância citar o nome dele aqui mas, como já citei, não vou tirar.

Ribeiro amou Natália com0 qualquer mulher neste mundo gostaria de ser amada. Era um homem presente na vida dela, carinhoso... E como eles eram felizes. Mas a vida é uma incógnita, quanto mais vivemos, mais queremos conhecê-la, e tão pouco a conhecemos, e se conhecêssemos, como seria chato viver.

Natália já estava com 21 anos de vida, quando soube que Ribeiro, o seu grande amor, estava morto, tinha sido assassinado em uma rua qualquer, sem motivos e sem explicação, apenas como reflexo de uma sociedade dita humana - esta sociedade capitalista em que vivemos. Ela quis morrer, cometer o suicídio, mas nada disso traria a vida do seu amado Ribeiro, de volta. Cabisbaixa deixou o tempo passar. Depois de 3 anos, sem se envolver com nenhum homem, descobriu que Ribeiro nunca tinha abandonado a sua primeira namorada. Isso foi pior do que a morte dele, para ela.

E, diante do tempo, Natália descobriu que a felicidade é o que vivemos no presente. Assim, ela pôde casar mais uma vez, e não deixar de viver. Já que a vida de cada um é a vida que cada um vive, e faz. E Natália já nem quer mais ser feliz, quer apenas viver a felicidade em cada dia vivido.

... E viver é uma grande invenção...

adenildo lima

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